sábado, 29 de março de 2014

FRAUDE!

29/03/2014 09h02 - Atualizado em 29/03/2014 11h14

Promotoria investiga 41 suspeitas de 

fraude no sistema de cotas na Uerj

Entre eles, está o caso de jovem loira que teria afirmado ser negra.
'A definição de cor é por autodeclaração', justifica o reitor Ricardo Vieiralves.

Cristiane Cardoso, Glauco Araújo, Guilherme Brito e Marcelo ElizardoDo G1 Rio
280 comentários
Candidatos deixam o campus Maracanã da Uerj ao fim do segundo exame de qualificação da instituição neste domingo (8) (Foto: Gabriel Barreira/G1)MP-RJ investiga 41 casos de fraude no sistema de cotas da Uerj (Foto: Gabriel Barreira/G1)
Vanessa Daudt, aluna de enfermagem da Uerj, é investigada por suspeita de burlar sistema de cotas. (Foto: Divulgação / MP-RJ)Vanessa Daudt, aluna de enfermagem da Uerj,
é investigada por suspeita de burlar sistema de
cotas (Foto: Divulgação / MP-RJ)
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga 41 alunos que teriam fraudado o sistema de cotas para ingressar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O G1 teve acesso ao inquérito que lista estudantes de diferentes cursos — alguns com cabelos e olhos claros — que prestaram o vestibular e ocupam, atualmente, vagas reservadas para negros e indígenas na instituição.
Do total de investigados, o G1 conseguiu entrar em contato com 33. No entanto, até a publicação desta reportagem, apenas uma estudante respondeu às mensagens. Bruna Mendonça de Araújo, aprovada no curso de Relações Públicas, afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto. "Gostaria imensamente que respeitasse minha vontade em não querer dar entrevista. Agradeceria pela compreensão", respondeu Bruna Mendonça.
Do restante dos investigados, sete deletaram seus perfis no Facebook e o último não foi encontrado.
A definição de cor é por autodeclaração. Não temos nada a fazer em relação a isso"
Ricardo Vieiralves,
reitor da Uerj
Universidade abre sindicâncias
Paralelamente à investigação do MP-RJ, a Uerj abriu sindicâncias para apurar as supostas fraudes. A estudante Vanessa Daudt, por exemplo, teria ingressado na faculdade através do sistema de cotas sem atender aos critérios necessários.

Aparentemente, Vanessa tem cor da pele branca e olhos claros, mas teria afirmado ser negra para conseguir uma vaga na instituição. No vestibular 2013, ela ficou em 122ª posição na classificação geral para o curso que tinha 80 vagas, de acordo com o inquérito do MP-RJ. O G1entrou em contato com a estudante Vanessa Daudt por e-mail, mas ela não respondeu às mensagens. O perfil da jovem no Facebook foi deletado.
Outros estudantes que apresentam características semelhantes às de Vanessa ingressaram na universidade com a mesma alegação. Rayane dos Santos Peixoto, aluna de Administração, também é investigada. Ela foi aprovada para o 2º semestre à noite para uma vaga reservada para negros e indígenas. O G1 entrou em contato com Rayane, no entanto, não recebeu retorno.
Francine Fassarella Bezerra ingressou na Uerj no curso de história da arte. (Foto: Reprodução / Facebook)
Francine Fassarella Bezerra ingressou na Uerj

no Curso de História da Arte
(Foto: Reprodução / Facebook)
Entre os casos investigados, há estudantes de diferentes cursos: Administração, Nutrição, Relações Públicas, Medicina, Odontologia, Direito, História da Arte, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Serviço Social, Letras e Pedagogia. Francine Fassarella Bezerra é outro exemplo de aluna com pele clara, cabelos loiros e olhos claros. Ela foi aprovada para o curso de História da Arte em uma vaga reservada para negros e indígenas. Ela ficou na 281ª posição na classificação geral para o curso que oferecia 50 vagas. A estudante também não retornou o contato feito pelo G1.
Renda e histórico escolar podem comprovar fraude, diz reitor
Apesar da discrepância entre as declarações dos jovens e suas aparências, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, alegou que a universidade nada pode fazer para evitar casos como esses. “A definição de cor é por autodeclaração. Não temos nada a fazer em relação a isso”, disse em entrevista ao G1, acrescentando que apenas a declaração de cor — supostamente irregular — não configura fraude.

Vieiralves, explicou que não poderia falar sobre casos específicos, já que, segundo ele, as sindicâncias ainda não foram concluídas.
Rayane dos Santos Peixoto ingressou na Uerj no curso de administração. (Foto: Reprodução / Facebook)
Rayane dos Santos Peixoto ingressou na Uerj no curso

de Administração (Foto: Reprodução / Facebook)
De acordo como reitor, 40% das vagas na Uerj são destinadas a cotistas. Deste total, uma parcela é reservada a negros e indígenas. No entanto, para obter o benefício, o candidato precisa comprovar ter completado os ensinos fundamental e médio em escolas públicas e ter baixa renda. “[Se o aluno estudou em ] Escola pública, nós conseguimos apurar porque há registros. Se o colégio não é reconhecido como público, é fácil de pegar. Mas a declaração de renda, os dados da Receita Federal são sigilosos. Fechamos um acordo com a Receita para que ela não revele os dados, mas diga se a renda é verdadeira ou falsa”, explicou Vieiralves.
MP-RJ também investiga a Uerj
Desde que a lei de cotas entrou em vigor no estado do Rio de Janeiro, em 2008, a Uerj recebeu 45 denúncias de supostas fraudes em matrículas de cotistas, segundo o reitor. O MP-RJ também apura se o sistema de fiscalização da Uerj é efetivo para coibir fraudes.



“Estamos montando um sistema mais rigoroso de controle. Percebemos que precisamos estar juntos para combater a fraude. A instituição sozinha não consegue dar conta de fiscalizar. A Uerj tem 27 mil alunos. Nesse universo, 45 denúncias é um número irrisório”, minimizou Ricardo Vieiralves.
Colegas de classe
G1 conversou com duas alunas da classe de Vanessa Daudt no primeiro dia de aula do curso de Enfermagem, na segunda-feira (24). Uma delas, é negra e cotista. A estudante — que preferiu não ter o nome revelado — disse que o “sistema de cotas é confuso, subjetivo e que permite a autodeclaração. A partir do momento em que ela [Vanessa] se considera negra é uma opinião dela, não tenho como ir contra”, afirmou.

Giovanna Rinvenuto Berni também ingressou na Uerj através do sistema de cotas para negros e indígenas. (Foto: Reprodução / Facebook)
Giovanna Rinvenuto Berni também ingressou na

Uerj através do sistema de cotas para negros e
indígenas. (Foto: Reprodução / Facebook)
A colega de Vanessa disse ainda que o fato de a jovem ter se declarado negra ou índia no vestibular já era de conhecimento dos colegas de classe e dos professores. Em defesa de Vanessa, a estudante alegou que não há como saber pela aparência se alguém tem ou não ascendentes negros ou indígenas.
“Não temos raça definida no Brasil, somos todos frutos da miscigenação. As pessoas só estão olhando o fenótipo (conjunto de características físicas). E se ela tiver algum parente negro, por exemplo? Se ela [Vanessa] fosse parda não teria esse questionamento. Só estão questionando a situação porque ela é loira de olhos azuis", completou.
João Pedro Galiza Xavier também ingressou na Uerj no curso de Medicina através do sistema de cotas. (Foto: Reprodução / Facebook)
João Pedro Galiza Xavier também ingressou na Uerj

no curso de Medicina através do sistema de cotas.
(Foto: Divulgação / MP-RJ)
Opiniões controversas
G1 também conversou com alguns alunos nos corredores da universidade e as opiniões sobre o assunto são controversas. Para as estudantes Taiane Vasconcelos e Liliane Araújo, ambas do 5º período de Pedagogia, os critérios para obter cotas ainda não atende às reais necessidades dos alunos.

“Tem gente que é negra, entrou por cotas e a gente sabe que viaja para Paris e tem [boa] condição financeira. Eu acho que o principal critério utilizado deveria ser a renda de cada um, porque ser negro é muito relativo”, disse Liliane. Taiane acredita que a distância entre a casa dos alunos e a universidade também deveria ser considerada na avaliação. “A cota deveria pensar em quem vem de longe para estudar na universidade”, opinou.
Pedro Augusto, aluno do curso de Direito, disse que já viu uma colega perder a bolsa-auxílio oferecida para cotistas por não conseguir comprovar que vivia com renda abaixo do limite estabelecido. “Existe um processo de renovação. Conheço uma menina que entrou com cota e depois, na hora de renovar, não conseguiu comprovar [renda abaixo do limite]. Ela disse que não conseguiu ‘falsificar’ o comprovante”, contou.
Thamiris Augusto Albuquerque ingressou no curso letras: inglês / literatura através do sistema de cotas. (Foto: Reprodução / Facebook)
Thamiris Albuquerque ingressou no curso de Letras

através do sistema de cotas. (Foto: Reprodução / Facebook)
Yago Jordão, que faz Engenharia Elétrica, não concorda com a investigação do Ministério Público por achar que a questão das cotas é um problema da universidade.
“Para ser condenável, tem que mudar a regra. Eles [os alunos investigados] podem estar moralmente errados, mas legalmente não. Eu não posso achar errado eles fazerem essa autodeclaração [de que são negros] se a lei abre brecha para isso. O problema é do sistema, não dos alunos”, argumentou.
Entenda o sistema de cotas
A Lei 5346/08 de 11 de dezembro de 2008, decretada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, instituiu, por dez anos, o sistema de cotas para ingresso nas universidades estaduais, adotado com a finalidade de assegurar seleção e classificação final nos exames vestibulares aos seguintes estudantes, desde que carentes:

I - negros;
II - indígenas;
III - alunos da rede pública de ensino;
IV - pessoas portadoras de deficiência, nos termos da legislação em vigor;
V - filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

De acordo com a lei, entende-se como estudante carente aquele definido pela universidade pública estadual, "que deverá levar em consideração o nível sócioeconômico do candidato e disciplinar como se fará a prova dessa condição, valendo-se, para tanto, dos indicadores sócioeconômicos utilizados por órgãos públicos oficiais".
Ainda segundo a lei, aluno da rede pública de ensino é aquele que tenha cursado integralmente todas as séries do 2º ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em escolas públicas de todo território nacional.
O texto da lei afirma que cabe à universidade "criar mecanismos de combate à fraude".

quarta-feira, 26 de março de 2014

SE LIGA, JOVEM!

Ter , 25/03/2014 às 16:50 | Atualizado em: 25/03/2014 às 16:50
Aluna baiana de 17 anos passa em 6 vestibulares de medicina
Da Redação

Carolina dividiu bem o tempo entre estudos e lazer
Rotina bem administrada, equilíbrio entre estudos e lazer, além de determinação. Esta talvez tenha sido a fórmula para o sucesso de Maria Carolina Costa Rios, jovem de 17 anos aprovada em medicina em seis vestibulares. Recém-formada no ensino médio, Carolina escolheu a graduação na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas também foi aprovada na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Cinco públicas e uma particular. 
Carolina admite que enfrentou um 2013 de preparação intensa, mas não abandonou as atividades que mais gosta."Não segui uma rotina de estudos fixa. Costumava estudar o máximo possível a cada dia, respeitando sempre meu nível de cansaço e meu tempo de dormir. Passar em medicina não era um objetivo fácil e, para alcançá-lo, foi preciso abdicar de algumas coisas. Dormi menos, não li nada que não fosse relacionado ao vestibular e abandonei algumas atividades. Porém mantive o tempo, embora reduzido, pra meus amigos, família e namorado. No fim, valeu bastante a pena", diz. 
Passar na Ufba, seu objetivo desde o início, foi uma recompensa. "Não de um ano de estudo, mas de uma vida escolar inteira. Meu objetivo para 2014 era entrar em medicina na UFBA e alcançá-lo foi gratificante, tive a confirmação de que todo sacrifício valeu a pena. Além disso, veio a surpresa da UNICAMP. Ser aprovada nessa universidade era um sonho que parecia bem distante e que eu não imaginava que se concretizaria", disse a garota, que estudou desde a alfabetização no Isba.
A escolha pela medicina, o pai de Carolina é médico, teve muito a ver com a intenção de fazer a diferença na vida das pessoas. "Não foi uma decisão fácil nem rápida, passei praticamente um ano pensando sobre que carreira seguir. Finalmente me decidi pela medicina, pois penso que dessa forma poderei fazer a diferença na vida das pessoas, ser de alguma forma relevante para os outros. Pesou muito também o meu conhecimento a respeito do mundo da medicina através do meu pai", afirmou.
Otimista, a estudante que também investiu muito na leitura durante o ano de estudos, agora espera para começar a nova fase de uma carreira promissora. "Pretendo me permitir conhecer todas as áreas da medicina e sentir o que mais gosto. Sei que vou dar o meu melhor e aproveitar todas as oportunidades que surgirem para obter conhecimento", conclui. (A Tarde online)

sábado, 22 de março de 2014

JULGAMENTO CRÍTICO


JULGAMENTO CRÍTICO

- OLHAR CRÍTICO = VISÃO DE MUNDO = “OPINIÃO” OU “TESE”.
É UMA VOZ OUVIDA E RESPEITADA
JÁ OS CLICHÊS, O SENSO COMUM, O BANAL = OPINIÕES MENOS VALORIZADAS

1. OPINIÃO PRIMÁRIA
- INCOMPETÊNCIA DE ANÁLISE
- APRECIAÇÃO POR MEIO DE INTERJEIÇÕES E ONOMATOPEIAS:

 – O QUE O SENHOR PENSA SOBRE POLÍTICA?
 – XIIIH!!! VIXE!!! TO FORA!!!

- DEPRECIADA SOCIALMENTE
- REAÇÃO EMOCIONAL
- BAIXO GRAU DE RACIOCÍNIO
- SEMELHANTE À LINGUAGEM DOS ANIMAIS

2. APRECIAÇÃO ESTERIOTIPADA
- MAIS ELABORADA, MAS COM ANÁLISE POBRE/FRACA
- ARGUMENTAÇÃO SUPERFICIAL
- BASEADA NA EXPERIÊNCIA PESSOAL
- REALIDADE = “OLHO NU” = SEM APOIO ANALÍTICO
- LUGAR COMUM = CLICHÊS – BANALIDADES – PRECONCEITOS
- FALTA DE PERSPICÁCIA

EXEMPLO: O QUE O SENHOR PENSA SOBRE POLÍTICA?
– ARRANJAM-SE NA VIDA
– MENTIROSOS
– FALAM O QUE O POVO QUER OUVIR                                                         (FALÁCIAS)
– GANHAM VOTOS
– DEPOIS VIRAM AS COSTAS...

RESPOSTA DE AUTÔMATO – OUVE-SE NO METRÔ/EM CASA/NO BAR...

3. JULGAMENTO CRÍTICO
- MAIS VALORIZADO
- LINGUAGEM ELABORADA
- VÁRIOS ÂNGULOS DE ANÁLISE
- COERENTE
- APOIO DE VÁRIAS FONTES DE INFORMAÇÃO

EXEMPLO: O QUE O SENHOR PENSA SOBRE POLÍTICA?
- TODOS VISTOS COM DESDÉM
- CORRUPTOS – INCOMPETENTES
SOLUÇÃO: MANDAR PARA A CADEIA/PARA A ESCOLA
                    SUBSTITUIR PELOS CRÍTICOS
                    UTOPIA (Morus)
                    (OPINIÃO FALACIOSA QUE FOI REBATIDA)

VISÃO CRÍTICA MERECEDORA DE CONSIDERAÇÃO E APROVAÇÃO
- ARTE DE ADMINISTRAR CONTRADIÇÕES
- FAZER ACORDOS
- NEGOCIAR
- CEDER                                                                                             (VISÃO CONTRÁRIA)
- ENDURECER
- GOVERNAR
- TALVEZ NÃO MEREÇA ADMIRAÇÃO DA MAIORIA
- NECESSÁRIA PARA A VIDA EM SOCIEDADE

- MANEIRA MAIS EFICIENTE DE CELEBRAR A DEMOCRACIA

quinta-feira, 20 de março de 2014

EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Atualizado: 19/03/2014 23:59 | Por Lisandra Paraguassu, estadao.com.br

Ensino médio no Brasil tem déficit de pelo menos 32,7 mil professores

TCU aponta que área de exatas tem maior déficit e só em Física faltam 9 mil docentes no País; São Paulo e Roraima se negaram a fazer auditoria
Ensino médio no Brasil tem déficit de pelo menos 32,7 mil professores
"Déficit de professores pode ser ainda maior, já que houve simplificações nos cálculos"
BRASÍLIA - O Brasil tem hoje um déficit de pelo menos 32,7 mil professores no ensino médio, concentrado especialmente na área de exatas - faltam mais de 9 mil docentes apenas em Física. Ao mesmo tempo, as redes têm 46 mil docentes sem formação específica, que poderiam ser capacitados, e 61 mil fora das salas, cedidos para áreas administrativas. As conclusões são de auditoria especial do Tribunal de Contas da União (TCU).

A análise feita pelo TCU e Tribunais de Contas de 24 Estados e do Distrito Federal - as exceções foram Roraima e São Paulo, que não aceitaram participar - investigou cobertura, professores, gestão e financiamento do ensino médio. "Boa parte desse déficit poderia ser resolvido com melhoria de gestão", afirmou o ministro Valmir Campello, relator da auditoria.

O déficit de professores pode ser maior, uma vez que houve algumas simplificações nos cálculos para evitar superdimensionamento - por exemplo, professores que dão aulas em duas disciplinas foram registrados como dois docentes.

A investigação apurou grande número de contratos temporários. Em média, 30% dos professores do País têm contratação precária - o índice passa de 60% no Espírito Santo (66,6%), em Mato Grosso (64,8%) e em Mato Grosso do Sul (61%). "É expressivo para um tipo de contratação que deveria ser excepcional. Pode ser a maneira de alguns municípios e Estados fugirem da lei de responsabilidade fiscal", disse Campello.

Recursos. A auditoria encontrou discrepâncias significativas entre o que os Estados informam como investimento em educação no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Ministério da Educação, e outros sistemas.

Os Estados analisados e o Distrito Federal informam investimento de R$ 13,3 bilhões a mais ao MEC do que ao Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), de acompanhamento da Lei de Responsabilidade Fiscal. "Há problemas substantivos sobre qualidade e confiabilidade dos recursos aplicados na educação", afirmou Campello. A auditoria, com recomendações, será enviada ao MEC e aos Estados.

domingo, 9 de março de 2014

ATENÇÃO AO ESPELHO DA REDAÇÃO!

Candidatos do Enem poderão ter acesso ao espelho das redações no dia 20


  • 07/03/2014 18h29
  • Brasília
Aline Valcarenghi - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
banner enem
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (7) no Twitter que os candidatos terão acesso ao espelho das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  corrigidas no próximo dia 20. O acesso às provas, mais de dois meses depois do resultado do exame,  tem caráter meramente pedagógico, pois os alunos não podem recorrer. Mais de 5 milhões de candidatos fizeram o Enem em 2013 nos dias 26 e 27 de outubro.
Após polêmicas relacionadas à correção da redação de 2012, quando um candiato conseguiu nota máxima na redação mesmo inserindo um trecho de receita de macarrão no texto, a prova passou por mudanças. Nesta edição do Enem, o Ministério da Educação (MEC) definiu que se forem inseridos trechos indevidos na redação, o candidato será eliminado.
A redação do Enem é avaliada por dois corretores, sem que um saiba a nota atribuída pelo outro. No texto, são avaliadas cinco competências dos candidatos: domínio da norma culta da língua portuguesa, compreensão e desenvolvimento do tema usando várias áreas do conhecimento; defesa de um ponto de vista; argumentos e proposta de intervenção para o problema e respeito aos direitos humanos, segundo o Guia de Redação para o Enem.
O candidato recebe de 0 a 200 pontos por cada competência. A soma vai resultar na nota total, que pode chegar a mil pontos. A nota final do candidato será a média aritmética das notas totais concedidas pelos dois avaliadores.
Se entre as notas totais dos dois corretores houver diferença superior de 100 pontos ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das cinco competências, a redação segue para um terceiro avaliador. Nesse caso, a nota final é a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem. No caso de a discrepância continuar depois da terceira avaliação, a redação é corrigida por uma banca com três professores, que dá a nota final.
O MEC estima que 52% das redações do Enem 2013 passaram por um terceiro corretor. Para dar conta desse volume, o número de avaliadores contratados subiu de 5,6 mil em 2012 para 9,5 mil este ano.
Desde o Enem de 2012, o estudante pode ter acesso ao texto corrigido para fins pedagógicos, ver como foi a correção por competência. No entanto, o candidato não pode questionar a correção e pedir a revisão da nota, de acordo com o edital do exame.
A nota do Enem pode ser usada para a participação em programas como o Sistema de Seleção de Unificada (Sisu) que seleciona estudantes para vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que seleciona estudantes para vagas gratuitas em cursos técnicos. Além disso é pré-requisito para firmar contratos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obtenção de bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.