domingo, 5 de novembro de 2017
sábado, 4 de novembro de 2017
ÚLTIMA CHAMADA!
Tema de Redação: Alimentação
irregular e obesidade no Brasil
11/06/2017 Yuri Costa
(Adaptado)
A partir da leitura dos textos motivadores e
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto
dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o
tema: Alimentação irregular e obesidade no Brasil, apresentando
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize
e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu
ponto de vista.
Texto
I
Paola Flores, que pede
frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um
dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que
castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no
mundo. Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos,
em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do
Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.
O problema crescente
costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de
sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os
ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.
Desde 1991, o número de
pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões
para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho
certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito
menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.
Na década passada, as
economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de
matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe
média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em
sal, açúcar e gordura. Benefícios em forma de transferências monetárias,
adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o
Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.
Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir
que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como
frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.
A obesidade é a doença
crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições
relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora
causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
“A rápida elevação dos
índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais
e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os
sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na
Aliança Mundial para Melhor Nutrição. Costa Rica, Uruguai e Colômbia
introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto
o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.(Disponível em:
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/america-latina-enfrenta-epidemia-de-obesidade-apos-luta-contra-fome.html)
Texto
II
A cada cinco
brasileiros, um está obeso. Mais da metade da população está acima do peso. O
país que até pouco tempo lutava para combater a fome e a desnutrição, agora
precisa conter a obesidade. Por que a balança virou?
Indicadores apresentados
na segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a
prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8%, em 2006,
para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no
período.
Os dados são da Pesquisa
de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel), com base em entrevistas realizadas de fevereiro
a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais
brasileiras.
Especialistas ouvidos
pela BBC Brasil atribuem o aumento de peso dos brasileiros a fatores econômicos
e culturais, mas também genéticos e hormonais.
A endocrinologista
Marcela Ferrão também atribui a baixa qualidade do sono como um dos fatores
para o aumento da obesidade. Segundo ela, a sociedade acelerada e conectada faz
com que as pessoas não tenham horário para dormir.
“À noite, a serotonina,
que é o hormônio do humor, converte-se em melatonina, responsável pelo sono
reparador. Nesse estágio do sono, as células conseguem mobilizar gorduras de
forma adequada”, explica.
Mas não tem sido fácil
chegar a esse estágio do sono quando a tensão e o estresse estão cada vez mais
intensos, a pessoa não consegue desligar o celular e acorda várias vezes
durante a noite. “Isso gera desequilíbrio hormonal e faz com que a pessoa
acorde ainda mais cansada”, conclui Ferrão.
Um último ponto
destacado pelos especialistas para o aumento da obesidade no Brasil é a falta
de acesso a uma dieta diversificada, o que depende menos de poder aquisitivo do
que de educação alimentar.
Nesse sentido, o Guia
Alimentar para a População Brasileira se destaca entre as políticas do
Ministério da Saúde para enfrentar a obesidade. A publicação oferece
recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados,
mas vai além: coloca a hora da refeição no centro de uma discussão sobre
convivência familiar e gestão do tempo.
“Os alimentos
ultraprocessados são muito consumidos pela população jovem porque são práticos.
Outro problema é o comportamento alimentar. É muito comum as pessoas comerem
rápido, sozinhas e com celular na mão. Estudos mostram que comendo com família
ou amigos, a pessoa presta mais atenção no que está comendo”, diz a
coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele
Lessa de Oliveira.
O crescimento da
obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da
prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que
pioram a condição de vida do brasileiro e podem até levar à morte.
O diagnóstico médico de
diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016, e o de hipertensão de
22,5%, em 2006, para 25,7%, em 2016, conforme a Vigitel. Em ambos os casos, o
diagnóstico é mais prevalente em mulheres.
“A obesidade é a mãe das
doenças metabólicas. Além da diabetes, que apresenta mais de 20 fatores de
comorbidade (doenças ou condições associadas), obesos infartam mais e até
câncer é mais prevalente em pessoas acima do peso”, destaca o diretor do Centro
de Obesidade da PUCRS, Cláudio Mottin.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-ha-uma-explosao-de-obesidade-no-brasil.ghtml)
Texto
III
Entrevista da BBC BRASIL com o endocrinologista brasileiro Walmir
Coutinho, que preside a World Obesity Federation
BBC Brasil – O que significa ter metade das crianças pequenas brasileiras comendo
bolachas e boa parte delas bebendo refrigerante e suco artificial?
Coutinho – Esses dados dão a medida de uma tendência que outros estudos já haviam
mostrado. O consumo excessivo de alimentos e bebidas pouco saudáveis hoje é um
problema seríssimo no Brasil. E, se continuarmos nesse ritmo de crescimento da
obesidade, seremos o país com mais obesos do mundo em 15 anos.
BBC Brasil – Olhando o lado da alimentação da criança brasileira, quem são os
principais vilões atualmente?
Coutinho – Há os vilões invisíveis, especialmente suco de fruta artificial e
iogurte. O pai e a mãe acham que estão dando algo saudável para as crianças,
mas são produtos que tem muitíssimo açúcar. Fora isso, é preciso lembrar que os
alimentos mais baratos são os que mais engordam.
BBC Brasil – E como isso é prejudicial?
Coutinho – É um fenômeno chamado de transição nutricional, em que as pessoas que
conseguem superar a falta de alimentos começam a ter acesso aos produtos mais
baratos, que costumam ser altamente industrializados. Sair do supermercado com
saquinho de batata frita, salgadinhos, biscoitos e chocolates é mais barato do
comprar frutas e verduras. A população de baixa renda também costuma ter menos
tempo e infraestrutura para praticar atividade física.
BBC Brasil – Quais os principais impactos em alguém que passa pela infância sendo
obeso?
Coutinho – O impacto na saúde da criança é mais conhecido. A obesidade traz
problemas graves como hipertensão arterial muito alta, problemas
osteoarticulares em partes do corpo como joelho, coluna e tornozelo, além de
asma e diabetes. Mas também há o lado psicológico, que muitas vezes é
subvalorizado. As pessoas não se dão conta do impacto psicológico de apelidos
dados a essas crianças, do isolamento em que elas vivem e de estereótipos como
o menino gordinho que só pode jogar no gol, por exemplo. São situações que
causam traumas que podem ser levados para a vida adulta. (Publicação em 26.8.15)
Texto IV
“Desde que o
pânico sobre o aumento de peso da população emergiu na década de 1990, essa
visão negativa das pessoas gordas tem se intensificado”, diz a socióloga
australiana Deborah Lupton, professora da Universidade de Sydney e autora de
Fat (“Gordo”, não lançado no Brasil). O livro, publicado em 2012, analisa como
tem se espalhado um estigma sobre os cidadãos acima do peso, “vistos como
pessoas gananciosas, sem autocontrole, desorganizadas, até grotescas”.
Na TV, gordos
são ridicularizados, sofrendo para fazer dieta e exercitar-se em frente às
câmeras. Fala-se de uma “epidemia de obesidade”, e gordos recebem olhares de
desaprovação, como se fossem emissários da peste negra. Companhias aéreas e
marcas de roupas penalizam seus clientes mais pesados. No Brasil, o sobrepeso
virou critério de seleção em concursos públicos e se transformou em nota de
corte no mercado de trabalho – em uma entrevista, o publicitário e apresentador
de TV Roberto Justus decretou que não se deve contratar quem está acima do
peso, pois isso seria um sinal inequívoco de desequilíbrio e falta de
inteligência. “Muitas campanhas contra a obesidade acabam envergonhando a quem
deveriam ajudar, além de incitarem o ódio à gordura”, diz Deborah.
Para ficar bem
claro: gordura corporal em excesso é, sim, um perigo. “Uns 30% dos obesos podem
ter um perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade. Mas estudos
mostram que pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal, ou peso dividido pela
altura ao quadrado) superior a 30 sempre têm risco aumentado para doenças
cardíacas, vasculares, diabetes e câncer”, diz o endocrinologista Lício Veloso,
professor da Unicamp e pesquisador de mecanismos da obesidade. (Disponível em
http://super.abril.com.br/ciencia/onde-os- gordos-nao- tem-vez)
Texto V
A gordofobia é
uma forma de discriminação estruturada e disseminada nos mais variados
contextos socioculturais, consistindo na desvalorização, estigmatização e
hostilização de pessoas gordas e seus corpos. As atitudes gordofóbicas
geralmente reforçam estereótipos e impõem situações degradantes com fins
segregacionistas; por isso, a gordofobia está presente não apenas nos tipos
mais diretos de discriminação, mas também nos valores cotidianos das pessoas.
Uma das maiores
dificuldades ao se enfrentar a gordofobia está na própria resistência social de
reconhecer esse preconceito. Isso acontece porque é considerado aceitável
intimidar e censurar quem é gordo, fazer observações constrangedoras sobre o
que a pessoa gorda está comendo e utilizar todos esses comportamentos
intrusivos como justificativas para uma falsa preocupação com a saúde do
indivíduo.
Mas mesmo a
própria preocupação com a saúde de quem é gordo já demonstra indícios de
gordofobia, uma vez que se assume que aquele sujeito tem problemas de saúde só
por ser gordo, enquanto pessoas magras não são abordadas e questionadas a
respeito de seus níveis de colesterol, por exemplo. Acontece que,
culturalmente, quem é magro é visto inicialmente como saudável, independente de
outros fatores. (Fonte:
http://www.revistaforum.com.br/digital/163/gordofobia-como-questao-politica-e-feminista/)
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
SUGESTÃO DE TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM 2017:
CURSO DE REDAÇÃO &
GRAMÁTICA – PROF. GUSTAVO A. HAUN
TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM
2017
Com as mudanças no eixo
temático da Redação do Enem 2017, definindo e excluindo as possibilidades de
assuntos possíveis (como meio ambiente), assim como a banca aplicadora e
corretora (consórcio FGV, Cesgranrio e VUNESP), eis o que defino como fortes
temas para a prova de Redação deste ano:
NA ÁREA CIENTÍFICA:
- Internet como meio de
educação;
- Acesso à
tecnologia/Exclusão digital;
- Nomofobia;
- Doação de órgãos no
Brasil;
- Cyberbullying e crimes
virtuais.
POLÍTICA:
- Mobilizações sociais;
- A força da juventude;
- O sistema penitenciário;
- Liberdade de expressão;
- Refugiados ou
imigrantes/Xenofobia.
SOCIAL:
- Homo e transfobia/Identidade
x ideologia de gênero;
- Depressão e suicídio entre
os jovens;
- Envelhecimento da
população;
- Esporte: meritocracia
excludente ou inclusão social;
- Internação compulsória
para dependentes químicos;
- Acessibilidade,
inclusão e trabalho para pessoas com deficiência;
CULTURAL:
- Falta de acesso à
cultura;
- Questões indígenas no
Brasil;
- A cultura do consumo e
a sustentabilidade/geração de lixo (temas de meio ambiente podem ser
solicitados dessa forma, vinculando com as quatro áreas, a exemplo: a
literatura e a cultura da seca no nordeste brasileiro, etc.)
Boa sorte e sucesso!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
TEMA DE REDAÇÃO PARA O ENEM 2017:
Tema DA REDAÇÃO: O Desafio da Doação de Órgãos
no Brasil
A partir da leitura dos textos
motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,
redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa
sobre o tema: O desafio da doação de órgãos no Brasil. Apresente
proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa
de seu ponto de vista.
TEXTO I
(Disponível em: <
http://marlivieira.blogspot.com.br/2010/09/trafico-de-orgaos-brasil-africa-do-sul.html>)
TEXTO II
Nos últimos dez anos, o
número de transplantes realizados no Brasil cresceu 63,8%, passando de 14.175
procedimentos em 2004, para 23.226 em 2014. […] Para o ministro da Saúde,
Arthur Chioro, o destaque do resultado se deve ao esforço e ao comprometimento
das equipes multiprofissionais envolvidas diretamente no processo de doação e
transplante e, principalmente, à solidariedade das famílias brasileiras,
responsáveis por autorizar a doação do seu familiar, fator sem o qual os
transplantes de doadores falecidos não aconteceriam. (Disponível em: <
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-09/brasil-e-destaque-no-contexto-mundial-de-doacao-de-orgaos>)
TEXTO III
47% das famílias se recusam a doar
órgão de parente com morte cerebral. Não é a falta de estrutura, mas a negativa
familiar o principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. De
todas as mortes encefálicas e que, portanto, os órgãos poderiam ser
transferidos para pacientes que correm risco de morte, pouco mais da metade se
transforma em doação. O número é alto e cresceu de 41%, em 2012, para 47% em
2013, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
De acordo com o nefrologista, José
Medina Pestana, a principal justificativa das famílias para não doar órgãos é o
fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar. “Por isso, insistimos
que a doação tem que ser assunto de família”, diz o integrante da ABTO.
Quando isso não é um assunto
resolvido, cabe a uma equipe do hospital responsável pela captação de órgãos
explicar à família que a morte encefálica já é a morte. Quando ela é decretada
é porque ocorreu a parada definitiva e irreversível do cérebro e do tronco
cerebral, o que provoca em poucos minutos a falência de todo o organismo. (Fonte:
htp://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?c=1063)
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
MAIS ALGUNS TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM 2017
Obs.: Temas que envolvem o meio ambiente foram retirados dos eixos temáticos da redação do Enem 2017.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
ESTÁ CHEGANDO A HORA! VENHA TREINAR MAIS UM TEMA DE REDAÇÃO:
Tema DE REDAÇÃO: Envelhecimento da população brasileira: os novos
desafios
Após a leitura dos textos motivadores seguintes e
com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto
dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Envelhecimento da população brasileira: os
novos desafios”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I:
O Brasil vai se tornar um país de idosos já em
2030, diz IBGE Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se
tornar um País de população majoritariamente idosa.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o
grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de
idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29
anos.
[...] Os números do IBGE mostram ainda que a
principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos ou mais foi a aposentadoria
ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo de 65 anos
ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia,
destaca a necessidade de atenção a esta mudança na composição da população.
“Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande
parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que
irão se aposentar no futuro e tem carteira assinada) têm mais garantias. O
sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, afirma. (Disponível
em: http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-setornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-izibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html.
Acesso em maio de 2015.)
TEXTO II:
TEXTO III:
Segundo IBGE,
4,5 milhões de idosos estão no mercado de trabalho
Lá vai Seu Vianelo para mais um dia de trabalho. E
ele levantou foi bem cedinho. Antes do despertador. “Ponho para despertar às 6
horas, mas ele nunca desperta, nunca desperta”, conta Seu Vianelo Coelho Da
Silva, 94 anos.
Aos 94 anos, de segunda a sábado ele está sempre
fiscalizando o conserto das estradas em Nerópolis, a 30 quilômetros de Goiânia.
Vianelo: Agora eu quero aproveitar a vida. Não está
certo?
Jornal Nacional: E trabalhar significa aproveitar a
vida?
Vianelo: Quando eu morrer eu fecho o olho para
descansar.
Até pouco tempo atrás a regra era essa: a pessoa
envelhecia, se aposentava e ficava em casa. E aí toda experiência profissional
adquirida ao longo dos anos já não tinha mais nenhuma utilidade. E foi
justamente pensando em toda essa experiência que estava sendo desperdiçada que
essa rede de supermercados decidiu
contratar os idosos. E 20% do quadro de
funcionários já tem idade pra parar de trabalhar. O Seu Vicente, beirando os 71
anos, é pura disposição.
Jornal Nacional: Posso dizer então que o senhor
mexe com eletricidade e é ligado no 220.
Vicente Goes Nogueira, eletricista: 220 fico 24
horas.
Jornal Nacional: O senhor não desliga nunca.
Vicente Goes Nogueira: Nunca desligo.
Segundo o IBGE, dos 15 milhões de idosos no Brasil,
4,5 milhões estão no mercado de trabalho. A dona Wilma já se aposentou, mas nem
pensa em parar.
[...]
(Disponível em:
http://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2015/04/segundo-ibge-45-milhoes-de-idososestao-no-mercado-de-trabalho.html.
Acesso em maio de 2015.)
sábado, 21 de outubro de 2017
OLHA AÍ UM OUTRO TEMA!
PROPOSTA: A
propagação do cyberbullying na sociedade brasileira
Por Elisa
Mourão, julho 4, 2016.
Com base
na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: A propagação do cyberbullying na sociedade brasileira, apresentando
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e
relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu
ponto de vista.
Texto I
Crimes
virtuais são delitos praticados através da internet que podem ser enquadrados no
Código Penal Brasileiro resultando em punições como pagamento de indenização ou
prisão.
Os crimes
digitais são cada vez mais comuns porque as pessoas cultivam a sensação de
que o ambiente virtual é uma terra sem leis. A falta de denúncias também
incentiva fortemente o crescimento do número de golpes virtuais e violência digital
(como o cyberbullying).
Além disso,
com o grande número de usuários nas redes sociais, muitas interações acabando
sendo considerados crimes. Muitas pessoas acabam utilizando as redes sociais
para cometer algum delito, esquecendo que no local também existem regras e
punições.
Confira abaixo
os crimes que costumam ser praticados nas redes sociais:
· Calúnia:
Inventar histórias falsas sobre alguém;
· Insultos:
Falar mal ou mesmo insultar uma pessoa;
· Difamação:
Associar uma pessoa a um acontecimento que possa denigrir a sua imagem;
· Divulgação
de material confidencial: Revelar segredos de terceiros, bem como materiais
íntimos, como fotos e documentos;
· Ato
obsceno: Disponibilizar algum ato que ofenda terceiros;
· Apologia
ao crime: Criar comunidades que ensinem a burlar normas ou mesmo que divulguem
atos ilícitos já realizados;
· Perfil
falso: Criar uma falsa identidade nas redes sociais;
· Preconceito
ou discriminação: Fazer comentários nas redes sociais, fóruns, chats, e-mails,
e outros, de forma negativa sobre religião, etnias, raças, etc;
· Pedofilia:
Troca de informações e imagens de crianças ou adolescentes. (https://www.oficinadanet.com.br/post/14450-quais-os-crimes-virtuais-mais-comuns
Texto II
Texto II
No ano
passado, a misoginia online entrou na roda com o chamado “gamergate“: diversas
mulheres na indústria dos jogos foram alvo de uma onda de ataques machistas.
No Twitter, no Reddit e em imageboards como o 4chan, as
mulheres receberam ameaças de estupro e morte. Mais recentemente, a
ex-colunista da revista Jezebel, Lindy West, apareceu no programa This
American Life, acertando as contas com o mais sádico dos trolls que a
assediam diariamente: um homem que criou um fake do recém-falecido
pai dela para ofendê-la no Twitter. E ainda há a jornalista australiana
Alanah Pierce, que ficou famosa por enviar printscreens das ameaças que recebia
para as mães de seus assediadores, em sua maioria adolescentes.(http://fernandafav.jusbrasil.com.br/noticias/170769012/misoginia-na-internet-como-o-estado-deve-identificar-e-punir-os-machistas-virtuais )
Texto III
Texto III
(estpucminas.blogspot.com)
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
CARTILHA DE REDAÇÃO DO ENEM
MEC DIVULGA CARTILHA COM INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO DO ENEM 2017
© Reprodução –
Ana Prado
A Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 já está disponível para download. As regras para a redação não foram alteradas em relação ao ano passado, mas o manual deste ano foi aprimorado para tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente, segundo o Inep. Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.– Baixe a Cartilha para a Redação do Enem 2017
O manual divulgado nesta segunda (16) detalha todas as competências avaliadas e explica quais critérios serão utilizados nas correções dos textos. O guia também traz oito redações que obtiveram pontuação máxima no Enem 2016, com comentários.
Neste ano, a prova do Enem será realizada em dois domingos. A redação será no primeiro, no dia 5 de novembro, junto com as provas de linguagens, códigos e ciências humanas. No dia 12 de novembro será a vez das provas de ciências da natureza e matemática. O exame será aplicado em 1.724 municípios, para 6.731.203 inscritos.
Redação do Enem
A prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deve apresentar uma proposta de solução para o problema proposto, a chamada intervenção, respeitando os direitos humanos. Também deve ser apresentada uma referência textual sobre o tema.
O participante deverá defender uma tese, ou seja, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.
Como a redação será corrigida
O texto produzido na redação do Enem é corrigido por pelo menos dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
A redação receberá nota zero se apresentar características como fuga total ao tema, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, cópia integral de textos motivadores da proposta, impropérios, desrespeito aos direitos humanos e se a folha de redação for entregue em branco.
O título é elemento opcional na produção da redação e será considerado como linha escrita. Porém, o título não será avaliado em nenhum aspecto relacionado às competências da matriz de referência.
Libras
A cartilha do Inep também foi divulgada na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, são 26 vídeos, com todo o conteúdo da cartilha tradicional, disponível no perfil do Inep no YouTube.
Neste ano, pela primeira vez o Enem poderá ser feito por meio de videoprova traduzida em Libras.
(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/enem/mec-divulga-cartilha-com-instru%C3%A7%C3%B5es-para-a-reda%C3%A7%C3%A3o-do-enem-2017/ar-AAtB6UK?li=AAggXC1)
terça-feira, 17 de outubro de 2017
REPORTAGEM DO G1 SOBRE TEMAS DE REDAÇÃO PARA O ENEM
Redação no Enem: veja 14 temas que professores
apostam que podem cair na prova
Redação
será no 1º dia de provas, em 5 de novembro. Homofobia, trabalho e lixo estão
entre os assuntos que podem inspirar temas, segundo os professores.
Por Vanessa Fajardo, G1
11/10/2017 07h01 Atualizado
11/10/2017 18h23
Professores
de quatro cursinhos ouvidos pelo G1listaram 14
assuntos que, segundo eles, estão entre os possíveis temas de redação do Enem 2017 (Exame Nacional do Ensino Médio), que será
aplicada no primeiro dia do exame, em 5 de novembro.
Tradicionalmente
os temas da redação envolvem problemas brasileiros, sempre com um viés
humanista, que exigem uma proposta de intervenção. O tema sempre vem
acompanhado de textos ou imagens motivadoras para inspirar os candidatos.
Veja
as apostas:
1. Ativismo nas redes sociais
As
redes sociais cada vez mais estão sendo usadas para expressar opiniões e
promover debates. Alana Vivas, consultora pedagógica do Sistema Ari de Sá
(SAS), acredita que este ativismo nas redes,
o “ciberativismo”, pode inspirar temas de redação.
“O
aluno pode discutir a importância do ciberativismo como instrumento de
manifestação popular, visto que esse meio dá voz à população, mas pode comentar
inclusive sobre os cuidados que as pessoas devem tomar em relação às suas
atitudes nas redes, como o compartilhamento de notícias falsas e especulações,
vindas de fontes não seguras”, diz Alana.
2. Ciberbullying e outros crimes virtuais
Alana
Vivas e André Valente, professor do Cursinho da Poli, lembram que o tema
norteou muitas discussões deste ano. Bons exemplos são a série “13 Reasons
Why”, da Netflix, que foi febre entre os jovens e retratou o ciberbullying e a
depressão, além do fenômeno Baleia Azul,
um “jogo virtual” que incentivava a automutilação e o suicídio.
“O
aluno, ao se deparar com um tema como esse, pode argumentar que a escola e a
família possuem papéis distintos mas complementares no processo de
conscientização acerca do ciberbullying e dos crimes virtuais, além de sugerir
que o aumento da depressão entre os jovens seja tratado pelo ministério da
saúde como um problema de saúde pública”, afirma Alana.
3. Desafios da mobilidade urbana
A
mobilidade urbana é um desafio nas principais cidades do Brasil. Alana afirma
que o crescimento da população nos principais polos urbanos somado à
precariedade dos serviços de transporte público geram trânsito intenso, além de
acidentes e problemas ambientais.
“Todo
esse contexto torna esse tema bastante atual e propício a propostas de
intervenção no momento da redação. O aluno, ao se deparar com ele, pode
contextualizar a situação nas grandes cidades, usando como exemplo o
descontentamento social e o surgimento de transportes alternativos, como os
aplicativos de mobilidade”, afirma Alana.
4. Envelhecimento da população
Vinicius
Beltrão, do Sistema Ari de Sá, reforça que a população brasileira tem passado
nos últimos 70 anos por uma inversão em sua pirâmide etária, e este fenômeno
tem consequências.
“Atualmente
somos considerados um país adulto, e a estimativa é que até 2050 passemos à
categoria idoso. Mudanças socioeconômicas, avanços tecnológicos, processo de
urbanização e políticas públicas mais consistentes garantiram expressiva
melhoria na qualidade de vida do brasileiro”, afirma.
O
consultor lembra que o país conta com mais aposentados do que contribuintes, o
que deu precedente à reforma da previdência proposta pelo atual governo.
5. Família no século 21
Outra
aposta de Beltrão é baseada na transformação do conceito de família desde o
século passado. “A família nuclear composta por pai e mãe, hoje divide espaço
com mães que optam pela produção independente, casais homoafetivos, crianças
que são criadas por avós, casais demasiado jovens, entre outros”, afirma.
Beltrão
diz que esta pode ser uma aposta de tema porque apesar dos direitos conquistados
por casais homoafetivos, há quem ainda se choca com essa nova concepção
familiar, como grupos religiosos que defendem a família tradicional e políticos
conservadores que tentam aprovar projetos de lei que representam retrocessos
nas conquistas sociais alcançadas.
6. Força da juventude
Daniel
Perez, professor do Cursinho Maximize, acredita que temas ligados à juventude
podem aparecer. O professor lembra que a força da juventude e a importância dos
jovens para a sociedade são assuntos que nunca foram abordados, são fortes e
por isso têm potencial para cair este ano.
7. Homofobia e criminalização no Brasil
Outra
aposta da professora Alana são assuntos ligados à homofobia, tendo em vista que
questões relacionadas aos direitos humanos são abordadas na prova. “A proposta
envolvendo a criminalização da homofobia, que não foi homologada pelo Senado
até então, traz à tona esse assunto, além de que as recentes discussões a
respeito da liminar que autoriza psicólogos a oferecerem tratamentos de
reversão sexual, a chamada ‘cura gay’.”
O
professor André Valente também aposta em temas ligados à diversidade sexual,
pois o assunto voltou à tona, inclusive sendo tratado na novela “A Força do Querer”, da
TV Globo, que tem um personagem transexual.
8. Jovens e drogas
Simone
Motta, coordenadora de português do Etapa, acha que um assunto provável é o
consumo de álcool e drogas entre adolescentes. O tema pode ser abordado sob a
ótica da saúde pública e o impacto desse consumo cada vez mais precoce à saúde.
9. Onda anti-vacinação
Outra
hipótese de Simone é a “onda” anti-vacinação na
qual muitas famílias embarcaram. Ela é justificada pela disseminação de mitos,
ou até mesmo crenças pessoais que fazem com que muitas pessoas optem por não
imunizarem seus filhos. “Isso gera uma preocupação muito grande por parte do
governo porque muitas doenças já erradicadas, correm o risco de voltar a
aparecer.”
10. Lixo e meio ambiente
Meio
ambiente é um tema “amigo” do Enem. Para Simone, ele pode cair na redação do
ponto de vista da criação de soluções ecologicamente corretas, como fonte de
energias alternativas, como eólica e solar. Ainda dentro desta temática, ela
lembra a questão da produção e descarte correto do lixo, principalmente o
digital. Como fazer o descarte correto dos eletrônicos, por exemplo?
11. Pessoas com deficiência
André
Valente, professor do Cursinho da Poli, lembra a tendência do Enem de tratar
assuntos relacionados às minorias, por isso ele acha que as pessoas com
deficiência pode inspirar o tema deste ano.
“Em
2015 tivemos violência contra a mulher, e em 2016, intolerância religiosa e o
racismo. Um tema sobre pessoas com deficiência possui muita relevância social e
pode se abordamos do ponto de vista da acessibilidade, da inclusão no mercado
de trabalho e da inserção em variados âmbitos da sociedade civil.”
12. Poder transformador do trabalho
Daniel
Perez acredita que a redação vai manter a linha de abordar um problema social
brasileiro. Uma de suas apostas é o "trabalho e seu poder
transformador", assim como questões ligadas ao empreendedorismo
relacionadas à criatividade do povo brasileiro.
13. Saúde e o SUS
Perez
aposta, ainda, que a saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) podem inspirar
temas. Ele lembra que o sistema em si tem falhas, mas ele pode ser cobrado do
ponto de vista positivo. Perez cita como exemplo o fato de o Brasil ser modelo
mundial em campanhas de vacinação e controle do vírus HIV.
14. Sistema prisional brasileiro
Ainda
entre as apostas da professora Alana estão os temas ligados à superlotação dos
presídios e às condições dos detentos, que apresentam bastante
espaço para propostas de intervenção. “O estudante pode sugerir que haja uma
melhoria na estrutura e na inspeção dos locais, diminuindo a precariedade,
levando condições de vida dignas às pessoas e controlando efetivamente o que
ocorre dentro dos presídios”, diz.
Além
disso, segundo Alana, outra intervenção seria a de implementar projetos de
educação e recolocação do indivíduo na sociedade. “Visto que a falta dessas
ações fazem com que o preso, após cumprir a pena, tenha uma grande chance de
voltar ao cárcere por não possuir perspectivas de ressocialização.”
(Fonte: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/redacao-no-enem-veja-14-temas-que-professores-apostam-que-podem-cair-na-prova.ghtml)
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
SAINDO DO FORNO MAIS UM TEMA...
Internação compulsória de dependentes de crack
·
Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação
01/06/201705h00
Manifestação de
moradores e comerciantes da região da Luz, em São Paulo, contra as ações
promovidas pela Prefeitura e o Governo do Estado, na cracolândia.
Recentemente, a chamada
cracolândia da capital paulista tornou-se notícia em todo o país, devido a uma
ação policial, que, visando reprimir o tráfico de drogas, resultou em muita
polêmica e numa disputa entre o município e o Ministério Público. A prefeitura
de São Paulo pediu autorização à Justiça para poder internar compulsoriamente
os dependentes químicos do crack em instituições onde receberiam tratamento.
Contrário à medida, o MP reagiu e o processo judicial continua. De qualquer
modo, a questão da internação obrigatória divide os especialistas em
dependência química de entorpecentes. Há argumentos a favor, mas também
contrários ao método, como você pode ver pelos textos da coletânea desta
proposta de redação.
Baseado neles e nos seus
próprios conhecimentos, o que você pensa sobre a internação compulsória para tratar dependentes de drogas? Redija
uma dissertação argumentativa sobre o assunto.
A favor, a contragosto
A contragosto, sou daqueles a
favor da internação compulsória dos dependentes de crack. (...) No crack, como
em outras drogas inaladas, a absorção no interior dos alvéolos pulmonares é
muito rápida: do cachimbo ao cérebro, a cocaína tragada leva seis a dez
segundos. Essa ação quase instantânea provoca uma onda de prazer avassalador,
mas de curta duração, combinação de características que aprisiona o usuário nas
garras do traficante.
Quebrar essa sequência
perversa de eventos neuroquímicos não é tão difícil: basta manter o usuário
longe da droga, dos locais em que ele a consumia e do contato com pessoas sob o
efeito dela. (...) Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender
como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir, em sã consciência, o
melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo
automatizado sem outro desejo senão o de conseguir mais uma pedra. Dr. Drauzio
Varella (https://drauziovarella.com.br)
Negativa, de maneira geral
Para o psiquiatra Dartiu
Xavier da Silveira (professor da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo),
a internação forçada é negativa, de maneira geral. Ela se justifica apenas em
aproximadamente 5% dos casos, quando o dependente de crack também apresenta um
problema mental grave. Segundo ele, o tratamento de usuários de drogas mais
efetivo é voluntário e envolve visitas regulares a clínicas e centros
especializados. Segundo ele, há situações específicas, do ponto de vista
médico, nas quais se justifica a internação involuntária. Isso acontece quando
o paciente apresenta psicose (delírios de perseguição e alucinações) ou risco
iminente de suicídio. (BBC Brasil)
Desserviço à saúde pública
Isabel Coelho, juíza do
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e Maria Helena Barros de Oliveira,
pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, defendem que a internação compulsória é
um desserviço à saúde pública. Em um artigo de 2014, elas argumentam que,
"partindo-se da premissa que os dependentes químicos não são doentes
mentais, a internação compulsória, além de ser agressiva e uma forma de
tratamento ineficaz, constitui um modo de eliminação dos indesejados, constituindo-se
em prática higienista violadora de direitos humanos". (Nexo Jornal)
Ato de solidariedade
Para o psiquiatra Ronaldo
Laranjeira, internar de forma compulsória moradores de rua extremamente
dependentes de crack é um "ato de solidariedade". Segundo ele, a
maioria das pessoas que chegam contra sua vontade em clínicas de tratamento
acabam aderindo voluntariamente ao tratamento após os primeiros dias de
internação. Laranjeira também é professor da Unifesp. Ele se diz favorável à
facilitação das internações compulsórias em casos extremos, desde que
acompanhada de uma linha especial de cuidados ao paciente após sua
desintoxicação inicial. (BBC Brasil)
Observações:
Seu
texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve
ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não
deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.
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