segunda-feira, 18 de junho de 2018

FRESQUINHO, MAIS UM TEMA DE REDAÇÃO!


Tema de redação: As dificuldades DE inserção dOS jovens no mercado de trabalho

 Texto I
“[…] Allison Andrade, de 25 anos, formou-se em Publicidade e tem uma pós no exterior. Conta que, ao terminar o curso, “estava trabalhando satisfeito com as ofertas do mercado”, mas depois de se especializar no exterior com o intuito de conseguir um melhor salário e posição laboral, encontrou uma barreira. “Há saturação. As empresas não prezam se a pessoa fez uma boa faculdade nem uma pós, pelo menos nesta área, o que importa é aceitar trabalhar ganhando pouco, mesmo sem formação adequada”, lamenta. Andrade resolveu mudar de área e optou por Engenharia Civil, depois de passar dois semestres cursando os cursos de Ciência e Engenharia da Computação. Para ele, existe uma melhor perspectiva de salário, já que “a demanda de engenheiros é grande e o mercado necessita de profissionais bem qualificados”.
Andrade é o retrato de uma das gerações mais bem preparadas que se frustram ao chegar ao mercado de trabalho, mas seu perfil não é uma realidade apenas no Brasil. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, em recente estudo sobre o impacto da educação no nível econômico do jovem, constatou que isso ocorre em nível mundial. Rodrigo Castañeda Valle, da área de inovação e medição do progresso educacional e de habilidades da organização, não acredita que tudo se deva a que o jovem não saiba direito o que quer. Em alguns países, como o Brasil, “a boa remuneração de técnicos ou pessoas sem formação superior é um dos fatores que desestimula os jovens a continuarem seus estudos”. Segundo o estudo, 67% dos brasileiros com o segundo grau estão empregados, contra 55%, de média entre os países da OCDE.[…]” (Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/04/sociedad/1391544951_77 9657.html)

Texto II

Fonte: http://rgcriativo.com.br/post/169/Mercado-de-Trabalho-ebaaa.html

Texto III
“[…] De fato existem vagas, entretanto, o mercado está mais exigente e a gama de profissionais capacitados está maior. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR), Susane Zanetti, em alguns casos há milhares de interessados em uma vaga, e o filtro das empresas está cada vez mais restrito, colocando o jovem em desvantagem.
São profissionais com anos de experiência e que falam duas ou três línguas fluentemente contra jovens que concluíram o Ensino Médio e, em alguns casos, imaturos, ansiosos e impacientes. Ainda conforme a retrospectiva do IBGE, o percentual da População em Idade Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%.
“É como se vivêssemos uma dicotomia, uma coisa muito antagônica. Termos tantos jovens desempregados e termos estas vagas. Por conta do mercado estar muito exigente, às vezes, é muito difícil este jovem conseguir, principalmente, se ele não tem nenhuma experiência”, disse Zanetti.
Além disso, comportamentos normais para essa faixa etária acabam interferindo. Algo que, aparentemente, ficaria em segundo plano, destacou Zanetti, ainda tem importância nos processos seletivos, e acaba funcionando como uma armadilha para os jovens.
“Eles são muito ingênuos ainda em algumas questões que para as empresas são importantes. A empresa busca conhecer esse jovem e entender um pouco das características que ele tem para saber se são compatíveis com a cultura e valores da empresa. As questões comportamentais ainda são muito significativas. Esse é um dos motivos em que, normalmente, o jovem não vai para frente nas entrevistas”. Algumas perguntas básica, exemplificou Zanetti, ficam sem resposta, como quando o entrevistador pede para o candidato citar os próprios pontos fortes.” (Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/03/apesar-do-aumento-de-vagas-jovens-tem-dificuldades-para-o-1-emprego.html)


Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: As dificuldades de inserção dos jovens no mercado de trabalho.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

UMA LIÇÃO PARA SER CONQUISTADA!

SER MAIS "ESPIRITUAL"


Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda a assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou notícias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, tornar-se vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.

Sempre esteja consciente ao se sentir superior.

A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egoica.

O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorcê-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”.

Superioridade, julgamento e condenação.

Essas são armadilhas do ego.

Mooji (mestre indiano)

terça-feira, 15 de maio de 2018

TEMA DE REDAÇÃO PARA O ENEM 2018


Tema de Redação: Os Perigos das “Fake News” na Era da Informação

Por Elisa Mourão - janeiro 15, 2018

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “Os perigos das “Fake News” na era da informação”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I
FAKE NEWS SÃO NOTÍCIAS FALSAS, MAS QUE APARENTAM SER VERDADEIRAS

Não é uma piada, uma obra de ficção ou uma peça lúdica, mas sim uma mentira revestida de artifícios que lhe conferem aparência de verdade.
Fake news não é uma novidade na sociedade, mas a escala em que pode ser produzida e difundida é que a eleva em nova categoria, poluindo e colocando em xeque todas as demais notícias, afinal, como descobrir a falsidade de uma notícia?
No geral não é tão fácil descobrir uma notícia falsa, pois há a criação de um novo “mercado” com as empresas que produzem e disseminam Fake News constituindo verdadeiras indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo, utilizando-se de todos os recursos disponíveis para envolver inúmeras pessoas que sequer sabem que estão sendo utilizadas como peça chave dessa difusão.
Infelizmente é muito comum o uso das primeiras vítimas como uma espécie de elo para compor uma corrente difusora das Fake News. Assim, aquelas pessoas que de boa-fé acreditaram estar em contato com uma verdadeira notícia, passam – ainda que sem perceber – a colaborar com a disseminação e difusão dessas notícias falsas.
Mas não é impossível detectá-las e combatê-las, há técnicas e cuidados que colaboram para mudar este cenário, sendo a educação digital uma ferramenta para fortalecer ainda mais a liberdade de expressão e o uso democrático da internet. (Disponível em: http://portal.mackenzie.br/fakenews/noticias/arquivo/artigo/ o-que-e-fake-news/ Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO II
As notícias falsas divulgadas pela internet (fake news) foram tema da palestra do professor Walter Capanema, coordenador-geral dos cursos de Direito Eletrônico da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), nesta quarta-feira, dia 14, no auditório desembargador Roberto Leite Ventura. […]
O professor mostrou fotos manipuladas por aplicativos e imagens falsas, como uma rachadura na ponte Rio-Niterói. Capanema alertou que provocar alarme produzindo pânico está previsto no artigo 41 da lei das Contravenções Penais.
“Se a pessoa cria um perigo, manda uma mensagem que provoca alarme, ela pode ser conduzida ao juizado especial, possivelmente vai ser processada e pode responder pelo artigo 41 da Lei das Contravenções Penais”, alertou Walter Capanema.
Capanema destacou ainda que as fake news podem levar o autor a responder por questões de responsabilidade civil, calúnia, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, como o caso que aconteceu em 2014, no Guarujá, no litoral paulista, com a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores da cidade, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças. (https://tj-rj.jusbrasil.com.br/noticias/469196219/encontro-de-especialistas-na-emerj-debate-fake-news Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO III
PROJETO DE LEI Nº , DE 2017 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly)
Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências.

JUSTIFICATIVA
A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas ou incompletas.
Atos desta natureza causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.
A presente medida tipifica penalmente o ato de divulgar ou compartilhar notícia falsa na rede mundial de computadores, de modo a combater esta prática nefasta.
Assim, contamos com o apoio dos nobres parlamentares à presente proposição.

Sala das Sessões, 1º de fevereiro de 2017.

DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY
PSDB-PR
(http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=03D41E8B902E935F8C5C2F228D635FC2.proposicoesWebExterno1?codteor=1522471&filename=PL+6812/2017 Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO IV


(Disponível em: http://cnj.com.br, acesso em 26 outubro 2017)



quinta-feira, 22 de março de 2018

MEC PUBLICA EDITAL DO ENEM 2018!

MEC divulga edital do Enem 2018 e anuncia mudanças




edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi publicado na manhã desta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e traz mudanças para a prova. 
Em coletiva de imprensa, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, e a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini, explicaram com mais detalhes o que vai mudar.

Mais tempo de prova

Neste ano, os candidatos que participarão do Enem terão 30 minutos a mais para fazer a prova do segundo dia, que reúne conteúdos de ciências da natureza e matemática. Segundo o edital, serão cinco horas para fazer a prova no segundo dia e cinco horas e meia no primeiro dia.
Segundo o Ministro da Educação, os 30 minutos a mais para a realização das provas foram concedidos pois “eram um grande e importante pleito de milhares de estudantes de todo o país”.

Exame em dois domingos

O Enem, que completa 20 anos em 2018, continuará sendo aplicado em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro.
A distribuição das provas não mudou: no primeiro domingo, dia 4, serão aplicadas as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação, com 5h30 de duração; no segundo domingo, dia 11, serão aplicadas as provas de Matemática e Ciências da Natureza, com 5h de duração.
O exame no domingo normaliza a prova para os sabatistas, que tradicionalmente tinham de esperar até as 19h do sábado para iniciá-la.

Inscrições e isenção de taxa

As inscrições serão realizadas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano. A taxa de inscrição foi mantida em R$ 82 e o pagamento deve ser feito entre os dias 7 e 23 de maio.
A partir deste ano, a solicitação de isenção de taxa deixa de ser feita durante a inscrição e passa ser realizada com antecedência, entre 2 e 11 de abril, pela Página do Participante.
Serão isentos os estudantes que estejam cursando a última série do ensino médio neste ano em escola da rede pública, ou que tenham cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.
Também tem isenção o participante que declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal . Neste ano, também são isentos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado.
No mesmo período e no mesmo site, os estudantes que tinham direito à isenção e faltaram aos dois dias de prova em 2017 deverão justificar a ausência se quiserem fazer o Enem 2018 sem pagar a inscrição.
O resultado dos candidatos que conseguiram a isenção de taxa sai em 23 de abril, na Página do Participante.

Remarcação de prova

Segundo o edital deste ano, o participante que tiver problemas logísticos durante a aplicação poderá solicitar reaplicação do exame em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação. Os casos serão julgados individualmente pela Comissão de Demandas.
Em 2017, cerca de 3,5 mil estudantes tiveram que refazer as provas em outra data por problemas como falta de energia nos locais do exame.

Direitos Humanos

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos.
De acordo com Mendonça Filho, a correção respeitará a decisão da Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, em novembro de 2017, para garantir tranquilidade aos participantes. “O Inep está cumprindo a decisão do Supremo Tribunal Federal. Vai continuar como foi em 2017”, explicou. 

Certificação

Desde a última edição, o exame não serve mais para certificar o ensino médio, função que voltou a ser do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja)

Cronograma Enem 2018

Pedido de isenção e justificativa de falta2 a 11 de abril
Resultado da solicitação de isenção23 de abril
Inscrições7 a 18 de maio
Pagamento da taxa de inscriçãoaté 23 de maio (horário bancário)
Solicitação de atendimento pelo nome social28 de maio a 3 de junho
Confirmação do local de provaOutubro de 2018
Provas4 e 11 de novembro
Divulgação dos resultadosJaneiro de 2019


Enem

Desde que foi criado pelo MEC em 1998 para avaliar o desempenho dos estudantes ao final do Ensino Médio, o Enem é usado como alternativa ou complemento dos vestibulares por muitas universidades brasileiras. A partir das alterações implementadas em 2009, o Enem passou a substituir o vestibular das universidades federais e de outras instituições de ensino públicas e particulares, além de escolas de ensino técnico.
Alguns programas que as notas do Enem podem ser usadas para conseguir uma vaga na universidade são o Sistema de Seleção Unificada (Sisue o Programa Universidade para Todos (ProUniou para receber um empréstimo é o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies).

segunda-feira, 12 de março de 2018

APRENDA A RESPONDER QUESTÕES DISCURSIVAS


Questões discursivas: Cinco cuidados para uma boa resposta

Sueli de Britto Salles, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
UOL, 09/09/2010 16h20

O que significa escrever bem? Seria essa habilidade avaliada apenas na prova de redação? A grande preocupação de alunos e professores com as provas de redação em concursos e vestibulares faz com que, muitas vezes, crie-se um véu de esquecimento sobre a importância da boa escrita nas questões discursivas. Essa é uma falha grave e precisa ser corrigida.
Assim como nas provas de redação, todos os tipos de questões que precisam de respostas escritas (ou seja, as que não são objetivas, como os testes) avaliam o candidato em suas habilidades de leitura, interpretação e produção de texto. Isso acontece porque não basta que o candidato tenha conhecimento do assunto questionado: a pergunta precisa ser bem compreendida para que a produção da resposta esteja adequada ao que foi solicitado.
A dificuldade na elaboração de respostas discursivas é um problema que acompanha a maioria dos estudantes em todo o período escolar. Para lidar com este problema, observemos algumas de suas possíveis causas.

Resposta excessivamente objetiva
Perguntas orais, normalmente, recebem respostas curtas, diretas. Assim, diante da pergunta: "Qual a capital da Argentina?", comumente se responde apenas: "Buenos Aires". Entretanto, esse excesso de objetividade não é adequado para provas escritas, pois nesse caso a resposta não passará de palavras soltas que, isoladamente, não possuem sentido. A primeira dica importante para responder às questões discursivas de qualquer disciplina, é a visão da resposta como um pequeno texto, que deve possuir sentido completo.



Tema certo, resposta errada
No nervosismo decorrente da prova, o candidato lê a pergunta e, feliz por conhecer o assunto e ansioso por responder logo, passando para a próxima questão, registra seu pensamento de qualquer jeito, sem reler o que escreveu. Resultado: muitas vezes expõe muitos dados ligados ao tema, mas não responde ao que foi perguntado.


Pergunta objetiva, resposta prolixa
Na insegurança de dar uma resposta curta e errar, o candidato opta por escrever tudo que sabe sobre o assunto, inclusive a resposta esperada, mas sem destacá-la. O problema, porém, é que o avaliador não saberá se o candidato realmente sabe a resposta ou está arriscando colocar vários dados para ver se algum preenche o solicitado. Resultado: prejuízo na nota.


Resposta incompleta
Algumas perguntas são divididas em tópicos. Em alguns casos, isso vem marcado claramente (item a, b, c...), mas em outros não, ou seja, durante a redação da pergunta encontram-se várias solicitações. Em ambos os casos, o candidato deve ficar atento para responder a todas essas solicitações, criando um texto com todas as informações necessárias.


Excesso de abstrações em questão dissertativa
As questões dissertativas, normalmente, trazem um tema polêmico, que deve ser analisado de modo crítico, num espaço relativamente longo (cerca de quinze linhas). O problema é que, por ter mais espaço que o normal para responder uma pergunta, o candidato pode cair em divagações abstratas, ou perder-se na hora de organizar o conjunto de informações de que dispõe sobre o tema. E não se esqueça de revisar os aspectos gramaticais, como ortografia, acentuação, regência, concordâncias e sintaxe, garantindo que todas as frases estejam corretas e bem construídas. Vale a pena gastar um pouco mais de tempo com a elaboração das respostas para garantir o máximo de pontuação em cada uma delas. Uma resposta bem elaborada pode valer muito mais do que duas com notas parciais.


(Sueli de Britto Salles, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é mestra em língua portuguesa, leciona em cursos universitários e participa de bancas corretoras de redações em Vestibulares)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

COMO RESPONDER AS QUESTÕES DISCURSIVAS DE CONCURSO?

ESQUELETO PARA AS DISCURSIVAS

I – Argumentação Básica:
01
De acordo com...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                                                    . Nesse aspecto, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
                                                  . Além disso,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                 . Assim,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10


II – Enumeração:
01
Conforme apregoa...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                                                     . Em primeiro lugar, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
                                                  . Em seguida,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                 . Por fim,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10


III – Causa & Consequência:
01
Segundo afirma...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                               . Uma das causas/Um dos motivos, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
           . Como consequência/Por conseguinte,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                . Assim sendo,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10



Aí estão alguns exemplos de esqueletos para respostas de questões discursivas, de até dez, doze, linhas, embora existam tantos outros a depender do tema dado!

Sucesso!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA:

“Essa Gente e outros poemas”: a poética do cotidiano metamorfoseada em um grito de liberdade

Lançamento do livro Essa gente e outros poemas.


“Essa gente” é o poema que determina o ritmo e o lugar deste tão esperado livro de Walmir do Carmo. Com o título “Essa gente e outros poemas” o livro ganha a forma de publicação que muitos de nós, grapiúna, já estamos acostumados a ouvir nas declamações desse ativista político, ecológico e estético. Não temos aqui, portanto, nas mãos, apenas um livro de poemas, um acabamento gráfico de uma escrita que não finda, nem somente uma diagramação formal de sentimentos e ações. Temos, sim, a expressão viva de uma atividade artística marcada pela vida e por tudo o que uma existência sofrida, mas feliz, possui: a capacidade de exprimir de forma simples e direta as dores do outro, o olhar do outro, a cicatriz do outro.
É como um refém da liberdade que o poeta se insinua imaginariamente por entre sopros (p. 18), ilusões (p.19), pássaros (p. 20), e palavras (p. 21) em seus poemas iniciais. O exercício pleno do ser vivo livre e certo das suas possibilidades ganha força logo no começo do livro e se desenvolve, perpassando outros tons durante o acontecer da obra.
Nesse sentido, ele mesmo poderia ironicamente desdenhar deste singelo prefácio, afirmando, quiçá, que isto “É velho, muito velho!” Pois bem, no Poema Velho, Walmir do Carmo presta, assim, a sua homenagem àqueles que serviram [e parecem ainda servir] de farol para o seu barco poético a navegar por entre os mares da vida. É aqui que o poeta revela toda a sua acidez verbal através de uma crítica feroz a autores, gêneros musicais e estéticos, em um evidente jogo de cena, entre contradições e conjunções que se casam sem qualquer problema no texto poético. Assim, depois de perpassar por nomes (de poetas e artistas em geral) e estilos (de arte e cultura), o poeta pode concluir algo aterrador: “Quer saber de uma coisa? Não leia a Bíblia! É velha/ Não reze para Deus! Não peça nada a Deus! Não agradeça nunca a Deus! É velho, muito velho”.
Mas, nem só de crítica estética e social se faz o pão-nosso-de-cada-dia, nos poemas de Walmir do Carmo. O poeta canta ainda a Terra mãe (p. 32), O espírito da mata (p. 33) e brinca com a chegada da TV (p.36) em nossa terra de uma forma lírica e leve, mostrando-nos o quanto de sedutor esse canal de entretenimento e informação possui, afinal, “Visitar pessoa na hora da TV antenada/ é ficar mudo na sala-de-estar/ e correr o risco de sair calado”.
Walmir do Carmo autografando seu livro de poemas.
Notamos, claramente, o tom irônico do bem que se torna um mal no cotidiano da gente.
Outro tema dentro do livro é o lamento. O lamento é aquilo que o poeta mais canta e com ele também as suas dores, as dores da cidade e as dores da vida. E mesmo frente a toda dificuldade e, até mesmo preconceito, afinal, Walmir do Carmo é negro e faz da sua negritude um motivo de orgulho para quem do negro tenta inescrupulosamente arrancar-lhes o sentido e a razão de ser. Por isso ele pode afirmar: “Tem gente que fala mal da gente/ e pensa que a gente não/ sabe os defeitos dessa gente”.
Ser negro não pode ser um mal ou um óbice para este poeta ser lido, cantado e repetido. Ser negro é mesmo o motivo pelo qual ele deve ser lido e recitado em Itabuna [e por entre as vielas dos bairros mais periféricos da cidade], que o poeta, tão cruamente canta e eleva à condição de musa inspiradora.
Sim, Itabuna parece ser a sua maior motivação estética, pois eis nas suas palavras o encanto que ela traz: “Eu gosto de te ver assim:/ ladeada de plantas e belos/ jardins que florescem a cada manhã/ Gosto de te ver assim:/ Sorridente e feliz”.
Itabuna e seus mistérios, Itabuna e suas belezas e desigualdades também é cantada aqui de forma simples e direta. Em muitos dos poemas dedicados aos recantos da terra, que ao poeta deu guarida, notamos o tom de agradecimento [e de denúncia, algumas vezes], a exemplo dos poemas: Gogó da Ema (p. 58), Palmeira Imperial do Hospital Santa Cruz (p. 62), Andanças (p. 64), e Catástrofe Urbana (p. 86). Neste último poema, Walmir do Carmo faz uma verdadeira declaração de amor para a cidade ao vê-la entregue a todo tipo de descaso e, por fim, afirma: “Juro, Itabuna, choro por você”.
Além desses temas, muitos outros visitam a escritura do poeta, no entanto, todo o drama humano no seu fazer cotidiano parece destacar-se dos demais, daí o poeta caminhar sempre só pelo mundo, sozinho numa solidão sem fim.
Portanto, poderíamos dizer a guisa de conclusão para esse singelo prefácio, que o caminhar humano sobre a terra compara-se ao arrastar-se lento e sem rumo de uma pequena traça, afinal, “A traça/ traça o troço/ e destroça/a ideia/ acumulada/ na memória/ Trôpego/ o homem cambaleia/e tenta recompor/ os versos/ da sua ébria poesia”. Essa aparente insignificância de uma traça estabelece o traço definitivo daquilo que ganha vida e lugar da poética cotidiana metamorfoseada em um grito de liberdade, proposta por Walmir do Carmo aqui neste seu “Essa gente e outros poemas”; pois, se somos uma traça, eis, enfim, que somos privilegiados por sermos, sim, no fim, uma traça pensante e poeticamente inserida em um mundo feito de esperança e fé.
Que os leitores, portanto, saibam, na leitura deste libreto de poemas, marcar a diferença entre o humano e uma traça. 
Boa leitura!

(Prefácio do livro por Lourival Piligra)