quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DITOS POPULARES

Conheça a história de alguns ditos populares.


As frases e ditados populares atravessam os séculos em diversas culturas. No Brasil não seria diferente. A questão é que muitas vezes essas expressões são um pouco estranhas e sem sentido, concorda? Mas depois de conferir esta pequena lista de curiosidades você vai entender melhor sobre a origem e os objetivos de cada uma delas:

01. JURAR DE PÉS JUNTOS

A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

02. MOTORISTA BARBEIRO

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileiro.

03. TIRAR O CAVALO DA CHUVA

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

04. À BEÇA

O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos, que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

05. DAR COM OS BURROS N’ÁGUA

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

06, GUARDAR A SETE CHAVES

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” pra designar algo muito bem guardado.

07. “OK” (okay)

A expressão inglesa mundialmente conhecida para expressar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu a versão mais curta – “OK”.

08. ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

09. PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra.

10. PARA INGLÊS VER

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas “pra inglês ver”. Daí surgiu o termo.

11. RASGAR SEDA

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

12. O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

13. ANDA À TOA

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

14. QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

15. DA PÁ VIRADA

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.

16. NHENHENHÉM

Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

17. VAI TOMAR BANHO

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

18. ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.

19. A DAR COM O PAU

O substantivo “pau” aparece em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau.

20. ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA

Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como “A arte de amar” e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ALGUNS TEMAS DE CARTA-ARGUMENTATIVA

Treinar e ler são as melhores oportunidades de aprender a escrever bem!


TEMA I
(UFMS/1999) Leia o trecho a seguir e faça a atividade proposta:
O Pantanal, por suas características peculiares, exerce estranho fascínio na mente de todos que o visitam. A beleza dos rios, das matas, das lagoas, com verdes de todos os tons, compõe uma paisagem que as mais modernas lentes não conseguem captar com plenitude. A variedade de animais de toda espécie, os contrastes naturais: secas/enchentes, aglomerados humanos em torno das sedes das fazendas e imensos vazios preenchidos por milhares de cabeças de gado, a cultura do patrão e a do vaqueiro, o poder econômico do fazendeiro e a pobreza do peão, a situação de isolamento, em que se acham confinados ranchos e fazendas, tudo isso determinou o surgimento de uma cultura única, que surpreende os pesquisadores e fascina os artistas. (...)
Nos corixos, baias e várzeas, alternam-se lagoas salobras com praias brancas, lagoas doces com vegetação nas margens, por onde voam e cantam pássaros de todas as cores e tamanhos. Garças, colhereiros, tuiuiús, baguaris, tucanos, araras azuis, bem-te-vis, emas, gaviões enfeitam o mais lindo pôr-do-sol. Jacarés de olhos esbugalhados enterram-se na lama dos corixos, num exercício de paciência que desafia a lentidão das horas. Onças ferozes deslizam sorrateiras, cervos elegantes espreitam de longe qualquer sinal de perigo. Tatus, antas, pacas, lontras e macacos sentem-se senhores do espaço, donos das matas. Sucuris povoam a imaginação dos pantaneiros, que contam historias fantásticas da cobra capaz de engolir bois e pessoas (...) (ROSA, Maria da Gloria Sá. O artesanato como força representativa do pluralismo sul-mato-grossense. In: Catalogo do Ministério da Cultura/Funarte, 1995)
      Apoiando-se nas informações que você obteve acima, elabore uma carta-argumentativa sobre o Pantanal, com o objetivo de persuadir algum brasileiro de sua escolha a valorizar e visitar o turismo nacional.


TEMA II
(UNAMA–2006.II) PROPOSTA TEMÁTICA A: CARTA ARGUMENTATIVA

Em importante periódico da imprensa brasileira, a jornalista Mônica Bérgamo produziu a seguinte chamada para uma reportagem:

1000 LUGARES PARA CONHECER ANTES DE MORRER”, best-seller mundial da americana Patrícia Schulz, lançado no Brasil pela Sextante, traz cerca de 20 paradas obrigatórias no país.
(Folha de São Paulo, 23 de abril de 2006)

Entre essas 20 “paradas obrigatórias” brasileiras, duas estão localizadas no estado do Pará: o Ver-o-Peso e o Marajó. Mas certamente você, habitante de outras regiões do Brasil, conhece vários lugares, também merecedores, na sua opinião, de serem conhecidos por pessoas de qualquer lugar do mundo. Propõe-se, então, que você escolha um desses lugares e escreva uma carta argumentativa a um estrangeiro, real ou fictício, para convencê-lo a vir conhecer o lugar que você eleger. Em sua argumentação, ressalte as características físicas e/ou humanas que fazem dele um lugar muito especial. Não se esqueça de obedecer às seguintes recomendações:

1. DESTINATÁRIO: estrangeiro, residente em outro país.

2. TRATAMENTO: tu, você, senhor ou senhora.

3. REMETENTE: um (a) morador (a) local.


TEMA III
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
O texto abaixo é a síntese de notícias publicadas na Folha de S. Paulo, em 17/07/2001, e na Veja, em 25/07/2001.

Morte de fumante ajuda economia, diz Philip Morris

      A Philip Morris, gigante americana da indústria do tabaco, divulgou em 16/07/2001, no jornal econômico The Wall Street Journal, um relatório no qual ressalta os benefícios econômicos do cigarro para as finanças públicas da República Tcheca. O relatório aponta o impacto positivo do tabagismo nas finanças do país, incluindo a economia de gastos na área da saúde em virtude da mortalidade precoce e os ganhos obtidos pela arrecadação de impostos. A morte precoce de fumantes na República Tcheca, segundo o relatório, ajudou o governo a economizar em gastos na área da saúde, em cuidados geriátricos, no sistema de pensão e previdenciário.

      Em uma carta-argumentativa direcionada à empresa, faça uma crítica aos argumentos usados pela Philip Morris no relatório.



TEMA IV
(VUNESP/98) Leia os textos abaixo e, a seguir, elabore uma CARTA-ARGUMENTATIVA para o Ministro da Educação em que você explicite sua opinião sobre a necessidade da realização do concurso vestibular para ter acesso à universidade, desenvolvendo argumentos adequados para defender seu ponto de vista. Dê-lhe um título. É necessário assinar a carta com as suas iniciais. Não ultrapasse 30 linhas.

Texto 1
      “A faculdade, hoje, é tábua de salvação das famílias de classe média, que não conseguem acumular bens e precisam recompor seu patrimônio a cada geração”, explica a socióloga Gisela Taschener, da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Atualmente, 8% dos brasileiros possuem diploma universitário”. “A universidade é valorizada porque, no mundo de hoje, o capital do cidadão médio é sua escolaridade”, completa Gisela. Para as famí-lias que se equilibram com dificuldade entre a prestação da casa e a possibilidade de trocar o carro no final do ano, a faculdade dos filhos é o único patrimônio que se pode deixar. Para os filhos das famílias humildes, o diploma é uma das poucas esperanças de ascensão social. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/1997)
    
Texto 2
      O vestibular, embora considerado injusto por muitos, especialmente aqueles indolentes e incapazes de superá-los, é um instrumento democrático, que proporciona aos concorrentes igualda-de de condições.
      (Vladimir Antonini, Curitiba, PR, Veja, Cartas, 19/11/97)
     
Texto 3
      Considero o vestibular a maior prova de ineficácia do sistema educacional brasileiro. Não se pode analisar um nível de conhecimento em apenas “uma tarde de domingo”. Principalmente porque estão presentes aspectos emocionais que podem ser decisivos. (Rodrigo Frank de Souza Gomes, Fortaleza, CE, Veja, Cartas, 19/11/97)
     
Texto 4
      Nos Estados Unidos e na Inglaterra, há um teste depois do 2º grau, mas a avaliação depende de várias outras coisas, entre elas o histórico escolar, cartas de recomendação e o resultado de entrevistas na universidade. (...) Na França, quem conclui o 2º grau tem direito à faculdade desde que seja capaz de agüentar o ritmo puxado dos estudos superiores, responsável pelo abandono do curso por mais da metade dos matriculados. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/97)


TEMA V
(VUNESP) Há alguns anos, quando os acidentes de trânsito começaram aumentar assustadoramente, começou-se a pensar seriamente na educação para o trânsito. A tentativa de conscientização da necessidade de obedecer à sinalização, ao limite de velocidade, enfim de usar o veículo como um meio de ida e não como uma possibilidade de morte ganhou dimensão nacional, incluindo a orientação nas escolas. No entanto, as estatísticas mostravam que a violência no trânsito crescia cada vez mais. Agora, com a implantação da nova lei, a imprensa noticia a diminuição do número de acidentes, de mortes e de multas, em até 40%. Mera coincidência?
      A partir das considerações dadas, faça uma carta-argumentativa para alguma publicação jornalística ou responsáveis pelo setor no país, emitindo a sua opinião sobre o fato e, principalmente, sobre a nova lei do trânsito recentemente implantada no Brasil. É necessário assinar a carta com o pseudônimo “Brasileiro Consciente”.


TEMAVI
 (UNICAMP) Durante o ano de 1995, intensificou-se no Rio de Janeiro a onda de violência e seqüestros. Uma das respostas a essa onda de violência foi a Manifestação Reage Rio, realizada no dia 28 de novembro como um grande ato público a favor da paz. Na semana seguinte, em artigo publicado na página 2 da Folha de S. Paulo, o jornalista Josias de Souza escreveu a esse propósito:

“O Rio que paga a carreirinha de coca é o mesmo Rio que foge do seqüestro, eis a verdade. Diz-se que a violência vem do morro. Bobagem, tolice. Como a passeata do Reage Rio, a violência também é obra do carioca bem-posto. (...) Dois dos objetivos palpáveis do Reage Rio são o reaparelhamento da polícia e a urbanização das favelas. Erraram de alvo. Estão mirando na direção errada. (...) Pouco adianta dar novos 38 à polícia se não for interrompido o fluxo de dinheiro que garante os AR-15 do tráfico.”
( “O Rio cheira e berra”, 5/12/95).

Essa análise é polêmica e você deverá levá-la em consideração ao optar por uma das duas tarefas abaixo:

·      concordando com a opinião do jornalista, escreva-lhe uma carta, apresentando argumentos que o apóiem;

·      ou se você acha que o ato público cumpriu seus objetivos, escreva uma carta aos organizadores, elogiando a iniciativa, defendendo sua validade e rebatendo os argumentos do jornalista.

Todos os textos transcritos a seguir foram publicados na imprensa, alguns dias depois da Manifestação Reage Rio, e são relevantes para que você possa formar uma opinião. Ao escrever sua carta, considere os argumentos expostos nessa coletânea e outros que você achar pertinentes.

1. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação Reage Rio, um apelo para que acabem a violência e os seqüestros no Rio de Janeiro. Os organizadores, entre eles o Movimento Viva Rio, esperavam 1 milhão de pessoas. Mas a chuva atrapalhou. A caminhada, na Avenida Rio Branco, reuniu representantes de toda a sociedade civil. “Foi um sucesso”, disse o sociólogo Herbert de Souza, o “Betinho”. O governador Marcello Alencar e o prefeito César Maia não participaram. Nos últimos nove meses, a polícia registrou 6.664 assassinatos no Rio. (Clipping do Estadão, Destaques de Novembro/95)

2. “Foi um extraordinário marco a marcha no Rio, onde, pela primeira vez, a politização da violência ganhou ares populares. Mesquinho e subdesenvolvido restringir o debate ao número de participantes. Mais importante, muito mais, foi o debate que suscitou e a sensação de que o combate ao crime não é apenas um problema oficial.” (Gilberto Dimenstein, “Chute no Saco”, Folha de S. Paulo, 10/12/95)

3. “Houve uma grande ausência na passeata de terça feira passada no Rio de Janeiro. Faltou uma palavra mágica, aquela que daria sentido a toda aquela movimentação. (...) A palavra que faltou é: DROGAS. A passeata era contra a violência. Ora, qual a causa magna da violência no Rio, a causa das causas? Resposta: drogas. (...) A originalidade do Rio está em ter realizado uma passeata contra a escalada do crime, a incrível escalada que, sob o impulso e o império da droga, ocorre em várias partes, sem dar nome ao problema. E não se deu o nome porque, se se desse, não haveria passeata.(...) O que aconteceria se se anunciasse uma passeata contra as drogas? Muitos não iriam. No mínimo para não parecer careta, ou seja, ridículo. Mas também porque muita gente não é contra - é a favor das drogas. (...) Sendo assim, como fazer uma passeata contra a droga? Melhor é fazê-la contra a ‘violência’ e pela ‘paz’. Quem pode ser contra a paz?” (Roberto Pompeu de Toledo, “Faltou dizer por que não se tem paz”, Veja, 6/12/95)

4. “O lado bom do Rio é a natureza fantástica, o povo que é alegre e descontraído, aceita e vive a vida como ela é. O lado ruim é a miséria que se alastra por toda a cidade, exigindo uma solução, com nossos irmãos trepados em barracos pobres, olhando a cidade dos ricos como uma miragem a seus pés. E a solução não está nas brigas políticas de superfície, mas na revolução; a revolução que não pode ser feita agora. (...)
Fui à passeata Reage Rio porque me convidaram. Queriam que fosse num carro, mas preferi andar no meio das pessoas. A caminhada não foi propriamente um protesto mas uma advertência sobre o que está acontecendo, sem solução. Enfim, o problema da miséria é grave e uma pessoa com um pouco de sensibilidade não pode se sentir feliz diante disto.” (Silvio Cioffi, “Só revolução resolve a miséria, diz Niemeyer”, Folha de S. Paulo, 21/12/1995)

5. “Quem não acredita na força do pensamento positivo ganhou na quinta-feira, 30, um bom motivo para mudar de idéia. Menos de 48 horas depois da Caminhada pela Paz, que parou a cidade e mobilizou milhares de pessoas contra a violência - 60 mil, segundo a polícia, e 150, segundo os organizadores -, foi resgatado o estudante Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho, seqüestrado trinta e seis dias antes. (...) A mãe de Eduardo Eugênio elogiou a atuação da polícia mas dedicou especial gratidão aos participantes da caminhada.” (Eliane Lobato, “Guerrinha pela paz”, Isto É, 6/12/95)

ATENÇÃO: AO ASSINAR A CARTA, USE APENAS AS INICIAIS DE SEU NOME.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

CARTA ARGUMENTATIVA DE SOLICITAÇÃO


O exercício da cidadania tem mão dupla: por um lado, temos direitos assegurados pelas leis; por outro, temos deveres para com a comunidade e para com a sociedade em geral.
Um dos nossos deveres como cidadão é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem. A alta velocidade de automóveis em certas ruas residenciais, o barulho de fábricas e automóveis em regiões ocupadas por escolas e hospitais, a falta de áreas verdes na cidade, a coleta ineficiente do lixo, a poluição dos rios, das represas e do ar – tudo isso interessa a todos nós, pois nos afeta diretamente. É nosso direito reclamar, mas também nosso dever apontar as falhas, discutir e apresentar soluções.
O texto a seguir, por exemplo, sugere mudanças que melhorem a vida da comunidade.
Leia-o:

Fortaleza (CE), 12 de janeiro de 2010.

Ilmº. Sr. Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza:

Nós, moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti, há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. Como é de seu conhecimento, a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se, além de automóveis, ônibus e caminhões –, já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas.
Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio, é comum alguns veículos, na altura do número 1.500, tomarem nossa rua como atalho. Isso se deve a duas razões: primeiramente porque, nos horários de pico, é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque, mais à frente, na altura do número 1700, existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio. Os motoristas, quando estão na altura do número 1.500, conseguem avistar o semáforo e, se ele está fechado, não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1.900 da Avenida Olímpio.
O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar, barulho insuportável de motores e buzinas, riscos constantes para nossas crianças, insegurança, em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local, má qualidade de vida.
Lembramos a V. S.ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. Além disso, na campanha política do atual prefeito, que V. S.ª naturalmente apoiou, uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta, tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos:

a) Inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti, que atualmente vai do número 01 para o número 225, ou

b) Colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada.

Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e a que temos direito ainda hoje. Para V.S.ª e para o Departamento que dirige, será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população, cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos.
Certos de sua atenção, agradecemos.

Moradores da Rua Jair dos Santos
                 
O texto lido é uma carta que solicita das autoridades competentes algumas medidas que melhorem a qualidade de vida da população. Para fundamentar o pedido, apresenta argumentos, explicações, etc. A esse tipo de texto chamamos carta argumentativa de solicitação.
Como carta que é, apresenta os elementos essenciais do gênero, porém seu assunto é a apresentação de um problema (no caso da carta lida, o trânsito da Rua Jair dos Santos Meneghetti) e a solicitação de medidas que o resolvam ou o atenuem.
Como o remetente (ou signatário) precisa convencer seu destinatário, é necessário identificar bem o problema e suas causas (trânsito intenso e semáforo no cruzamento da Rua Sílvia Arantes), reunir argumentos que sensibilizem o destinatário (qualidade de vida, rua residencial, perigo para as crianças) e, se possível, apresentar soluções possíveis (inversão de mão ou instalação de quebra-molas ou lombadas).
A conclusão da carta é feita com uma saudação formal – como “Sem mais para o momento, agradecemos”, “Confiantes de seu empenho para a solução de nosso problema, agradecemos”, etc. – e com a assinatura, em que são identificados com clareza os autores da carta.
Como esse tipo de carta é endereçada normalmente a autoridade de instituições, empresas ou órgãos públicos, a linguagem deve seguir o padrão culto e formal da língua, observando rigorosamente o uso dos pronomes de tratamento.

Características da carta argumentativa de solicitação:

       Data, vocativo, corpo do texto e assinatura;
       Identificação do problema e suas causas;
       Exposição de argumentos que comprovem a necessidade de uma solução para o problema, vantagens que essa solução traria;
       Sugestões de possíveis medidas para a solução do problema;
       Agradecimentos, assinatura;
       Linguagem formal, atenta às normas do padrão culto; rigor no emprego de pronomes de tratamento.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CARTA-ARGUMENTATIVA DE RECLAMAÇÃO




Nas postagens anteriores, você aprendeu a teoria geral da carta-argumentativa, sua estrutura e a diferença de interlocutor para a dissertação, inclusive com a leitura de cartas de exemplo.
Um modelo de carta muito cobrado é aquele que interage com as necessidades coletivas ou individuais das pessoas, todas as vezes que elas se sentirem lesadas ou desrespeitadas em seus direitos.
Leia a carta a seguir e reflita sobre isso:

Porto Alegre (RS), 1º de fevereiro de 2010.

Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre:

No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1º de dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho.
Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma “infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.ª já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros de altura? Pois foi o que me aconteceu. Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente.
 Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira.
Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa multa?
Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto essa multa é injusta.
Peço a V.S.ª que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser compreendidos e, portanto, perdoados.
Sem mais para o momento, agradeço sua compreensão,

Victor Hugo Sanches
*
O texto lido é uma carta que apresenta uma reclamação e argumentos que fundamentam o ponto de vista de seu autor. A esse tipo de texto chamamos carta argumentativa de reclamação.
Quando recebemos uma conta de água ou de luz com valores absurdos, quando somos mal atendidos numa empresa ou numa repartição pública, quando não estamos satisfeitos com o nível da programação da tevê, enfim, toda vez que nos sentimos desrespeitados, injustiçados ou discriminados socialmente, podemos reclamar nossos direitos fazendo uso, entre outros meios, da carta argumentativa de reclamação. Esse tipo de carta normalmente é endereçada a um órgão da imprensa, a uma entidade ou à autoridade responsável por aquele serviço.
Como carta que é, esse tipo de texto contém os elementos essenciais do gênero: local e data, vocativo, corpo da carta, despedida, assinatura.
O texto acima apresenta,  já no início do corpo da carta, o motivo da reclamação (no caso, a multa). Em seguida, expõe os argumentos ou justificativas que motivaram a reclamação do autor (no caso em questão, a altura do ônibus, a alta velocidade do veículo de trás, sua boa conduta durante vinte anos). Por fim, a carta é concluída com o pedido de anulação da multa, acompanhado de cumprimentos e a assinatura.
A linguagem desse tipo de carta deve estar de acordo com o padrão culto e formal da língua.

FAZER CONCESSÕES PARA PERSUADIR:

Quando somos culpados por algum tipo de ação que não deveríamos ter cometido, uma boa forma de nos defendermos é dizer a verdade e fazer concessões, isto é, admitir que o interlocutor tem razão ou que a culpa é nossa, mas somente em parte, por isso ele precisa conhecer o outro lado da verdade, conhecer a nossa versão. A partir daí, uma boa argumentação poderá levar o interlocutor a perdoar nossa falta e suprimir a punição.
Observe que, na carta lida, a concessão é feita no trecho “admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, umainfração gravíssima’, de acordo com o novo Código de Trânsito”. Em seguida, com a conjunção adversativa porém o autor introduz a sua visão dos fatos e a sua argumentação.
Para fazer concessões, existem, na nossa língua, articuladores próprios. São expressões e construções como
  Embora;
  Apesar de... ;
  Reconheço que...,;
  É verdade que...;
  Está certo que...;
  Mas...;
  Admito que...;
  Porém...
  Etc.

Características da carta argumentativa de reclamação:

       Data, vocativo, corpo do texto, despedida, assinatura;
       Exposição do problema que motivou a reclamação;
       Eventuais concessões que admitam a culpa parcial do remetente;
       Argumentos capazes de comprovar a inocência do remetente ou comprovar que ele está sendo desrespeitado, injustiçado ou discriminado;
       Solicitação implícita ou explícita de medidas que resolvam o problema;
       Agradecimentos;
      Linguagem formal, atenta às normas do padrão culto da língua, rigor no emprego de pronomes de tratamento.

domingo, 19 de agosto de 2012

FIM DE SEMANA DE FILME...

Aos vestibulandos e concurseiros eu sempre tenho dito que o contato com quaisquer das linguagens artísticas faz o sujeito sair à frente dos demais. 

Ouvir uma boa música, assistir a um bom filme ou peça de teatro, enfim, participar de alguma forma da expressão das Artes fará, a quem se dispor, conhecer novos mundos, viajar pela cultura, saber sobre o outro, encantar-se com as manifestações divinas que se propagam pelas mãos dos artistas.



Por isso, aqui vai uma dica para hoje. Assistir ao belíssimo filme Cisne Negro, vencedor do Oscar. Um filme que fala da dança (balé) e das contradições humanas.

Vale a pena conferir!

sábado, 18 de agosto de 2012

AS 07 CARREIRAS EM ASCENSÃO NO MERCADO DE TRABALHO‏


Seja um campeão na profissão almejada!
Para o presidente da Michael Page no Brasil, Paulo Pontes, as profissões exigem especialização e atendem a demandas atuais e futuras. De acordo com ele, a perspectiva para os próximos anos é de ampliação no campo de trabalho desses cargos. As profissões caracterizam-se por atividades que nasceram para suprir as necessidades de um mercado em constante transformação. A remuneração para os cargos varia entre R$ 7 mil, para Gerente de Comunidade, e pode chegar até R$ 45 mil, para Gerente de Relações Governamentais. O estudo foi feito nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha e Brasil.
Saiba mais sobre cada profissão:

1. Gerente de Marketing Online

O que faz: elabora a estratégia de Marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a plataforma que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais desse ramo já contam com experiência de até 10 anos no currículo. No Brasil, o Marketing online só agora começa a se expandir — daí a carência de profissionais experientes nessa área.

Formação: Publicidade, Propaganda e Marketing.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 15mil.

2. Gerente de Treinamento do Varejo

O que faz: treina os funcionários de cada ponto de venda da empresa. Antes, o costume era que a empresa adotasse um treinamento padrão para todos os funcionários que lidam com o público. Hoje, considera-se mais produtivo contar com profissionais que elaboram programas específicos conforme as características dos consumidores locais.

Formação: Administração de Empresas, Recursos Humanos e Psicologia. 

Quem contrata: empresas do setor de varejo.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 12mil

3. Gerente de Identidade Visual

O que faz: em redes varejistas, é encarregado de talhar cada ponto de venda ao perfil do público que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a freguesia e as ações promocionais mais proveitosas. Deve, enfim, cunhar uma identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela.

Formação: Publicidade e Propaganda, Marketing e Administração, com experiência em varejo.

Quem contrata: empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 12mil

4. Gerente de Comunidade

O que faz: atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns on-line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook se transformem em virais negativos na internet.

Formação: Marketing e Publicidade e Propaganda.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 7mil a R$ 10mil

5. Gestor de reestruturação

O que faz: nos bancos, gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação financeira da empresa nos eixos.

Formação: Gestão e Administração de Empresas, Economia e Engenharia, com Pós-graduação em Finanças e experiência comprovada em áreas de risco de crédito.

Quem contrata: instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado.

Salário médio: R$ 14mil a R$ 24mil

6. Gerente de projetos

O que faz: joga no meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes não se entendem — “tecniquês” e “juridiquês”, por exemplo, são dois idiomas distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica.

Formação: Engenharia e Informática.

Quem contrata: médias e grandes empresas de todos os segmentos.

Salário médio: R$ 12mil a R$ 20mil

7. Gerente de relações governamentais

O que faz: é o interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras, como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles oferecidos por essas novas profissões.

Formação: Comunicação, Direito, Administração de Empresas, Relações Internacionais ou Ciências Sociais, de acordo com a área de atuação da companhia.

Quem contrata: empresas de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores.

Salário médio: R$ 12mil a R$ 45mil

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

DEZ MANDAMENTOS PARA PASSAR NUM CONCURSO



Pessoal! O G1 preparou uma lista com os dez mandamentos que permitem uma aprovação num concurso público. Segundo o portal da Rede Globo, somente com disciplina e organização o candidato conquistará uma vaga no serviço público. Confira abaixo a tabela com os dez mandamentos:

DEZ MANDAMENTOS PARA PASSAR NO ‘CONCURSO DOS SONHOS’

1. Busque motivação no estudo
Lembre-se dos motivos que o levam a estudar para o concurso. Faça um cronograma de estudos e avalie constantemente como está seu desempenho conforme você faz exercícios e questões de provas anteriores.

2. Não abandone o lazer
Planeje o tempo de estudo e de descanso. Com organização, disciplina e força de vontade é possível conciliar estudo eficiente com lazer. Estudar com qualidade de vida é muito mais produtivo que estudar 14 horas por dia.

3. Esqueça a concorrência
Não pense na relação candidato-vaga durante os estudos. A maior parte dos candidatos não está preparada e vai fazer a prova contando somente com a sorte. O objetivo é tentar fazer o máximo de pontos, mas ficar satisfeito se acertar o mínimo para passar.

4. Prepare-se com antecedência
Normalmente, o edital é publicado de 45 a 90 dias antes da data de realização das provas. Por isso, o ideal é iniciar os estudos antes da publicação do edital,  dedicando-se às disciplinas básicas comuns à maior parte dos concursos.

5. Estude conforme o edital
Estude somente as disciplinas e os programas do concurso previstos no edital. Prepare-se conforme o peso de cada disciplina dedicando mais tempo às que têm peso maior e menos tempo às que têm peso menor.

6. Faça provas anteriores e simulados
Com isso, o candidato passa a conhecer os diversos estilos de prova. O estudante aprende o que o examinador acha importante e treina a velocidade de resolução. Depois de algum treino, resolva questões por um tempo um pouco maior do que o que será permitido no dia da prova para aumentar a resistência. Depois, resolva questões em um tempo menor para aumentar a pressão. Quando a data do concurso estiver próxima, passe a realizar provas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.

7. Prepare-se para todas as fases do concurso
Um concurso pode ter várias fases dependendo do que o selecionador julgar necessário avaliar no candidato. Normalmente, cada fase é caracterizada por um tipo de prova. Alguns concursos têm somente provas objetivas. Outros também têm provas discursivas, exames físicos e provas orais.

8. Preste outros concursos
Preste todos os concursos que achar interessante. Além de ser um ótimo treino, pois a maior parte das disciplinas costuma cair em vários exames, a prática aumenta a chance de ser aprovado, nomeado e continuar estudando (já empregado no serviço público) para a carreira mais desejada.

9. Às vésperas da prova, faça revisão
Na semana que antecede a prova, aproveite para rever as disciplinas fazendo principalmente resumos. Resolva a prova do concurso anterior. Dê atenção a todas as disciplinas levando em conta o peso - matéria com maior peso no concurso requer maior dedicação.

10. Na prova, comece pelas questões mais simples
Faça antes as questões mais fáceis. A seguir, resolva as mais trabalhosas e, na sequência, as mais difíceis. Leia cada enunciado com bastante atenção para não precisar ler de novo e não cair em alguma “pegadinha” por falta de atenção.

Fontes: Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos; e William Douglas, professor, juiz e autor de 28 livros sobre técnicas e dicas de preparação para concursos.