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terça-feira, 15 de maio de 2018

TEMA DE REDAÇÃO PARA O ENEM 2018


Tema de Redação: Os Perigos das “Fake News” na Era da Informação

Por Elisa Mourão - janeiro 15, 2018

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “Os perigos das “Fake News” na era da informação”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I
FAKE NEWS SÃO NOTÍCIAS FALSAS, MAS QUE APARENTAM SER VERDADEIRAS

Não é uma piada, uma obra de ficção ou uma peça lúdica, mas sim uma mentira revestida de artifícios que lhe conferem aparência de verdade.
Fake news não é uma novidade na sociedade, mas a escala em que pode ser produzida e difundida é que a eleva em nova categoria, poluindo e colocando em xeque todas as demais notícias, afinal, como descobrir a falsidade de uma notícia?
No geral não é tão fácil descobrir uma notícia falsa, pois há a criação de um novo “mercado” com as empresas que produzem e disseminam Fake News constituindo verdadeiras indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo, utilizando-se de todos os recursos disponíveis para envolver inúmeras pessoas que sequer sabem que estão sendo utilizadas como peça chave dessa difusão.
Infelizmente é muito comum o uso das primeiras vítimas como uma espécie de elo para compor uma corrente difusora das Fake News. Assim, aquelas pessoas que de boa-fé acreditaram estar em contato com uma verdadeira notícia, passam – ainda que sem perceber – a colaborar com a disseminação e difusão dessas notícias falsas.
Mas não é impossível detectá-las e combatê-las, há técnicas e cuidados que colaboram para mudar este cenário, sendo a educação digital uma ferramenta para fortalecer ainda mais a liberdade de expressão e o uso democrático da internet. (Disponível em: http://portal.mackenzie.br/fakenews/noticias/arquivo/artigo/ o-que-e-fake-news/ Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO II
As notícias falsas divulgadas pela internet (fake news) foram tema da palestra do professor Walter Capanema, coordenador-geral dos cursos de Direito Eletrônico da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), nesta quarta-feira, dia 14, no auditório desembargador Roberto Leite Ventura. […]
O professor mostrou fotos manipuladas por aplicativos e imagens falsas, como uma rachadura na ponte Rio-Niterói. Capanema alertou que provocar alarme produzindo pânico está previsto no artigo 41 da lei das Contravenções Penais.
“Se a pessoa cria um perigo, manda uma mensagem que provoca alarme, ela pode ser conduzida ao juizado especial, possivelmente vai ser processada e pode responder pelo artigo 41 da Lei das Contravenções Penais”, alertou Walter Capanema.
Capanema destacou ainda que as fake news podem levar o autor a responder por questões de responsabilidade civil, calúnia, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, como o caso que aconteceu em 2014, no Guarujá, no litoral paulista, com a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores da cidade, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças. (https://tj-rj.jusbrasil.com.br/noticias/469196219/encontro-de-especialistas-na-emerj-debate-fake-news Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO III
PROJETO DE LEI Nº , DE 2017 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly)
Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências.

JUSTIFICATIVA
A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas ou incompletas.
Atos desta natureza causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.
A presente medida tipifica penalmente o ato de divulgar ou compartilhar notícia falsa na rede mundial de computadores, de modo a combater esta prática nefasta.
Assim, contamos com o apoio dos nobres parlamentares à presente proposição.

Sala das Sessões, 1º de fevereiro de 2017.

DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY
PSDB-PR
(http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=03D41E8B902E935F8C5C2F228D635FC2.proposicoesWebExterno1?codteor=1522471&filename=PL+6812/2017 Acesso em 26 outubro 2017)

TEXTO IV


(Disponível em: http://cnj.com.br, acesso em 26 outubro 2017)



terça-feira, 7 de março de 2017

PARÁGRAFO DEDUTIVO

COMO ELABORAR UM PARÁGRAFO DEDUTIVO

Estamos inciando uma série de postagens sobre as três formas mais comuns de construção de parágrafos dissertativos-argumentativos, obedecendo ao raciocínio lógico.

O primeiro, é o parágrafo Dedutivo. É o mais comum, digamos que seja o clássico, ou o mais utilizado pelos estudantes. Muitos o elaboram sem saber que estão "deduzindo"...

A estrutura é bem simples, embora possa existir diversas possibilidades: é aquele que vai do TODO para as PARTES, ou seja, inicia sempre com a abordagem do Tema e da Tese, finalizando com a citação dos argumentos (ideias secundárias) que serão trabalhados no desenvolvimento.

O primeiro exemplo é o mais fácil, separado por dois períodos, mas ligados por um anafórico (isso):

O destino do lixo mundial não sairá da pauta da modernidade, visto que a população ainda não sabe lidar com os detritos. Isso se deve à falta de investimento na construção de aterros, aliado ao consumo infrene e à escassez da reciclagem.

O segundo é mais elaborado, separado também por dois períodos, retomado o tema/tese no final com a abordagem dos argumentos:

O destino do lixo mundial não sairá da pauta da modernidade, visto que a população ainda não sabe lidar com os detritos. A falta de investimento na construção de aterros, aliado ao consumo infrene e a escassez da reciclagem se caracterizam por ser os fatores preponderantes para a perpetuação do problema.

O terceiro, a meu ver, é o mais sofisticado hoje: ligando o tema/tese já com o primeiro argumento, em seguida outro período com o link com o segundo (e terceiro, caso queira!) argumento.

O destino do lixo mundial não sairá da pauta da modernidade, visto que a população ainda não sabe lidar com os detritos, pois falta de investimento na construção de aterros. Além disso, o consumo infrene e a escassez da reciclagem se caracterizam por ser fatores causais para a perpetuação do problema.

Escolha o seu preferido e... SUCESSO!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO DO CFO A - BAHIA 2016


REDAÇÃO DE EXEMPLO:

A HUMANA EXISTÊNCIA!

De Aristóteles a Darwin, o homem foi celebrado como a mais excelente máquina já composta pela Natureza. Topo da cadeia evolutiva, além de albergar o polegar opositor e o tirocínio, o ser humano dispõe para si de uma interminável rede de ligações com o transcendente, com o filosófico, com os sonhos e também com o sentimento de justiça.
Thoman Mann já afirmou alhures que o homem é o lobo do homem. Por conta disso, apesar de todas as expectativas positivas, morais e éticas, conseguidas ao longo dos evos, ele, o homem, deixa-se arrastar por atavismos, preconceitos, emoções egoicas, que o fazem um predador, muitas vezes um animal irracional. Hodiernamente, assiste-se a todo instante a crueldade que é capaz, na corrupção da sociedade, nas relações supérfluas, nos vícios de caráter, na ambição desmedida - causando mal a outrem -, na vida vazia, enfim. Os noticiários abundam de espécimes desse jaez, alguns deles em cargos de alta hierarquia no plano político e coorporativo.
É preciso focar, no entanto, o lado bom desse aglomerado biológico onipotente. Ao se examinar a fundo a história da humanidade, desde o Código de Hamurabi, percebe-se o que de positivo esses seres já construíram e são capazes de realizar ainda mais. As 07 maravilhas do mundo, antigas e novas, provam isso. Mas é no campo da virtude, da honra, da honestidade que os exemplos pululam aos olhos. Anjos transvestidos de homens habitaram o planeta, nas pessoas de Francisco de Assis, Madre Teresa e um Martin Luther King, entre tantos outros. E é aí que se descobre o quanto esse ente é belo e virtuoso: quando se esquece de si mesmo para pensar no próximo.
Destarte, é preciso que o homem enxergue novos horizontes a respeito de si e daqueles que o cercam. Antes de tudo, investir em educação e cultura nunca é demais: a leitura e a arte têm que ser a porta de entrada para a transcendência humana, como bem afirmou Schopenhauer. Em seguida, valorizar o outro como um cidadão, repleto de direitos e deveres, fará grande diferença no mundo coetâneo. E, por fim, a família é o núcleo da existência, a célula-máter dos parâmetros que todos detêm para o socializar-se. Quem sabe assim o mundo alcançasse mais virtuosidades que se supõem tão distantes!

Gustavo Atallah Haun – Editor de O Blog de Redação, professor, espírita e maçom. (g_a_haun@hotmail.com)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

FORMAS DE FAZER LOCAL, DATA E VOCATIVO NA CARTA

LOCAL E DATA, COM VOCATIVO NAS MARGENS:

Itabuna (BA), 31 de outubro de 2012.

Ilmª Srª Ir. Margarida Menezes,
Diretora da Escola São José da Ação Fraternal de Itabuna.

Prezada Senhora,

O uso dos celulares é proibido pelo Estatuto da AFI, conforme o seu artigo tal, parágrafo tal (...)

***
LOCAL E DATA, COM O VOCATIVO NO PARÁGRAFO: 

Itabuna (BA), 31 de outubro de 2012.

Ilmª Srª Ir. Margarida Menezes,
Diretora da Escola São José da Ação Fraternal de Itabuna.

Prezada Senhora,

O uso dos celulares é proibido pelo Estatuto da AFI, conforme o seu artigo tal, parágrafo tal (...)


***
LOCAL E DATA NA MARGEM DIREITA E VOCATIVO NA MARGEM: 

Itabuna (BA), 31 de outubro de 2012.

Ilmª Srª Ir. Margarida Menezes,
Diretora da Escola São José da Ação Fraternal de Itabuna.

Prezada Senhora,

O uso dos celulares é proibido pelo Estatuto da AFI, conforme o seu artigo tal, parágrafo tal (...)

***
 LOCAL E DATA NA MARGEM DIREITA E VOCATIVO NO PARÁGRAFO: 

Itabuna (BA), 31 de outubro de 2012.

Ilmª Srª Ir. Margarida Menezes,
Diretora da Escola São José da Ação Fraternal de Itabuna.

Prezada Senhora,


O uso dos celulares é proibido pelo Estatuto da AFI, conforme o seu artigo tal, parágrafo tal (...)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

CARTA-ARGUMENTATIVA DE UMA MÉDICA:


Tudo que uma médica BRASILEIRA, que trabalha no interior, quer falar para a "Presidenta" hoje:


Dilma, deixa eu te falar uma coisa:

 Este ano completo 07 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e, desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto... Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira.
Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão. Por que comprei? Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.
Você sabe o que é puxadinho? Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira? Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria? 
Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida (não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade!) que era distribuído aos que aguardavam na recepção. Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir uma mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido. Já fui ambulando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré-natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...
Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer... Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você. 
Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele... Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância para transferir, nem vaga em outro hospital? Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador? De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI? A gente é preparado para ver gente morrer, mas não nessas condições!
Ah, Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! 
Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada! E você sabe bem disso. Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...
As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas... Mas às vezes eu não tenho luva e fio para fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!
O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha! Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho? Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês! Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou! Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!

Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.