quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

COMO RESPONDER AS QUESTÕES DISCURSIVAS DE CONCURSO?

ESQUELETO PARA AS DISCURSIVAS

I – Argumentação Básica:
01
De acordo com...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                                                    . Nesse aspecto, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
                                                  . Além disso,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                 . Assim,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10


II – Enumeração:
01
Conforme apregoa...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                                                     . Em primeiro lugar, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
                                                  . Em seguida,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                 . Por fim,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10


III – Causa & Consequência:
01
Segundo afirma...                           (inserir o tema da pergunta, a tese defendida)
02

03
                                                               . Uma das causas/Um dos motivos, ...
04
   (1º argumento ou ação)
05

06
           . Como consequência/Por conseguinte,...                 (2º argumento ou ação)
07

08
                . Assim sendo,...            (fazer o arremate final, corroborando, reiterando,
09
reafirmando, etc.)
10



Aí estão alguns exemplos de esqueletos para respostas de questões discursivas, de até dez, doze, linhas, embora existam tantos outros a depender do tema dado!

Sucesso!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA:

“Essa Gente e outros poemas”: a poética do cotidiano metamorfoseada em um grito de liberdade

Lançamento do livro Essa gente e outros poemas.


“Essa gente” é o poema que determina o ritmo e o lugar deste tão esperado livro de Walmir do Carmo. Com o título “Essa gente e outros poemas” o livro ganha a forma de publicação que muitos de nós, grapiúna, já estamos acostumados a ouvir nas declamações desse ativista político, ecológico e estético. Não temos aqui, portanto, nas mãos, apenas um livro de poemas, um acabamento gráfico de uma escrita que não finda, nem somente uma diagramação formal de sentimentos e ações. Temos, sim, a expressão viva de uma atividade artística marcada pela vida e por tudo o que uma existência sofrida, mas feliz, possui: a capacidade de exprimir de forma simples e direta as dores do outro, o olhar do outro, a cicatriz do outro.
É como um refém da liberdade que o poeta se insinua imaginariamente por entre sopros (p. 18), ilusões (p.19), pássaros (p. 20), e palavras (p. 21) em seus poemas iniciais. O exercício pleno do ser vivo livre e certo das suas possibilidades ganha força logo no começo do livro e se desenvolve, perpassando outros tons durante o acontecer da obra.
Nesse sentido, ele mesmo poderia ironicamente desdenhar deste singelo prefácio, afirmando, quiçá, que isto “É velho, muito velho!” Pois bem, no Poema Velho, Walmir do Carmo presta, assim, a sua homenagem àqueles que serviram [e parecem ainda servir] de farol para o seu barco poético a navegar por entre os mares da vida. É aqui que o poeta revela toda a sua acidez verbal através de uma crítica feroz a autores, gêneros musicais e estéticos, em um evidente jogo de cena, entre contradições e conjunções que se casam sem qualquer problema no texto poético. Assim, depois de perpassar por nomes (de poetas e artistas em geral) e estilos (de arte e cultura), o poeta pode concluir algo aterrador: “Quer saber de uma coisa? Não leia a Bíblia! É velha/ Não reze para Deus! Não peça nada a Deus! Não agradeça nunca a Deus! É velho, muito velho”.
Mas, nem só de crítica estética e social se faz o pão-nosso-de-cada-dia, nos poemas de Walmir do Carmo. O poeta canta ainda a Terra mãe (p. 32), O espírito da mata (p. 33) e brinca com a chegada da TV (p.36) em nossa terra de uma forma lírica e leve, mostrando-nos o quanto de sedutor esse canal de entretenimento e informação possui, afinal, “Visitar pessoa na hora da TV antenada/ é ficar mudo na sala-de-estar/ e correr o risco de sair calado”.
Walmir do Carmo autografando seu livro de poemas.
Notamos, claramente, o tom irônico do bem que se torna um mal no cotidiano da gente.
Outro tema dentro do livro é o lamento. O lamento é aquilo que o poeta mais canta e com ele também as suas dores, as dores da cidade e as dores da vida. E mesmo frente a toda dificuldade e, até mesmo preconceito, afinal, Walmir do Carmo é negro e faz da sua negritude um motivo de orgulho para quem do negro tenta inescrupulosamente arrancar-lhes o sentido e a razão de ser. Por isso ele pode afirmar: “Tem gente que fala mal da gente/ e pensa que a gente não/ sabe os defeitos dessa gente”.
Ser negro não pode ser um mal ou um óbice para este poeta ser lido, cantado e repetido. Ser negro é mesmo o motivo pelo qual ele deve ser lido e recitado em Itabuna [e por entre as vielas dos bairros mais periféricos da cidade], que o poeta, tão cruamente canta e eleva à condição de musa inspiradora.
Sim, Itabuna parece ser a sua maior motivação estética, pois eis nas suas palavras o encanto que ela traz: “Eu gosto de te ver assim:/ ladeada de plantas e belos/ jardins que florescem a cada manhã/ Gosto de te ver assim:/ Sorridente e feliz”.
Itabuna e seus mistérios, Itabuna e suas belezas e desigualdades também é cantada aqui de forma simples e direta. Em muitos dos poemas dedicados aos recantos da terra, que ao poeta deu guarida, notamos o tom de agradecimento [e de denúncia, algumas vezes], a exemplo dos poemas: Gogó da Ema (p. 58), Palmeira Imperial do Hospital Santa Cruz (p. 62), Andanças (p. 64), e Catástrofe Urbana (p. 86). Neste último poema, Walmir do Carmo faz uma verdadeira declaração de amor para a cidade ao vê-la entregue a todo tipo de descaso e, por fim, afirma: “Juro, Itabuna, choro por você”.
Além desses temas, muitos outros visitam a escritura do poeta, no entanto, todo o drama humano no seu fazer cotidiano parece destacar-se dos demais, daí o poeta caminhar sempre só pelo mundo, sozinho numa solidão sem fim.
Portanto, poderíamos dizer a guisa de conclusão para esse singelo prefácio, que o caminhar humano sobre a terra compara-se ao arrastar-se lento e sem rumo de uma pequena traça, afinal, “A traça/ traça o troço/ e destroça/a ideia/ acumulada/ na memória/ Trôpego/ o homem cambaleia/e tenta recompor/ os versos/ da sua ébria poesia”. Essa aparente insignificância de uma traça estabelece o traço definitivo daquilo que ganha vida e lugar da poética cotidiana metamorfoseada em um grito de liberdade, proposta por Walmir do Carmo aqui neste seu “Essa gente e outros poemas”; pois, se somos uma traça, eis, enfim, que somos privilegiados por sermos, sim, no fim, uma traça pensante e poeticamente inserida em um mundo feito de esperança e fé.
Que os leitores, portanto, saibam, na leitura deste libreto de poemas, marcar a diferença entre o humano e uma traça. 
Boa leitura!

(Prefácio do livro por Lourival Piligra)

domingo, 3 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO É TEMA RECORRENTE!

Evasão escolar no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Evasão escolar no Brasil", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
A porcentagem de jovens que concluem o Ensino Médio na idade certa – até os 17 anos – aumentou em 10 anos, passando de 5%, em 2004, para 19%, em 2014. Os dados estão em um estudo do Instituto Unibanco, feito com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há, no entanto, 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental.
O estudo"Aprendizagem em Foco", divulgado nesta semana, mostra que, quanto maior a renda, mais os estudantes avançam nos estudos. Entre aqueles que concluíram o Ensino Médio na idade correta, a média de renda familiar por pessoa é R$ 885. Entre os que não terminaram o Ensino Fundamental, a média cai para R$ 436. O ingresso no mundo do trabalho e a gravidez na adolescência estão entre os fatores que levam os jovens a deixar a escola.(Disponível em: http://agenciabrasil .ebc.com.br/educacao/noticia/2016-02/13-milhao-de-jovens-entre-15-e-17-anos-abandonam-escola-diz-estudo - Acesso em: 1 set. 2017).

Texto II
O problema da evasão escolar preocupa a escola e seus representantes, ao perceber alunos com pouca vontade de estudar, ou com importantes atrasos na sua aprendizagem. Os esforços que a escola, na pessoa da direção, equipe pedagógica e professores fazem para conseguir a frequência e aprovação dos alunos não asseguram a permanência deles na escola. Pelo contrário, muitos desistem.
Nesse sentido, é preciso considerar que a evasão escolar é uma situação problemática, que se produz por uma série de determinantes.
Entender e interferir positivamente no processo da evasão escolar é um desafio que exige uma postura de desconstrução das verdades construídas pelos leitores, assumindo assim uma atitude reflexiva diante dos conhecimentos prévios acerca da evasão escolar. (Disponível em: http://www.educacao.go.gov.br/imprensa /documentos /Arquivos/.pdf - Acesso em: 1 set. 2017).

Texto III
Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais frequentes nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes: escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.
Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o Ensino Fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis. (Disponível em http://www.infoescola.com/educacao/evasao-escolar/ - Acesso em: 1 set. 2017).


sábado, 4 de novembro de 2017

ÚLTIMA CHAMADA!

Tema de Redação: Alimentação irregular e obesidade no Brasil


11/06/2017 Yuri Costa (Adaptado)

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Alimentação irregular e obesidade no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
Paola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo. Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.
O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.
Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura. Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida. Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição. Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/america-latina-enfrenta-epidemia-de-obesidade-apos-luta-contra-fome.html)

Texto II
A cada cinco brasileiros, um está obeso. Mais da metade da população está acima do peso. O país que até pouco tempo lutava para combater a fome e a desnutrição, agora precisa conter a obesidade. Por que a balança virou?
Indicadores apresentados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período.
Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com base em entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil atribuem o aumento de peso dos brasileiros a fatores econômicos e culturais, mas também genéticos e hormonais.
A endocrinologista Marcela Ferrão também atribui a baixa qualidade do sono como um dos fatores para o aumento da obesidade. Segundo ela, a sociedade acelerada e conectada faz com que as pessoas não tenham horário para dormir.
“À noite, a serotonina, que é o hormônio do humor, converte-se em melatonina, responsável pelo sono reparador. Nesse estágio do sono, as células conseguem mobilizar gorduras de forma adequada”, explica.
Mas não tem sido fácil chegar a esse estágio do sono quando a tensão e o estresse estão cada vez mais intensos, a pessoa não consegue desligar o celular e acorda várias vezes durante a noite. “Isso gera desequilíbrio hormonal e faz com que a pessoa acorde ainda mais cansada”, conclui Ferrão.
Um último ponto destacado pelos especialistas para o aumento da obesidade no Brasil é a falta de acesso a uma dieta diversificada, o que depende menos de poder aquisitivo do que de educação alimentar.
Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira se destaca entre as políticas do Ministério da Saúde para enfrentar a obesidade. A publicação oferece recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, mas vai além: coloca a hora da refeição no centro de uma discussão sobre convivência familiar e gestão do tempo.
“Os alimentos ultraprocessados são muito consumidos pela população jovem porque são práticos. Outro problema é o comportamento alimentar. É muito comum as pessoas comerem rápido, sozinhas e com celular na mão. Estudos mostram que comendo com família ou amigos, a pessoa presta mais atenção no que está comendo”, diz a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa de Oliveira.
O crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até levar à morte.
O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016, e o de hipertensão de 22,5%, em 2006, para 25,7%, em 2016, conforme a Vigitel. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.
“A obesidade é a mãe das doenças metabólicas. Além da diabetes, que apresenta mais de 20 fatores de comorbidade (doenças ou condições associadas), obesos infartam mais e até câncer é mais prevalente em pessoas acima do peso”, destaca o diretor do Centro de Obesidade da PUCRS, Cláudio Mottin.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-ha-uma-explosao-de-obesidade-no-brasil.ghtml)

Texto III
Entrevista da BBC BRASIL com o endocrinologista brasileiro Walmir Coutinho, que preside a World Obesity Federation
BBC Brasil – O que significa ter metade das crianças pequenas brasileiras comendo bolachas e boa parte delas bebendo refrigerante e suco artificial?
Coutinho – Esses dados dão a medida de uma tendência que outros estudos já haviam mostrado. O consumo excessivo de alimentos e bebidas pouco saudáveis hoje é um problema seríssimo no Brasil. E, se continuarmos nesse ritmo de crescimento da obesidade, seremos o país com mais obesos do mundo em 15 anos.
BBC Brasil – Olhando o lado da alimentação da criança brasileira, quem são os principais vilões atualmente?
Coutinho – Há os vilões invisíveis, especialmente suco de fruta artificial e iogurte. O pai e a mãe acham que estão dando algo saudável para as crianças, mas são produtos que tem muitíssimo açúcar. Fora isso, é preciso lembrar que os alimentos mais baratos são os que mais engordam.
BBC Brasil – E como isso é prejudicial?
Coutinho – É um fenômeno chamado de transição nutricional, em que as pessoas que conseguem superar a falta de alimentos começam a ter acesso aos produtos mais baratos, que costumam ser altamente industrializados. Sair do supermercado com saquinho de batata frita, salgadinhos, biscoitos e chocolates é mais barato do comprar frutas e verduras. A população de baixa renda também costuma ter menos tempo e infraestrutura para praticar atividade física.
BBC Brasil – Quais os principais impactos em alguém que passa pela infância sendo obeso?
Coutinho – O impacto na saúde da criança é mais conhecido. A obesidade traz problemas graves como hipertensão arterial muito alta, problemas osteoarticulares em partes do corpo como joelho, coluna e tornozelo, além de asma e diabetes. Mas também há o lado psicológico, que muitas vezes é subvalorizado. As pessoas não se dão conta do impacto psicológico de apelidos dados a essas crianças, do isolamento em que elas vivem e de estereótipos como o menino gordinho que só pode jogar no gol, por exemplo. São situações que causam traumas que podem ser levados para a vida adulta. (Publicação em 26.8.15)

Texto IV
“Desde que o pânico sobre o aumento de peso da população emergiu na década de 1990, essa visão negativa das pessoas gordas tem se intensificado”, diz a socióloga australiana Deborah Lupton, professora da Universidade de Sydney e autora de Fat (“Gordo”, não lançado no Brasil). O livro, publicado em 2012, analisa como tem se espalhado um estigma sobre os cidadãos acima do peso, “vistos como pessoas gananciosas, sem autocontrole, desorganizadas, até grotescas”.
Na TV, gordos são ridicularizados, sofrendo para fazer dieta e exercitar-se em frente às câmeras. Fala-se de uma “epidemia de obesidade”, e gordos recebem olhares de desaprovação, como se fossem emissários da peste negra. Companhias aéreas e marcas de roupas penalizam seus clientes mais pesados. No Brasil, o sobrepeso virou critério de seleção em concursos públicos e se transformou em nota de corte no mercado de trabalho – em uma entrevista, o publicitário e apresentador de TV Roberto Justus decretou que não se deve contratar quem está acima do peso, pois isso seria um sinal inequívoco de desequilíbrio e falta de inteligência. “Muitas campanhas contra a obesidade acabam envergonhando a quem deveriam ajudar, além de incitarem o ódio à gordura”, diz Deborah.
Para ficar bem claro: gordura corporal em excesso é, sim, um perigo. “Uns 30% dos obesos podem ter um perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade. Mas estudos mostram que pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal, ou peso dividido pela altura ao quadrado) superior a 30 sempre têm risco aumentado para doenças cardíacas, vasculares, diabetes e câncer”, diz o endocrinologista Lício Veloso, professor da Unicamp e pesquisador de mecanismos da obesidade. (Disponível em http://super.abril.com.br/ciencia/onde-os- gordos-nao- tem-vez)

Texto V
A gordofobia é uma forma de discriminação estruturada e disseminada nos mais variados contextos socioculturais, consistindo na desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. As atitudes gordofóbicas geralmente reforçam estereótipos e impõem situações degradantes com fins segregacionistas; por isso, a gordofobia está presente não apenas nos tipos mais diretos de discriminação, mas também nos valores cotidianos das pessoas.
Uma das maiores dificuldades ao se enfrentar a gordofobia está na própria resistência social de reconhecer esse preconceito. Isso acontece porque é considerado aceitável intimidar e censurar quem é gordo, fazer observações constrangedoras sobre o que a pessoa gorda está comendo e utilizar todos esses comportamentos intrusivos como justificativas para uma falsa preocupação com a saúde do indivíduo.

Mas mesmo a própria preocupação com a saúde de quem é gordo já demonstra indícios de gordofobia, uma vez que se assume que aquele sujeito tem problemas de saúde só por ser gordo, enquanto pessoas magras não são abordadas e questionadas a respeito de seus níveis de colesterol, por exemplo. Acontece que, culturalmente, quem é magro é visto inicialmente como saudável, independente de outros fatores. (Fonte: http://www.revistaforum.com.br/digital/163/gordofobia-como-questao-politica-e-feminista/)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

SUGESTÃO DE TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM 2017:

CURSO DE REDAÇÃO & GRAMÁTICA – PROF. GUSTAVO A. HAUN

TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM 2017

Com as mudanças no eixo temático da Redação do Enem 2017, definindo e excluindo as possibilidades de assuntos possíveis (como meio ambiente), assim como a banca aplicadora e corretora (consórcio FGV, Cesgranrio e VUNESP), eis o que defino como fortes temas para a prova de Redação deste ano:

NA ÁREA CIENTÍFICA:
- Internet como meio de educação;
- Acesso à tecnologia/Exclusão digital;
- Nomofobia;
- Doação de órgãos no Brasil;
- Cyberbullying e crimes virtuais.

POLÍTICA:
- Mobilizações sociais;
- A força da juventude;
- O sistema penitenciário;
- Liberdade de expressão;
- Refugiados ou imigrantes/Xenofobia.

SOCIAL:
- Homo e transfobia/Identidade x ideologia de gênero;
- Depressão e suicídio entre os jovens;
- Envelhecimento da população;
- Esporte: meritocracia excludente ou inclusão social;
- Internação compulsória para dependentes químicos;
- Acessibilidade, inclusão e trabalho para pessoas com deficiência;

CULTURAL:
- Falta de acesso à cultura;
- Questões indígenas no Brasil;
- A cultura do consumo e a sustentabilidade/geração de lixo (temas de meio ambiente podem ser solicitados dessa forma, vinculando com as quatro áreas, a exemplo: a literatura e a cultura da seca no nordeste brasileiro, etc.)


Boa sorte e sucesso!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TEMA DE REDAÇÃO PARA O ENEM 2017:

Tema DA REDAÇÃO: O Desafio da Doação de Órgãos no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: O desafio da doação de órgãos no Brasil. Apresente proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

(Disponível em: < http://marlivieira.blogspot.com.br/2010/09/trafico-de-orgaos-brasil-africa-do-sul.html>)

 

TEXTO II

Nos últimos dez anos, o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 63,8%, passando de 14.175 procedimentos em 2004, para 23.226 em 2014. […] Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o destaque do resultado se deve ao esforço e ao comprometimento das equipes multiprofissionais envolvidas diretamente no processo de doação e transplante e, principalmente, à solidariedade das famílias brasileiras, responsáveis por autorizar a doação do seu familiar, fator sem o qual os transplantes de doadores falecidos não aconteceriam. (Disponível em: < http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-09/brasil-e-destaque-no-contexto-mundial-de-doacao-de-orgaos>)

TEXTO III
47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral. Não é a falta de estrutura, mas a negativa familiar o principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. De todas as mortes encefálicas e que, portanto, os órgãos poderiam ser transferidos para pacientes que correm risco de morte, pouco mais da metade se transforma em doação. O número é alto e cresceu de 41%, em 2012, para 47% em 2013, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
De acordo com o nefrologista, José Medina Pestana, a principal justificativa das famílias para não doar órgãos é o fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar. “Por isso, insistimos que a doação tem que ser assunto de família”, diz o integrante da ABTO.

Quando isso não é um assunto resolvido, cabe a uma equipe do hospital responsável pela captação de órgãos explicar à família que a morte encefálica já é a morte. Quando ela é decretada é porque ocorreu a parada definitiva e irreversível do cérebro e do tronco cerebral, o que provoca em poucos minutos a falência de todo o organismo. (Fonte: htp://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?c=1063)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ESTÁ CHEGANDO A HORA! VENHA TREINAR MAIS UM TEMA DE REDAÇÃO:

Tema DE REDAÇÃO: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios

Após a leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I:
O Brasil vai se tornar um país de idosos já em 2030, diz IBGE Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
[...] Os números do IBGE mostram ainda que a principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo de 65 anos ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, destaca a necessidade de atenção a esta mudança na composição da população. “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que irão se aposentar no futuro e tem carteira assinada) têm mais garantias. O sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, afirma. (Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-setornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-izibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html. Acesso em maio de 2015.)

TEXTO II:
TEXTO III:
Segundo IBGE, 4,5 milhões de idosos estão no mercado de trabalho
Lá vai Seu Vianelo para mais um dia de trabalho. E ele levantou foi bem cedinho. Antes do despertador. “Ponho para despertar às 6 horas, mas ele nunca desperta, nunca desperta”, conta Seu Vianelo Coelho Da Silva, 94 anos.
Aos 94 anos, de segunda a sábado ele está sempre fiscalizando o conserto das estradas em Nerópolis, a 30 quilômetros de Goiânia.

Vianelo: Agora eu quero aproveitar a vida. Não está certo?
Jornal Nacional: E trabalhar significa aproveitar a vida?
Vianelo: Quando eu morrer eu fecho o olho para descansar.

Até pouco tempo atrás a regra era essa: a pessoa envelhecia, se aposentava e ficava em casa. E aí toda experiência profissional adquirida ao longo dos anos já não tinha mais nenhuma utilidade. E foi justamente pensando em toda essa experiência que estava sendo desperdiçada que essa rede de supermercados decidiu
contratar os idosos. E 20% do quadro de funcionários já tem idade pra parar de trabalhar. O Seu Vicente, beirando os 71 anos, é pura disposição.

Jornal Nacional: Posso dizer então que o senhor mexe com eletricidade e é ligado no 220.
Vicente Goes Nogueira, eletricista: 220 fico 24 horas.
Jornal Nacional: O senhor não desliga nunca.
Vicente Goes Nogueira: Nunca desligo.

Segundo o IBGE, dos 15 milhões de idosos no Brasil, 4,5 milhões estão no mercado de trabalho. A dona Wilma já se aposentou, mas nem pensa em parar.
[...]

(Disponível em: http://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2015/04/segundo-ibge-45-milhoes-de-idososestao-no-mercado-de-trabalho.html. Acesso em maio de 2015.)

sábado, 21 de outubro de 2017

OLHA AÍ UM OUTRO TEMA!

PROPOSTA: A propagação do cyberbullying na sociedade brasileira

Por Elisa Mourão, julho 4, 2016.

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: A propagação do cyberbullying na sociedade brasileira, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

Texto I
Crimes virtuais são delitos praticados através da internet que podem ser enquadrados no Código Penal Brasileiro resultando em punições como pagamento de indenização ou prisão.
Os crimes digitais são cada vez mais comuns porque as pessoas cultivam a sensação de que o ambiente virtual é uma terra sem leis. A falta de denúncias também incentiva fortemente o crescimento do número de golpes virtuais e violência digital (como o cyberbullying).
Além disso, com o grande número de usuários nas redes sociais, muitas interações acabando sendo considerados crimes. Muitas pessoas acabam utilizando as redes sociais para cometer algum delito, esquecendo que no local também existem regras e punições.
Confira abaixo os crimes que costumam ser praticados nas redes sociais:

·      Calúnia: Inventar histórias falsas sobre alguém;
·      Insultos: Falar mal ou mesmo insultar uma pessoa;
·      Difamação: Associar uma pessoa a um acontecimento que possa denigrir a sua imagem;
·      Divulgação de material confidencial: Revelar segredos de terceiros, bem como materiais íntimos, como fotos e documentos;
·      Ato obsceno: Disponibilizar algum ato que ofenda terceiros;
·      Apologia ao crime: Criar comunidades que ensinem a burlar normas ou mesmo que divulguem atos ilícitos já realizados;
·      Perfil falso: Criar uma falsa identidade nas redes sociais;
·      Preconceito ou discriminação: Fazer comentários nas redes sociais, fóruns, chats, e-mails, e outros, de forma negativa sobre religião, etnias, raças, etc;
·      Pedofilia: Troca de informações e imagens de crianças ou adolescentes. (https://www.oficinadanet.com.br/post/14450-quais-os-crimes-virtuais-mais-comuns

Texto II
No ano passado, a misoginia online entrou na roda com o chamado “gamergate“: diversas mulheres na indústria dos jogos foram alvo de uma onda de ataques machistas. No Twitter, no Reddit e em imageboards como o 4chan, as mulheres receberam ameaças de estupro e morte. Mais recentemente, a ex-colunista da revista Jezebel, Lindy West, apareceu no programa This American Life, acertando as contas com o mais sádico dos trolls que a assediam diariamente: um homem que criou um fake do recém-falecido pai dela para ofendê-la no Twitter. E ainda há a jornalista australiana Alanah Pierce, que ficou famosa por enviar printscreens das ameaças que recebia para as mães de seus assediadores, em sua maioria adolescentes.(http://fernandafav.jusbrasil.com.br/noticias/170769012/misoginia-na-internet-como-o-estado-deve-identificar-e-punir-os-machistas-virtuais )

Texto III

(estpucminas.blogspot.com)