quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ALGUNS TEXTOS JORNALÍSTICOS III

CARTA DO LEITOR

Espaço reservado para o leitor dar sua opinião, apresentar sugestões, criticar, discordar de um ponto de vista ou responder alguma nota feita a ele ou à sua empresa. Aos políticos ou homens públicos são dados também em forma de resposta. Quando as cartas são longas, são resumidas as partes principais pela edição.

Exemplo I:

Jornal do Brasil
Muito boa a reportagem do JB sob o título ''Refinaria se afasta de Itaguaí'', falando que o governo estadual teria conseguido parecer da FEEMA favorecendo a construção da refinaria de petroquímicos no Norte Fluminense. Como leiga, mas como moradora nesse estado, gostaria de dizer que apoio por completo a construção da refinaria naquela região dado que existem estudos técnicos apontando naquele caminho.
Patrícia Silas, Rio de Janeiro

Exemplo II:

Revista Piauí

ELEIÇÕES NO RJ

Sempre escuto comerciais inteligentes nas rádios do Rio de Janeiro, divulgando a revista, então resolvi comprar a edição 24 (setembro de 2008), e para meu espanto já na página 7 deparo-me com uma matéria de visão restrita e de pouca informação sobre candidatos a vereador do Rio.
Vou relatar, como mero eleitor e morador da Vila da Penha, sobre a campanha de duas candidatas.
A primeira, sua base eleitoral são os bairros de Irajá e Vila da Penha, o nome dela é Rosa Fernandes. Nas duas últimas eleições ela foi a vereadora mais votada do Rio. Seu pai foi Deputado estadual por 10 legislaturas, seu irmão foi deputado federal, e agora seu filho com apenas 23 anos tornou-se deputado estadual (em 2006), e nesta eleição é candidato a vice-prefeito na chapa do DEM com Solange Amaral. Rosa Fernandes deve ter uma das campanhas mais ricas do Rio, pois pelo número elevado de casas que tem seu galhardete ou faixa e pala qualidade de seu material de campanha, isso fica visível.
A segunda, é a vereadora Verônica Costa (mãe loira do funk), que anda pelas ruas do Rio, e em pontos de grande concentração de pessoas pára com sua equipe, conforme aconteceu na estação do metrô de Vicente de Carvalho dia 12/09. Ali apareceu um "Caminhão Trio-Elétrico" (com funk´s em volume ensurdecedor), uma Sprinter estilizada, com uma foto sua e de seu candidato a prefeito, e uma Pickup importada, também estilizada, e com sistema de som que permitia a candidata andar no meio do povo com microfone sem fio.
Farei duas comparações:
1ª) Quem tem mais parentes na política? Rosa Fernandes ou Clarissa?
2ª) Quais equipamentos de campanha têm mais valor: os 7 carros de som, de Clarissa, ou o Caminhão Trio-Elétrico, a Sprinter Estilizada e a Pickup importada com sofisticado sistema de som, da vereadora Verônica Costa?
Então amigos, quem tem mais "bufunfa"?
Informem-se melhor sobre as eleições do Rio de Janeiro!
BETO DUARTE , Rio de Janeiro (RJ)

Exemplo III:

Ilhéus, 23 de março de 2006.

Ilmo. Sr.
Jornalista Walmir Rosário
Editor do Jornal Agora

Sr Editor,

Em virtude de editorial intitulado “Braço Pesado”, publicado na edição 18 a 20 do mês corrente deste prestigiado órgão de imprensa e, por zelo à verdade e a justeza dos fatos, venho prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Não partiu da diretoria da Sexta Dires, representada por minha pessoa, nem dos profissionais que compõem o corpo técnico desta instituição, denúncia pública contra a Secretaria de Saúde do município de Ilhéus quanto ao funcionamento do Programa Saúde da Família, conforme fomos acusados na editoria acima citada.
(...)
Por fim, coloco-me a vossa disposição para esclarecer qualquer dúvida ou mesmo questionamentos quanto à atuação da Sexta Diretoria Regional de Saúde.
Atenciosamente,
Enfª Sonilda Santana de Mello
Diretora Geral da 6ª Dires

RESENHA CRÍTICA
 
Aprecia e avalia obras artísticas em geral (livros, filmes, eventos, músicas, textos teatrais etc.). Não deve ser muito longa, geralmente o avaliador usa de critérios gerais ou pessoais para resenhar. Faz, basicamente, a seguinte estrutura:
  1. Informações sobre a obra;
  2. Resumo das partes/ideias contidas;
  3. Apreciação pessoal da obra analisada;
  4. A importância da obra para a humanidade/Público a que se destina, etc.

Exemplo I:

O filme Tropa de Elite é uma obra que descreve fatos ocorridos na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro na década de 90, durante a visita que o Papa João Paulo ll realizou a Capital Carioca. Sua narrativa é intensa em sua descrição da realidade diária da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ, totalmente pautada em situações que, segundo o autor, baseiam-se em relatos de fatos reais, que lhe foram feitos por Policiais Militares. O personagem central da trama é um Capitão PM do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Tropa de Elite da Policia Militar carioca, considerada internacionalmente como a melhor força de Combate Urbano do Mundo. A narrativa é intensa e gira em torno do personagem central o Capitão Nascimento, que motivado pelo nascimento de seu filho resolve deixar as atividades do Batalhão, mas para isto é necessário que ele encontre um substituto que tenha os seus ideais de honra e profissionalismo. Contudo, em uma polícia permeada pela corrupção, esta busca acaba se transformando em uma missão quase impossível. Finalmente, ele encontra dois jovens Aspirantes a Oficial, que se enquadram nas características necessárias em um Policial Militar do BOPE da PM do Rio de Janeiro, estes Aspirantes, por força do destino, acabam sendo conduzidos ao Curso de Operações Especiais que é coordenado pelo Capitão Nascimento. O filme além de fazer uma crítica a corrupção da polícia carioca, também mostra a hipocrisia da classe média, representa por estudantes universitários, que criticam a violência policial, mas, no enredo do filme - que não está longe da realidade da sociedade carioca – estes mesmos estudantes, realizam o consumo e o tráfico de drogas nas festas estudantis e na própria universidade, e assim favorecendo a violência urbana carioca. Tropa de Elite é uma obra de ficção que expõem as entranhas de uma corporação policial que existe no Brasil a duzentos anos (Criada em 1808 por D. João VI).  A PMERJ tem em seus quadros muitos policiais honestos e valorosos, contudo, os maus policiais existem, como em qualquer organização policial no mundo, e estes policiais corruptos é que são denunciados no filme. (Site: http://pt.shvoong.com/)

Exemplo II:

Ilhéus com “O”

A Sociedade Filarmônica São Jorge dos Ilhéos esteve na Casa dos Artistas no final de semana passado (19 e 20) apresentando o espetáculo Ilhéos com “O”, uma coletânea de clássicos do movimentos tropicalista e outras músicas do repertório da Filarmônica.  Vinte jovens músicos, com idade que variam entre os 09 e 22 anos, apresentaram-se com profissionalismo e competência, sob a regência do maestro Letto Nicolau. A Sociedade Filarmônica é uma ONG que há três anos atua no bairro Nelson Costa como escola de formação de músicos e já participou de projetos com a Casa das Filarmônicas, em Salvador, além de trabalhos na região. O maior desafio do grupo, atualmente, é a aquisição de uma sede própria para ampliar suas atividades. O espetáculo deve fazer parte da próxima programação da Casa dos Artistas. (Jornal Diário de Ilhéus)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ALGUNS TEXTOS JORNALÍSTICOS II

A NOTÍCIA

É a expressão de um fato que desperta o interesse do público. Caracteriza-se pela linguagem direta e formal. É escrito de forma impessoal, frequentemente fazendo uso da terceira pessoa. Inicia-se com o lide, geralmente 3Q+C+O+P (o quê, quem, quando, como, onde e por quê) e se segue com o corpo da notícia. Enquanto na primeira parte estão registradas as principais informações do fato, no corpo do texto estão presentes os detalhes (relevantes ou não), as causas e as consequências dos fatos, como, onde e com quem aconteceu, e a sua possível repercussão na vida das pessoas que estão lendo. Pode ter ou não um público alvo (jovens, políticos, idosos, famílias), caso tenha a linguagem poderá ser adaptada para o melhor entendimento.

Exemplo:

20/10/2008 - 22h41

Cantora Ivete Sangalo sofre aborto

da Folha Online

A cantora Ivete Sangalo, 36, sofreu um aborto, informou nesta segunda-feira o "Bahia Notícias".
Sangalo estava na sexta semana de gestação.
Na última quinta-feira (16), ela anunciou que estava grávida do namorado, o estudante de nutrição Daniel Candy, 23.
Uma entrada nesta segunda-feira no site oficial da cantora alerta que alguns shows chegaram a ser adiados devido à gravidez. As apresentações listadas são em Sorocaba, Franca, Campo Grande (RJ) e Governador Valadares (MG).

A REPORTAGEM

Difere da notícia pelo conteúdo, extensão e profundidade. O repórter ou jornalista investiga, apura a origem dos fatos, razões e efeitos, abre debate sobre o acontecimento, ouve opiniões diversas sobre o assunto. A visão da reportagem deve ser sempre imparcial. Estrutura padrão: LEAD e CORPO.

Exemplo:

Espaço

A vez dos Taikonautas
A China se firma como uma das grandes forças na corrida espacial e anuncia projetos para os próximos 50 anos

Tatiana de Mello


Nem astronautas nem cosmonautas. Os futuros conquistadores do espaço chamam-se taikonautas. Está-se falando da China, e após a bem-sucedida missão Shenzhou VII, encerrada na semana passada, o país planeja agora estar cada vez mais presente no cosmos. Os próximos passos serão o lançamento de uma estação espacial e o envio de astronaves à Lua e a Marte. Tecnologia para essa empreitada os chineses têm. Dinheiro, também. E motivação política, isso então nem se fala. A missão Shenzhou VII, por exemplo, só aconteceu nesse momento para aproveitar a onda ufanista da Olimpíada. Mais: o seu lançamento comemora os 59 anos da chegada do Partido Comunista ao poder. A China já enviara três missões tripuladas, mas essa é considerada especial: foi a primeira vez que um taikonauta realizou uma caminhada no espaço.
Os três taikonautas (designa quem vai para o espaço, assim como nos EUA há os astronautas e na Rússia, os cosmonautas) passaram dez anos se preparando para essa viagem, que durou 68 horas. O ápice da festa foi quando o coronel da Aeronáutica Zhai Zhigang vestiu o seu uniforme (made in China e ao preço de US$ 4,3 milhões), abriu as portas da nave e deu início à sua caminhada cósmica. A missão era objetiva e apologética do governo, justamente para incutir nos chineses o orgulho das futuras missões e tirar deles o apoio incondicional, independentemente de quanto o país tenha de gastar. Zhigang foi flutuando (de ponta cabeça) para apanhar um lubrificante que estava do lado de fora do veículo espacial e, assim, enfeitiçou os olhos dos bilhões de chineses que o assistiam ao vivo pela tevê. Ele ergueu a bandeira vermelha de seu país e declarou: "Estou me sentindo bem. Cumprimento daqui o povo chinês e o povo do mundo inteiro."

2040 Esse é o ano que os chineses agendaram para conquistar o planeta Marte


A missão chinesa surpreendeu o mundo, que estava esperando uma investida tripulada somente em 2018, e provou que o país entrou para valer na corrida espacial do futuro. Não faltam projetos. Um deles, anunciado na semana passada, dá conta de uma estação espacial produzida 100% na China. O objetivo é "realizar experiências científicas de grande escala" e criar uma "sólida base para utilização pacífica do espaço e exploração de seus recursos". Essa estação ajudará o país a avançar em projetos muito mais ambiciosos. Em 2017, por exemplo, a sua agência espacial lançará missão com robô para a lua. Se tudo correr bem, em 2020 serão os próprios taikonautas que pisarão o solo lunar. E o passo seguinte já está previsto: Marte, até 2040. 
(Revista Istoé, 08/10/2008)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ALGUNS TEXTOS JORNALÍSTICOS

EDITORIAL

Expressão de determinado ponto de vista sobre um assunto noticiado. É um artigo, DISSERTATIVO muitas vezes, que exprime a opinião do órgão jornalístico ou pode também resumir o que contém no veículo de informação. (Os jornais podem ser divididos em vários editoriais que podem ou não estar encadernados separadamente. Entre os editoriais mais comuns estão: Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classificados, Coluna Social, etc.) Às vezes assume o título de Carta ao Leitor ou Carta do Editor. Geralmente é escrito pelo editor-chefe do jornal.

Exemplo I:

CAROS AMIGOS (Edição do mês de setembro)

As questões de fundo
 
A mídia de direita tem feito um enorme carnaval com a suposta crise do Senado Federal, as maracutaias do velho oligarca José Sarney, os eternos esquemas de corrupção e sobre as posições dos aliados dos senadores peemedebistas no interior do atual governo.
Como sempre ignora a análise mais cuidadosa do próprio desgaste ético da representação liberal-burguesa, que é importante instrumento de sustentação do sistema que privilegia o capital e expropria continuamente os trabalhadores e o povo brasileiro.
A entrevista da historiadora e professora Virgínia Fontes, da Universidade Federal Fluminense, para a revista Caros Amigos, procura suprir, em análise aprofundada, exatamente os aspectos mais candentes do jogo político e os interesses nem sempre revelados daqueles que lucram com o processo de concentração da riqueza.
Ouvimos também Marco Aurélio Garcia, Wanderley Guilherme dos Santos, Chico de Oliveira, José Dirceu, João Pedro Stedile e Waldemar Rossi, sobre essa crise parlamentar, quais são os interesses de fundo e o que fazer com o Senado Federal.
Outra reportagem mostra que a carga tributária no Brasil é mal distribuída, recai sobre os trabalhadores e sobre o consumo, enquanto a propriedade e a riqueza são pouco taxadas. Estudos do IPEA revelam que os pobres pagam muito mais do que os ricos.
Além de incluir matérias sobre a ofensiva militar dos Estados Unidos na América Latina e sobre a gripe suína (origens e interesses), a revista apresenta um balanço de três anos de vigência da Lei Maria da Penha, em entrevista com a própria Maria da Penha, que, de vítima de brutal violência doméstica, transformou a sua luta pessoal numa referência importante para todas as mulheres brasileiras.

Vale a pena conferir a visão diferenciada da Caros Amigos. Boa leitura!

Exemplo II:

Editorial

       A escola que não ensina

Os índices de educação no Brasil continuam a trazer más surpresas. Muitos falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas. Mas por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções. O IBGE revelou na semana passada que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Em outras palavras: são jovens que frequentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo. O quadro é desolador: basta verificar que este número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem na faixa de idade entre sete e 14 anos. Os outros 300 mil estão à margem, absolutamente fora do sistema de ensino. Nos números do instituto dá para se notar ainda que cerca de 30% das crianças com sete anos matriculadas nas escolas não sabem ler e escrever. Essa é considerada a idade fundamental na trajetória de formação dos jovens. E logo nessa faixa etária os números não são nada animadores. Em especial quando se olha para a parte de cima do mapa. A desigualdade social e regional do País tem impacto forte nas estatísticas. No Nordeste do Brasil, o índice dos analfabetos de sete anos sobe para 44%. No Norte, para 39,6%.
O que o trabalho do IBGE traduz essencialmente é que as autoridades, o Estado e o sistema como um todo têm falhado no objetivo básico da educação. Seja pelo conteúdo didático inadequado, seja pela falta de investimentos na formação dos professores, pela má qualidade das estruturas educacionais ou pelo conjunto dessas deficiências. A educação, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer país. E o Brasil tem demorado a fazer o salto de padrão nessa área – podendo vir a comprometer todo o resto. O orçamento destinado pelo governo para tirar o atraso, que vem de décadas de descaso, está longe do ideal. A sociedade, em um grande mutirão que reúna a iniciativa pública e privada, tem que se mobilizar para reverter essa realidade. E um dos caminhos é afastar da frente a ideia da escola que não ensina, que serve apenas como fachada de marketing para interesses eleitoreiros. Já seria um bom começo.

Carlos José Marques, diretor editorial (Revista Época)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A ACENTUAÇÃO

Para muitos estudantes, uma das coisas mais complicadas na escrita de um texto é saber acentuar corretamente as palavras.

Isso decorre de alguns problemas maiores: a forma oral com que lidamos com a nossa língua escrita, a própria cultura brasileira, a lei do menor esforço e a influência cada vez mais crescente da vida digital em nossos dias.

Mas, para começar a mudar esse quadro, é preciso dominar o básico das regras de acentuação para poder ter competência nesse quesito. 

Há coisas muito simples, como toda proparoxítona ser acentuada. Então jamais deveríamos falar *récorde e sim recorde, com sílaba tônica na paroxítona "cor", pois não é acentuada. Da mesma forma, *rêfrega não existe e nem *interím... Refrega é paroxítona e ínterim é proparoxítona, vai acento obrigatório. Gratuito é ditongo, a forma correta; já *gratuíto, com acento em um hiato imaginário, é coisa equivocada.

Na dúvida, tente pronunciar a palavra e localizar sua sílaba tônica. Caso seja uma palavra desconhecida, utilize as regras básicas do acento em língua portuguesa.

Abaixo um quadro das principais regras:

Lembre-se de que o hiato (quando precedida de ditongo. Ex.: feiura) e os ditongos abertos éi e ói (quando paroxítonas. Ex.: ideia e heroico) sofreram alterações com o Acordo Ortográfico.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

DISTRAÇÃO OU DÉFICIT?

Distração ou déficit de atenção? Entenda a diferença
O déficit de atenção ocorre, principalmente, quando a distração atrapalha o dia a dia

POR NATHALIE AYRES - PUBLICADO EM 29/07/2013

Sabe aquelas pessoas que vivem no mundo da lua? Parece que enquanto a cabeça está lá nas alturas, é o corpo apenas que fica circulando aqui embaixo, e nem sempre fazendo o que deve! Muitas vezes qualquer pessoa pode acabar ligando o piloto automático, e simplesmente ir executando suas tarefas sem prestar realmente atenção no que está fazendo.

Mas existe um limite entre a pura e simples distração e o déficit de atenção (TDAH). E muito se engana quem pensa que o problema tem que estar sempre associado à hiperatividade. A psiquiatra clínica Evelyn Vinocur nos ensina que o quadro pode ser dividido em três tipos: predominantemente desatento, o predominantemente hiperativo-impulsivo e o combinado (que mistura os dois últimos). "Em princípio, você até pode confundir o TDAH de tipo desatento com uma simples distração natural. Mas, se conviver um tempo com a pessoa, você vai perceber que é uma qualidade diferente de distração", assinala a especialista. Como podemos diferenciar? Confira as principais diferenças entre cada um desses problemas: 

De olho nos sintomas
O primeiro diferencial entre desatenção e déficit de atenção é a duração: "a distração comum é passageira, tem um início e um fim. Cessa quando cessa o estímulo que a causa", explica a psiquiatra clínica Evelyn Vinocur. Para o psicólogo Fernando Elias José, especialista em cognição humana, o principal sintoma é quando a falta de atenção começa a atrapalhar o dia a dia. Por exemplo, quando ela não consegue se concentrar de forma alguma em uma tarefa importante que exige atenção.

De qualquer forma, existem alguns critérios para o diagnóstico: no caso do TDAH tipo desatento, o adulto ou a criança precisam apresentar, no mínimo, seis características marcantes de falta de atenção, como dificuldade de concentração em uma aula ou palestra, problemas de memória de curto prazo e facilidade para desviar a atenção de uma tarefa. Em caso de desconfiança desse tipo de diagnóstico, vale consultar um psiquiatra ou psicólogo e fazer o teste completo. 

Crianças merecem atenção!
Normalmente o déficit de atenção surge na infância, e dois terços delas costumam levar o problema para a idade adulta. Quanto mais cedo você descobrir o problema, melhor! Nas crianças os sintomas são um pouco diferentes do que nos adultos. "A desatenção faz com que a criança passe a não entender todo o conteúdo das aulas e que, consequentemente, perca o interesse pelos estudos e até pela escola, uma vez que ela comete muitos erros por distração, não entende direito o que é falado", explica a psiquiatra Evelyn. Quando a criança começa a apresentar esse tipo de sintoma, vale os adultos ficarem mais de olho.

Porém, como muitas vezes os pais e professores percebem o TDAH devido à hiperatividade, uma criança com o tipo desatento pode não ser diagnosticada, até porque ela pode conseguir executar suas tarefas e atividades, só precisará de mais energia para isso. 

O que pode tirar o foco
A distração pode ser causada por diversos tipos de fatores. "Fome, problemas de difícil resolução e até mesmo um sapato apertado podem tirar sua atenção", enumera a psiquiatra Evelyn. Ter muitas coisas em mente também acaba tirando o nosso foco do aqui e agora, e isso é normal! 

Já no caso de uma pessoa diagnosticada com déficit de atenção, nem sempre a distração terá uma razão. Aliás, o que a motiva é uma questão neurológica: há uma desregulação na operação das regiões pré-frontal, fronto-estriatal, límbica e cerebelar, que são as áreas cerebrais responsáveis pela atenção e pelos impulsos, como nos ensina a especialista. Por isso, elas só respondem a tarefas com alto grau de motivação que ativam as áreas de prazer do cérebro. 

O que causa o problema?
No caso da TDAH, investiga-se ainda o que possa motivar o aparecimento do problema. Algumas evidências mostram que isso pode ser genético, como aponta a psiquiatra Evelyn. "Não raro, um dos pais e/ou outros membros da família são diagnosticados como portadores de TDAH durante a consulta da criança", explica a especialista.

Já a distração em si é causada por uma questão de automatismo. "Algumas atividades acabam ficando fixadas em nossa mente pela repetição, é o que chamamos de memória implícita", explica o psicólogo Fernando Elias José, especialista em cognição humana. Por isso mesmo, ao fazer essas tarefas, como dirigir, nós não precisamos prestar 100% de atenção. E às vezes acabamos prestando nenhuma mesmo! 

Diferentes graus de prejuízo
Pessoas com déficit de atenção normalmente tem o cotidiano afetado pelo problema - tanto que esse é um dos critérios de diagnóstico! "O TDAH é uma disfunção executiva, o que traz inúmeros prejuízos na vida da pessoa. No caso da criança, é comum que ela tenha dificuldade de manter atenção e seguir instruções, pareça não escutar e seja desorganizada. Já o adulto erra por descuido, esquece e perde as coisas e tem dificuldade de completar tarefas", enumera a psiquiatra Evelyn.

O distraído também precisa tomar cuidados! Se a pessoa não presta atenção ao trânsito, por exemplo, já que dirigir é um dos atos de memória implícita, ações causadoras de acidentes podem acontecer, como passar um sinal vermelho ou não perceber uma ultrapassagem. Muitas vezes uma mudança na rotina pode ser esquecida. Isso que acaba sendo a causa de pais esquecerem as crianças no carro, por exemplo. 

Formas diferentes de resolver
Para um desatento comum, a melhor forma de desligar o piloto automático é o óbvio: prestar mais atenção! Quando a falta de foco está atrapalhando o dia a dia, sair das situações de conforto é a melhor saída, explica o psicólogo Elias José. Se seu carro já o leva automaticamente ao trabalho, por exemplo, por que não mudar um pouco o caminho? A auto-observação é a melhor forma de fazer isso! Mas mexer o corpo também é útil. "Já existem comprovações de que exercícios físicos podem ajudar na memorização e atenção", conta o especialista.

No caso de quem tem déficit de atenção, esse tipo de técnica pode ajudar, mas sempre será preciso aliá-la com outros métodos. A medicação é a mesma para qualquer tipo de TDAH. "Os psicoestimulantes são bastante eficazes para os sintomas de hiperatividade e impulsividade (em torno de 70-80%) e tem em torno de 50% de eficácia para a desatenção tanto nas crianças como nos adultos", relaciona a psiquiatra Evelyn.  

Mais de uma saída
O acompanhamento do transtorno de déficit de atenção normalmente é multidisciplinar e vai além da medicação. "Muitos pacientes usam a psicoterapia focada e direcionada. No caso a terapia cognitiva-comportamental é o que costuma dar mais resultado nos pacientes", conta o psicólogo Elias José. Técnicas como coaching para TDAH também são alternativas.


O neurofeedback também pode ajudar. O tratamento consiste em ensinar a pessoa a controlar alguns estímulos de seu corpo, através de um gráfico com linhas que mudam de posição conforme o estímulo correto ou errado, ou com a interface de jogo. "A pessoa com TDAH tem uma alteração sinal eletroencefalográfico, que é captada pelo nosso aparelho. Usamos então um jogo, que tenha uma figura se mexendo. A figura só se moverá da forma correta quando a pessoa controlar esse sinal" explica Jerri Godoy, fisioterapeuta sênior do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

REDAÇÃO OFICIAL I


MEMORANDO:

Documento utilizado por encarregados de setor, chefes de seção, diretores, para fazer a comunicação interna dos órgãos ou repartições.
O memorando compõe-se de:
1.            Cabeçalho:    Localidade e data
2.            Epígrafe:       Nome do documento, sigla, número e ano
3.            Vocativo:
4.           Texto:
5.            Fecho: Respeitosamente: autoridade superior à de quem assina
                          Atenciosamente: mesmo nível ou inferior ao de quem assina
6. Assinatura
7. No canto inferior esquerdo, ficam as iniciais maiúsculas do redator e as minúsculas de quem digita (se a mesma pessoa faz as duas funções: barra, iniciais minúsculas).
Veja um exemplo:

Secretaria de Estado de Cultura

São Paulo (SP), 18 de novembro de 2008.

Mem.S.E. – nº 024/93

Sr. Diretor da Divisão de Administração

Solicito de Vossa Senhoria providências junto à Seção de Manutenção, para que sejam confeccionadas 02 (duas) chaves para o armário de aço patrimônio DDE – nº 6.778.

Respeitosamente,

Maria Seixas
Chefe da Seção de Expediente
MS/rs

OFÍCIO:

Forma de correspondência oficial trocada, geralmente, entre chefes ou dirigentes de hierarquia equivalente, ou superior à do signatário, na Administração Pública, tratando sempre de assunto oficial da competência de quem o emana. Utiliza-se, também, como expediente de comunicação escrita de um agente público a particular.
O ofício compõe-se de:
1.   Cabeçalho:     Localidade e data
2.   Epígrafe:        Ofício, sigla, número/ano
3.   Vocativo:
4.   Texto:
5.   Fecho:         [Respeitosamente/Atenciosamente/Cerimonial (forma fixa: Com antecipados agradecimentos, apresentamos a V. Sª nossos protestos de elevada estima e consideração.)
6.   Assinatura acompanhada de cargo ou função:
7.   Destinatário: a) Forma de tratamento adequado
                                 b) Nome da autoridade
                                 c) Nome do cargo
                                 d) Localidade
8. Identificação.

Exemplo:

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

São Paulo (SP), 10 de março de 2008.

Secretaria de Obras Públicas SOP/Ofício SOP – nº 99/08

Senhor Diretor:

Cumpre-nos informar a V. Sª que daremos início, no próximo dia 20, à pavimentação asfáltica da Avenida D. Pedro II, entre as Ruas X e Y.
Por este motivo, vimos solicitar-lhe a interdição de veículos no citado trecho durante os trabalhos, não só por medida de segurança para os operários, como também para a garantia do êxito da obra.
Com antecipados agradecimentos, apresentamos a V. Sª nossos protestos de elevada estima e consideração.

José da Silva
Secretário de Obras Públicas

Ilmº Sr.                                                                  DD. Diretor do Detran
Clóvis de Matos                                                    São Paulo – SP.
SF/rs

OFÍCIO CIRCULAR:

Forma de correspondência oficial endereçada a vários interessados, para conhecimento do seu assunto.

***

São Paulo (SP), 11 de julho de 2005.

Ofício-circular DENA – nº 74/05

Senhores Chefes de Seção,

Comunico a V. Sas que, devido à flexibilização de horário deste Departamento, todos os funcionários passarão a utilizar o livro, ao invés do cartão, para assinar o ponto, a partir do dia 20 deste mês.
Atenciosamente,

Júlio Badra
Diretor do DENA
JB/ns

CARTA:

Documento empregado na comunicação de caráter social utilizado por secretários, diretores, coordenadores, superintendentes, para agradecer uma cortesia, fazer uma solicitação, convite ou externar agradecimentos.
A carta compõe-se de:

1. Cabeçalho:  Localidade e data
2. Epígrafe:     Carta, sigla, número, ano
3. Destinatário: a) Forma de tratamento adequado
                       b) Nome da autoridade
                       c) Nome do cargo ou função
                       d) Nome da repartição/órgão
4. Vocativo:
5. Texto:
6. Fecho:
7. Assinatura e cargo:
8. Identificação:

SECRETARIA DE TRANSPORTES METROPOLITANOS
COORDENADORIA DE TRANSPORTE COLETIVO

São Paulo (SP), 03 de agosto de 2006.

Carta C.T.C. – nº 016/06

Ilustríssimo Senhor
Orlando Vieira
Diretor da Divisão Estadual de Ensino Tecnológico da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico.

Prezado Senhor,

Agradeço a V. Sª o envio da relação dos servidores que ficarão à disposição desta coordenadoria, no período de 17/10 a 07/11 do corrente ano, prestando serviço de apoio quando da realização do seminário “Controle de Transporte Coletivo, sob Regime de Fretamento”.
Na oportunidade, renovo os protestos de consideração e apreço.

Silvio Moura
Coordenador
SM/ip

REQUERIMENTO:

Instrumento que serve para solicitar algo a uma autoridade do serviço público.
O requerimento compõe-se de:
1.   Destinatário:            Forma de tratamento e nome do cargo ou função
2.   Texto:
3.   Fecho, geralmente um dos seguintes: Nestes termos em que pede deferimento/ Nestes termos/ Pede deferimento/ NT ou PD
4.   Localidade e data:
5.   Assinatura.

REQUERIMENTO SOLICITANDO EXAME DE SEGUNDA CHAMADA

Exmº Sr. Diretor das Faculdades Integradas de Marília,

JOANA DA SILVA, aluna regularmente matriculada na Faculdade de Direito, 4º período do ano letivo em curso, impedida de realizar o exame de Latim, por motivo de doença, conforme comprova o atestado em anexo, vem requerer de V. Exa. que lhe conceda a oportunidade de realizar o exame em segunda época.
Nestes termos pede deferimento.
Marília (SP), 30 de novembro de 2007.
Joana da Silva

segunda-feira, 29 de julho de 2013

REDAÇÃO OFICIAL II

ATA:

Damos o nome de ata ao registro escrito no qual se resume com clareza o que se passou em uma sessão, convenção, assembleia, congresso, etc. Geralmente é redigida pelo 1º Secretário ou outro membro previamente selecionado do grupo.
Normalmente as atas são escritas em livros próprios para esse fim, ou ainda em folhas soltas, numeradas e rubricadas do início ao fim por quem de direito a redige.
Na ata não se pode deixar espaço em branco, a fim de que mais tarde não se venha a alterar o texto. Caso quem esteja encarregado de redigir a ata venha a cometer algum erro, deve corrigi-lo usando a expressão “digo”. Caso o erro só seja percebido depois de redigida a ata, a correção deve ser feita da seguinte forma: “Em tempo: onde se lê... leia-se...”.
Na ata não podemos usar abreviações e os números devem ser escritos por extenso.
Veja um exemplo:

Aos vinte e seis dias do mês de julho de dois mil e treze, em sua sede social, na Rua Mebael número quinze, nesta Capital, às quinze horas, reuniram-se, em Assembleia Geral Extraordinária, convocada por anúncios publicados no Jornal do Comércio dos dias vinte e três, vinte e quatro e vinte e cinco do corrente mês, e no Diário Oficial, nas mesmas datas, os acionistas da GONZALEZ AUTO PEÇAS S. A., representando mais de dois terços do capital social com direito a voto, conforme assinaturas constantes no livro de Presença de Acionistas. Por unanimidade assumiu a presidência dos trabalhos o acionista senhor Fulano de Tal, que convidou o acionista senhor Beltrano de Tal para servir de secretário. Constituída a mesa, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e determinou a leitura, pelo Secretário, do Edital de Convocação, assim publicado: ".....................................................”. Conhecida a matéria constante da ordem do dia, o senhor Presidente determinou fosse lida a proposta da Diretoria, bem como o parecer emitido pelo Conselho Fiscal, documentos estes nos seguintes teores: "..................................................”. Finda a leitura desses documentos, o senhor Presidente colocou-os em discussão e, em seguida, em votação, do que resultou a aprovação unânime, na íntegra, pela Diretoria. Esgotada a ordem do dia e como ninguém mais fez uso da palavra, foram encerrados os trabalhos e lavrada esta Ata, a qual, lida e aprovada, recebe as assinaturas da mesa e da totalidade dos presentes. Desta Ata serão extraídas cópias autênticas para os fins legais. São Paulo, vinte e seis de julho de dois mil e treze.

PROCURAÇÃO:

Forma de documento público ou particular em que alguém (outorgante) confere a outrem (outorgado) poderes para agir em seu nome.  Em outras palavras, a procuração é o documento através do qual alguém recebe poderes de uma pessoa para agir em nome dela. Pode ser: Particular, na qual é imprescindível o reconhecimento da firma de quem dá a procuração; pode ser manuscrita ou digitada; e também pode ser Pública, lavrada em cartório.
Veja a seguir um exemplo de procuração:

PROCURAÇÃO

Pelo presente instrumento particular de procuração, Maria do Rosário Lima e Sousa, brasileira, casada, professora, RG n° x, CPF n° x, residente e domiciliada nesta cidade, na rua Afonso Pena, n° 30, Boa Vista, na qualidade de representante legal da sua filha menor impúbere, Paula Lima e Sousa, nomeia e constitui sua bastante procuradora Marcela Silva, brasileira, solteira, advogada, OAB n° xxxxxx, residente e domiciliada nesta cidade, conferindo-lhe poderes da cláusula "ad judicia", para especificamente propor ação de alimentos contra José Lima e Sousa, podendo a citada procuradora praticar todos os atos necessários para o fiel desempenho do presente mandato, inclusive acordar, discordar, transigir, desistir, dar e receber quitação e substabelecer com ou sem reserva de poderes.

Recife, 12 de julho de 2013.

_________________________________
Maria do Rosário Lima e Sousa

ABAIXO-ASSINADO:

Damos o nome de abaixo-assinado ao documento particular assinado por várias pessoas, destinado a alguém (principalmente autoridades) que tem poder para decidir sobre aquilo que se pede.
Em geral, o abaixo-assinado contém reivindicações, pedido, manifestação de protesto ou de solidariedade, etc.
Como se observa, a “correspondência oficial” é um conjunto de normas regedoras das comunicações escritas, internas e externas, de repartições públicas. A correspondência oficial, em linhas gerais, subordina-se aos mesmos princípios que orientam as demais correspondências. Esses princípios são ditados pelo serviço público federal e adotado, com pequenas adaptações, pelos estados e municípios.
Veja agora um exemplo de abaixo-assinado:

Modelo de Abaixo-assinado

Ao Excelentíssimo Senhor Prefeito de Manaus 

Os abaixo-assinados, brasileiros, residentes e domiciliados na rua das Flores, bairro da paz, nesta cidade de Manaus, solicitam de V.Exª a  instalação de coletores seletivos de lixo, a fim de atender ao projeto comunitário de reciclagem de plásticos, alumínio e vidros.
Na certeza de sermos atendidos, encaminhamos esse documento em três folhas numeradas e assinadas por todos os moradores, e em duas vias que serão protocoladas em seu Gabinete.
Nomeamos o morador José de Jesus Silva, fone xxxx-xxxx, como nosso representante, caso V.Exª necessite de outras informações.

Manaus, ...de......de  2013.

Nome
Identidade
Endereço
Rubrica
José de Jesus Silva
0X0.0X0 SSP/AM
Rua das Flores, 01
Maria das Dores Souza
001.999 SSP/AM
Rua das flores, 03

DECLARAÇÃO:

Declaração é o documento em que se manifesta uma opinião, conceito, resolução ou observação. Assemelha-se ao atestado, às vezes. Em diplomacia, dá-se o nome de declaração a um documento de órgão colegiado, espécie de manifesto. A mais importante é, talvez, a “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, aprovada em resolução da II Seção Ordinária da Assembleia das Nações Unidas e consequência da Carta das Nações Unidas. A seguir, apresentamos um modelo de Declaração:

(timbre da empresa ou instituição com nome e endereço)

Declaração

Eu, abaixo assinado,                (nome)                  , RG n°,       (número)  , CPF n° (número)  , residente à             (endereço)                                         , bairro ____________, na cidade de ___________________, integrante do projeto,_____                (nome do projeto)                  inscrito no Edital         (número e nome)               , venho declarar, nos termos dos arts. 18 e 125 da Lei Estadual nº 9.433 de 01 de março de 2005, que não pertenço ao quadro de servidores do Estado da Bahia, de suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

   (cidade)       ,    (data)  de     (mês)     de 2007.
______________________________________
(nome completo e assinatura)

ATESTADO:

Instrumento que serve para se declarar ou atestar certa verdade. É um documento que é bastante frequente nos serviços. Veja, a seguir, um modelo de Atestado:

ATESTADO

Atesto para os devidos fins, a pedido do interessado, que o (a) Sr (a). ___________________, portador(a) do RG nº ____________ SSP/(UF), foi submetido à exame médico, nesta data, no horário das ____horas às _____horas, sendo portador de _____________ CID - _____.
[Município], [UF], ____ de ___________ de 20___.

__________________________________________
(Assinatura)
Dr (a). _____________________
CRM-[UF] Nº ____________

CPF Nº ________________