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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

A COMPETÊNCIA I: DOMÍNIO DA NORMA CULTA

A primeira competência da Matriz de Referência diz respeito ao elemento mais evidente na leitura de um texto: O DOMÍNIO DA MODALIDADE ESCRITA FORMAL DA LÍNGUA PORTUGUESA. A sua avaliação é pautada pelo que dispõe a norma padrão da língua escrita e deve levar em consideração que o domínio dessa norma está estratificado em níveis que dizem respeito tanto ao léxico e à gramática quanto à fluidez da leitura, a qual pode ser prejudicada ou beneficiada por uma construção sintática ruim ou boa. 

Na avaliação da COMPETÊNCIA I, também é importante que compreendamos a que se referem os níveis precário, insuficiente, mediano, bom e excelente de domínio da escrita formal da Língua Portuguesa, estes estão previstos nos níveis 1, 2, 3, 4 e 5, respectivamente, da Matriz de Referência para Redação do Enem. O desconhecimento total da expressão formal na modalidade escrita refere-se ao nível 0.

0 - Demonstra desconhecimento da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. 

1 - Demonstra domínio precário da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa, de forma sistemática, com diversificados e frequentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. 

2 - Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. 

3 - Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita. 

4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. 

5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. 

ALGUNS DESVIOS MAIS COMUNS:

Uso de Á / há / A / À; 
Usos indevidos de maiúsculas E minúsculas;  
Desvios de vírgula;
Separação de verbo E objeto; 
Pontuação (ausência, excesso E inadequações);

No trecho “Hoje nos deparamos com várias situações de violência por conta de religião. Pessoas que não respeitam a opinião do próximo. Muitas vezes acontecem por conta da falta de compreensão do outro”, gerou-se uma separação de ideias por ponto final que compromete a estrutura sintática do texto. 
Idealmente, esse participante teria que ter organizado suas ideias em períodos mais bem elaborados, em algo como: 

“Hoje, nos deparamos com várias situações de violência por conta de religião, como pessoas que não respeitam a opinião do próximo. Isso, muitas vezes, acontece por conta da falta de compreensão do outro”. 

Não é uma questão de estilo, mas o fato de haver uma oração incompleta, nesse caso “Pessoas que não respeitam a opinião do próximo”, sem autonomia. Deixa-se, dessa forma, a impressão de que há falta de outra oração (talvez, “Pessoas que não respeitam a opinião do próximo fazem isso porque não compreendem o outro”). 

Problemas de estruturação sintática;
Uso inadequado de pronomes pessoais;
Uso de pronome pessoal do caso reto no lugar do oblíquo como complemento de verbos transitivos diretos; 
Exemplo: 
A sociedade muda, mas o homem vê ela como imutável. 

A frase:
“Ela não se intimidou diante da situação dênuncia as vezes as pessoas tem medo de denúncia os agresares”
Possivelmente significa, se corretamente escrita:
“Ela não se intimidou diante da situação. Denunciou. Às vezes as pessoas têm medo de denunciar os agressores”.

 Essa justaposição dos trechos numa única frase comprometeu o entendimento e a leitura. 

Colocação pronominal;
O uso incorreto do “onde”;
O uso incorreto de “onde” sem função locativa, como no exemplo a seguir, deve ser penalizado na Competência IV. Exemplo: A intolerância religiosa é um problema grave, onde devemos combater. 
 Todavia, há casos em que o “onde” é usado com função locativa, mas o participante utiliza o advérbio “aonde” (ou vice-versa). Nessas situações, a penalização ocorre na Competência I, como no exemplo: A igreja é um lugar sagrado aonde as pessoas congregam e buscam a paz espiritual. 

IMPRECISÃO VOCABULAR:
Há situações em que a escolha dos termos compromete sensivelmente a clareza das ideias. Num caso em que o participante escreve “O Brasil é um país muito democrático. É inaceitável que para resolvermos um simples problema temos que preencher tantos papéis”. O contexto deixa claro que a palavra “democrático” foi usada imprecisamente no lugar de “burocrático”. 
Problemas de imprecisão vocabular também ocorrem quando uma palavra aparece no texto, e o sentido que se queria dar era o de outra palavra, devido à proximidade grafossonora entre elas. 

USO IMPRECISO DE VOCÁBULÁRIO:
“a cerca de” (indica aproximação: Minha família mora a cerca de 2 km daqui);
“acerca de” (locução prepositiva e equivale a “sobre”, “a respeito de”: Estávamos conversando acerca de Educação); e
“há cerca de” (indica tempo decorrido: Compraram aquela casa há cerca de três anos). 
“a fim” (faz parte da locução “a fim de” e significa “para, com o propósito, com o intuito” e indica finalidade: Fez tudo aquilo a fim de nos convencer de sua inocência) e 
“afim” (é um adjetivo e significa “igual, semelhante, parecido”: Suas ideias são afins). 
“descriminalizar” (ato de absolver uma pessoa de crime) e 
“discriminar” (atitude de distinguir, de separar ou segregar uma coisa da outra);
“perca” (forma verbal do verbo “perder”) e 
“perda” (substantivo que significa “se privar, desapossar, excluir” de alguém ou de algo que se tinha). 
“por ventura” (locução sinônima de “por sorte”, sendo usada para indicar uma situação favorável: Foi por ventura que conseguimos escapar daquela confusão.) e
“porventura” (advérbio sinônimo de “por acaso”, sendo usado para indicar uma situação hipotética: Se porventura vocês mudarem de ideia, por favor avisem o mais rápido possível.).
“retificar” (corrigir algo, emendar) e
 “ratificar” (validar algo acertado, confirmar, reafirmar); 
“se não” (união da conjunção se + advérbio não. Usado quando puder ser substituído por “caso não”: Se não der para você vir, não tem problema.) e
“senão” (Use quando puder substituir por “do contrário”, “porém”, “a não ser”, “mas sim”, “mas também”: Não lhe resta outra coisa senão pedir perdão). 
“sob” (embaixo de, em estado de, sujeito à influência ou ao comando de algo: Não consigo trabalhar sob pressão / Passamos sob a ponte esta tarde.) e
“sobre” (em cima de, acima de ou a respeito de: A aula de hoje é sobre a Competência 1 / Deixei meus óculos sobre a mesa da sala.). 
“à medida que” (locução conjuntiva com o sentido de proporcionalidade. Equivale à locução “à proporção que”: À medida que o tempo passa, ele fica mais exigente.);
“na medida em que” (corresponde a “tendo em vista que”, “já que”, “uma vez que”: Na medida em que não chegou a um acordo, foi despedido.);
“a medida em que” (não existe).
“ao encontro de” (expressão usada para indicar concordância: Essa lei vem ao encontro dos interesses da população. (Essa lei vem a favor, em direção aos interesses da população) ) e 
“de encontro a” (tem significado de “contra, em oposição a”: Esta questão está indo de encontro aos interesses da empresa. (Esta questão está indo contra os interesses da empresa).). 

É NECESSÁRIO; É PRECISO:
Será cobrada a concordância de “ser necessário” e “ser preciso” quando o elemento que vier na sequência for introduzido por um determinante (artigo, pronome indefinido, pronome demonstrativo). Assim, em “é necessário campanhas” não há desvio; entretanto, em “é necessário uma campanha”, há um desvio, pois o correto seria “é necessária uma campanha”. Todavia, caso não haja determinante algum e a concordância se verificar, não será considerado desvio. 

RESUME ESSES APONTAMENTOS:
“É necessário campanhas” (CERTO)
“São necessárias algumas campanhas” (CERTO)
“É necessária uma campanha” (CERTO)
“É necessário uma campanha” (ERRADO)
“É necessário que haja uma campanha” (CERTO)
“É necessária que haja campanha” (ERRADO)
“É necessário fazer campanhas” (CERTO) 
“São necessárias fazer campanhas” (ERRADO)

SUCESSO!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

ATENÇÃO A ESTA TEMÁTICA PARA O ENEM 2020!

 Caríssimos internautas,


O ano de 2020 está sendo marcado por várias questões, mas uma em particular chama bastante atenção como tema da redação do Enem: os 30 anos que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) faz este ano. 


Não perca tempo!!!


Corre lá nesse link abaixo e veja um tema super interessante para você desenvolver em uma dissertação-argumentativa.


LINK:

https://www.plataformaredigir.com.br/Temas/Detalhe/modelo-enem---30-anos-de-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente_enem#void


Não fique preso somente ao ECA, mas atente-se a temas que envolvam crianças e jovens como um todo: violência, suicídio, penalidades, emancipação, estudo, tecnologia, etc.


Sucesso!

domingo, 3 de novembro de 2019

E O TEMA SEM NOÇÃO FOI...



E mais uma vez o MEC e o Inep inovaram com um tema inesperado, fácil, porém de total falta de bom senso, com tantos temas graves muito mais interessantes e importantes para serem discutidos hoje em dia. 

Espera-se que os alunos tenham um senso crítico, com a total falta de apoio e o corte de verbas da Ancine, por parte do atual (des?)governo, além de todo patrulhamento ideológico deste que está cerceando o bom trabalho no setor.

Muitas cidades não têm sequer salas de aula adequadas, quanto mais de cinemas... Além de tudo, no Brasil, cinema é um luxo, é excludente, sim, porque é caro para o brasileiro médio que ganha um salário mínimo ou mora no interior/zona rural!

A meu ver, o mais pertinente dessa temática é trazer um assunto que envolva as Artes, uma vez que elas são tão desprezadas por nossos jovens, principalmente em época de Netflix ou plataformas streamings. 

E o que falar nas intervenções? Salas gratuitas, construções de cinemas, mais incentivo por parte do governo, festivais em todo país? Escolas elaborarem salas de cinema, embora a LDB e o PNE já contemplem como necessidade? Distopia... Utópico frente a realidade hodierna dessa terra brasilis... 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

ENFIM, CHEGOU A HORA...

AOS "ENENZEIROS":

Chegou a hora tão esperada para o estudante do Ensino Médio: a prova do Enem. Agora é o momento de colher os louros, os resultados, de tanto esforço, persistência, dedicação e, por que não, abdicação por um ano de estudos!

Depois de tantos anos, muitos ainda me perguntam: "e o tema da redação, professor?" Isso é o menos importante, acreditem! Importante é saber o que fazer com qualquer tema que cair... Importante é ter visão crítica, social e saber dar as intervenções necessárias ao assunto tratado! É saber como iniciar, desenvolver e concluir uma dissertação!

Mesmo assim, sem mediunismo ou profetismo, pode-se indagar acerca de algumas possibilidades temáticas, sabendo que é um TIRO NO ESCURO, sem nenhum sentido pragmático real, como sói acontecem aos chutômetros da vida!

TEMAS POLÊMICOS

Desnecessário dizer que este ano não cairá temas de natureza polêmica, o atual (des?) governo deve fugir de bolas divididas com tanta propaganda contra, tantos desafetos, tantas confusões e ineficiências neste primeiro ano. Então, temas que envolvem maioridade penal, armamento civil, aborto, corrupção, destruição do meio ambiente, milícias, serviços públicos, etc., estará absolutamente fora de cogitação! Seria um tiro no pé... 

LGBTQR

De acordo com o MEC, Inep e o próprio presidente, o tema de 2019, assim como toda a prova, sofrerá censura ideológica. Dessa forma, temas que tratem do público LGBTQR estarão totalmente fora de pauta! Novamente, o (des?) governo não dará visibilidade a esse assunto, que é tão necessário, importante e válido no século XXI. Porém, para os ultradireitistas, fanáticos e com forte influência de uma igreja protestante fora da realidade, pode-se descartar esse viés das minorias. 

CLICHÊS

Fazendo um apanhado dos principais sites cujo foco seja o Enem há temas que parece serem comuns a todos eles. Elencarei aqui alguns que considero como principais:

  • Saúde mental;
  • Mídias Sociais;
  • Educação;
  • Tecnologia;
  • Envelhecimento da população.

Claro que o "enenzeiro" deve imaginar os respectivos subtemas vinculados a esses temas gerais, a exemplo, saúde mental pode vir com o enfoque em depressão, suicídio, (cyber) bullying, ansiedade, etc., envolvendo sempre a faixa etária dos jovens, público alvo da prova. Esse tipo de assunto pode ser tratado no texto, de forma que não se ataque, desmoralize-se, a política de antão. 

LEIS QUE INFLUENCIARAM PROVAS ANTERIORES

Há, no entanto, uma galera das "teorias conspiratórias" dizendo que as últimas cinco provas do Enem foram baseadas em Leis ou Projetos de Lei votados no primeiro semestre. Assim, fizemos uma busca das principais leis votadas neste ano, para informá-lo, meu nobre leitor, a respeito. Vamos a elas:

Lei 13. 819 - dispõe sobre a prevenção ao suicídio e automutilação;
Lei 13.803 - dispõe sobre a frequência e evasão escolar;
PL sobre doação de órgãos e
Lei 13.812 - dispõe sobre a busca de desaparecidos.

Fiquem atentos a isso e não deixem de passar os olhos nessas leis supracitadas.

Eis aí um esboço do que pode cair como tema da prova de redação do Enem 2019. Desejamos de coração a todos os nossos seguidores, eventuais ou não, uma ótima prova e que Deus, na sua imensa sabedoria e justeza, possa iluminar a mente de cada um em particular!  

Sucesso a todos!!!

sábado, 5 de outubro de 2019

SUGESTÕES DE TEMAS PARA O ENEM 2019

13 temas de redação que podem cair no Enem 2019
Professores de colégios e cursinhos fazem suas apostas. Formato deve ser dissertativo-argumentativo. Enem será nos dias 3 e 10 de novembro.

Por Luiza Tenente, G1
03/10/2019 05h01  Atualizado há 2 dias
Redação do Enem tem peso importante na nota final — Foto: Divulgação

Para fazer uma boa redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), professores recomendam treinar durante o ano. O aluno pode aprender a administrar o tempo que leva para escrever, a estruturar corretamente seus argumentos e a construir produções coesas.
Mais abaixo, veja uma lista de 13 temas sugeridos por coordenadores e docentes de cursinhos pré-vestibulares e colégios. São apostas do que pode ser abordado no Enem 2019.
“Essas listas de assuntos possíveis são, na verdade, recomendações de leitura, dicas do que priorizar para formar repertório. O aluno pode buscar informações e reflexões. É preciso ter consciência de que a redação é um exercício multidisciplinar, e aí descobrir em quais áreas ainda é preciso se aprofundar”, afirma Sérgio de Lima Paganim, professor de Redação e Coordenador de Linguagens do Curso Anglo Vestibulares.
Mas não basta estar bem informado. É preciso dominar a estrutura correta e escrever um texto dissertativo-argumentativo. “Os alunos ficam muito preocupados em conseguir adivinhar o tema da redação antes. Só que não dá para esquecer que o formato é essencial para tirar uma nota boa”, diz Tatiana Nunes, professora do Colégio Mopi. Ela menciona a importância de elaborar uma tese, sustentar a argumentação e escrever uma conclusão com proposta de intervenção.


Apostas de tema

1. Meio ambiente:
· preservação ambiental
· exploração de recursos naturais
· tragédias ambientais, como as de Mariana e Brumadinho
· avanço da pecuária sobre áreas verdes
· aquecimento global
· queimadas e desmatamentos
“Pesquisar sobre acordos internacionais de preservação ambiental e posições políticas do governo brasileiro e de outras nações a respeito desses assuntos pode dar consistência à discussão do tema”, afirma Paganim.

2. Saúde pública:
· aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens
· gravidez na adolescência
· surto de sarampo
· polêmicas sobre vacinas
“Conhecer a argumentação desses grupos, os fundamentos da prática de vacinação pública e dados sobre a prevenção e a disseminação de DSTs pode construir uma rede de reflexões muito útil para discutir temas sobre saúde pública”, diz Paganim.

3. Segurança pública:
· porte e posse de armas
· crise do sistema penitenciário brasileiro
· políticas de segurança pública
· violência urbana
“Pesquisar sobre eficientes iniciativas públicas de segurança pública, condições dos presídios brasileiros e opiniões a respeito da ação de polícias certamente ajudará a fundamentar boas reflexões sobre temas ligados à violência”, sugere o professor do Anglo.

4. Controle parental:
· exposição de crianças a jogos, filmes e vídeos impróprios
· perigo do contato de crianças com a internet
“Há hoje várias pesquisas que mostram que os pais não estão atentos aos que os filhos veem e consomem na internet. O aluno que está se preparando para desenvolver esse tema deve procurar dados sobre o desenvolvimento das crianças”, afirma Thiago Braga, professor do Sistema de Ensino pH.

5. Obesidade no Brasil:
· crescimento dos índices de obesidade no Brasil
· políticas públicas de combate à obesidade
· obesidade infantil
“O aluno deve se preparar conhecendo as principais causas e consequências da obesidade na população, desde a oferta de alimentos até estresse, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares”, aconselha Braga.

6. Mobilidade urbana:
· meios de transporte alternativos
· estrangulamento das malhas urbanas
· problemas no sistema de transporte público
“Em São Paulo, por exemplo, há alternativas que podem ser citadas na redação, como o uso de bicicletas e patinetes, além da implementação de ciclovias e ciclofaixas”, afirma Simone Motta, coordenadora de português do Colégio Etapa.

7. Evasão escolar:
· abandono da escola durante o ensino fundamental e médio
“A evasão escolar no Brasil é a 3ª maior do mundo, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Uma parcela representativa de estudantes não fica na escola até os 16 anos e 40% deles não concluem o ensino médio até os 19 anos”, menciona Gabriella de Araújo Carvalho, coordenadora de redação do Curso Poliedro de São Paulo.
“O aluno pode se sair bem com uma coletânea que apresente os dados e as classes sociais que mais evadem, as justificativas e soluções para essa questão”, sugere.

8. Analfabetismo:
· desigualdade social e analfabetismo
“O estudante pode discorrer sobre o direito à educação, previsto por lei para todas as pessoas, independentemente de sua origem, raça, idade, sexo ou cor. E também trazer possíveis soluções para o problema”, diz Carvalho.

9. Crise hídrica:
· causas e consequências da crise hídrica no Brasil
“É importante abordar a importância da água e mostrar, na proposta de intervenção, formas de combate ao desperdício”, diz Tatiana Nunes, do Colégio Mopi.

10. Consumo e sustentabilidade:
· desperdício e consumismo
“O consumo consciente e a preocupação com a sustentabilidade devem ser sinalizados na proposta de intervenção”, afirma Tatiana.

11. Bullying nas escolas:
· agressões e ameaças na escola
· violência psicológica
· preconceito
“Nesse tema, o candidato pode abordar o que é bullying e suas consequências para crianças e jovens. Quanto à proposta de intervenção, a sugestão é apontar possibilidades de combate à discriminação, dentro e fora das escolas”, sugere a professora do Mopi.

12. Preconceito linguístico:
· diversidade linguística no Brasil
· importância de não inferiorizar determinadas variações do idioma
"O tema é interessante, porque temos diversos 'falares no Brasil que não podem, de forma alguma, ser hierarquizados", diz Tatiana.

13. Esportes como inclusão social:
· importância do esporte como oportunidade para jovens pobres
· esportes para pessoas com deficiência
“O assunto ‘esporte’ pode aparecer como forma de inclusão para crianças e jovens carentes. É importante citar que, além de ser uma prática saudável, pode realizar sonhos”, diz Tatiana.




TEMAS SUGERIDOS PARA O ENEM 2019:

8 possíveis temas da redação do Enem 2019

O combate à depressão é um tema bastante cotado por professores. A tendência é que temas mais "ideológicos" fiquem longe da prova este ano


Um mês e meio separa 5.095.308 candidatos da prova de redação do Enem. O temor em relação a ela não é sem razão: uma nota zero pode te deixar de fora de programas como o Sisu, o Fies ou o Prouni. Por outro lado, a redação pode aumentar (e muito) as chances de ingresso na universidade, já que sozinha ela representa 1000 pontos na prova. Bem, a junção de toda essa expectativa faz o coração de qualquer estudante gelar no momento de abrir a prova do segundo dia e descobrir o tão aguardado tema da redação. 
Não dá para adivinhar o que encontraremos ali, mas é bem possível estimar alguns temas. A violência contra a mulher, por exemplo, já era a aposta de muitos professores de cursinho até finalmente aparecer na redação do Enem 2015. Embora algumas edições sejam mais imprevisíveis (como 2017, que pautou a formação educacional para surdos), há alguns padrões que se repetem ao longo dos anos. Os temas, por exemplo, sempre dizem respeito a desafios enfrentados pela sociedade brasileira e dificilmente são mais globais. Além disso, é comum que tenham sido pauta na mídia. 
Há, no entanto, uma novidade bastante anunciada pelo governo para este ano: os candidatos não devem esperar por temas “polêmicos” ou “ideológicos”. O ministro da Educação voltou a afirmar esse ponto em uma entrevista à TV Brasil nesta terça (24). Com essas afirmações, o MEC provavelmente está se referindo a temas mais progressistas ligados a movimentos sociais, como questões de gênero, de cunho racial ou sobre sexualidade. 
Considerando o histórico da prova e os novos ventos em Brasília este ano, conversamos com os professores de Redação e Português Thiago Braga, do Sistema de Ensino pH, do Rio de Janeiro (RJ), e Antunes Rafael dos Santos, do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP), para elencar oito possíveis temas de redação para o Enem 2019.
1. O avanço e o combate à depressão
As últimas pesquisas da OMS apontam que o Brasil está entre os dez países com maior taxa de suicídio no mundo, além de caminhar contra a tendência mundial de redução desses números. Nos últimos dez anos, o número de pessoas diagnosticadas com depressão no país cresceu 18,4%. A redação pode pedir que o candidato disserte a respeito das causas do avanço da depressão e apresente propostas de políticas públicas para seu combate. 
2. Obesidade no Brasil
Assim como a depressão, a obesidade também é um problema de saúde pública em evidência no país, atingindo cerca de 20% da população. Um recorte do tema pode ser a obesidade entre crianças, também relacionada à desnutrição. 
3. Bullying e violência nas escolas brasileiras
A violência nas escolas pode ser abordada na prova tanto do viés do “bullying” quanto relacionada à agressão de professores — considerando o grande registro desses casos e o espaço que ganharam na mídia. O desafio para o candidato é apresentar soluções equilibradas, efetivas e que envolvam o diálogo com a comunidade escolar. 
4. Epidemias e volta de doenças erradicadas
Este foi o ano de ressurgimento no Brasil de doenças que eram consideradas erradicadas, como o sarampo. Por se tratar de um tema de saúde pública, ele é bem cotado para a prova, além de envolver debates de cunho social, como o avanço do movimento antivacina. 
5. Controle parental na internet
O Estado brasileiro, bem como as famílias, estão diante de grandes desafios no que diz respeito à educação para mídia e tecnologias. A disseminação do uso da internet entre crianças e adolescentes pode ser tema da redação este ano, propondo um debate sobre o papel dos pais e do governo como mediadores. 
6. Desafios da mobilidade urbana no Brasil
Os centros urbanos no Brasil estão em constante inchaço, acompanhados por um número crescente de veículos individuais. Enquanto em 2004 havia 7,4 habitantes para um carro, dez anos depois essa proporção foi para 4 habitantes por carro. é um carro para cada quatro brasileiros, enquanto há dez anos a proporção era de 1 para . O transporte público, por outro lado, enfrenta problemas com obras paralisadas e pouco planejamento. Diante desse cenário, o candidato deve apresentar soluções efetivas para os grandes problemas de mobilidade urbana — que envolvem pensar não só o transporte, mas a organização espacial das cidades. 
7. Evasão escolar 
O Brasil tem a terceira maior taxa de evasão escolar do mundo — são 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. A redação pode pedir que o candidato disserte sobre o perfil dos que evadem e seus possíveis motivos, além de apresentar soluções para o problema.
8. Habilidades socioemocionais nas escolas
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe como uma das propostas a implementação de disciplinas que desenvolvam, desde cedo, as habilidades socioemocionais dos estudantes. Essas habilidades envolvem a capacidade de se relacionar com pessoas, lidar com emoções, resolver conflitos, etc. Por ser também uma pauta forte no mercado do trabalho, além de passar mais longe de discussões “polêmicas”, essa é uma aposta para o Enem 2019.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

FRESQUINHO, MAIS UM TEMA DE REDAÇÃO!


Tema de redação: As dificuldades DE inserção dOS jovens no mercado de trabalho

 Texto I
“[…] Allison Andrade, de 25 anos, formou-se em Publicidade e tem uma pós no exterior. Conta que, ao terminar o curso, “estava trabalhando satisfeito com as ofertas do mercado”, mas depois de se especializar no exterior com o intuito de conseguir um melhor salário e posição laboral, encontrou uma barreira. “Há saturação. As empresas não prezam se a pessoa fez uma boa faculdade nem uma pós, pelo menos nesta área, o que importa é aceitar trabalhar ganhando pouco, mesmo sem formação adequada”, lamenta. Andrade resolveu mudar de área e optou por Engenharia Civil, depois de passar dois semestres cursando os cursos de Ciência e Engenharia da Computação. Para ele, existe uma melhor perspectiva de salário, já que “a demanda de engenheiros é grande e o mercado necessita de profissionais bem qualificados”.
Andrade é o retrato de uma das gerações mais bem preparadas que se frustram ao chegar ao mercado de trabalho, mas seu perfil não é uma realidade apenas no Brasil. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, em recente estudo sobre o impacto da educação no nível econômico do jovem, constatou que isso ocorre em nível mundial. Rodrigo Castañeda Valle, da área de inovação e medição do progresso educacional e de habilidades da organização, não acredita que tudo se deva a que o jovem não saiba direito o que quer. Em alguns países, como o Brasil, “a boa remuneração de técnicos ou pessoas sem formação superior é um dos fatores que desestimula os jovens a continuarem seus estudos”. Segundo o estudo, 67% dos brasileiros com o segundo grau estão empregados, contra 55%, de média entre os países da OCDE.[…]” (Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/04/sociedad/1391544951_77 9657.html)

Texto II

Fonte: http://rgcriativo.com.br/post/169/Mercado-de-Trabalho-ebaaa.html

Texto III
“[…] De fato existem vagas, entretanto, o mercado está mais exigente e a gama de profissionais capacitados está maior. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR), Susane Zanetti, em alguns casos há milhares de interessados em uma vaga, e o filtro das empresas está cada vez mais restrito, colocando o jovem em desvantagem.
São profissionais com anos de experiência e que falam duas ou três línguas fluentemente contra jovens que concluíram o Ensino Médio e, em alguns casos, imaturos, ansiosos e impacientes. Ainda conforme a retrospectiva do IBGE, o percentual da População em Idade Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%.
“É como se vivêssemos uma dicotomia, uma coisa muito antagônica. Termos tantos jovens desempregados e termos estas vagas. Por conta do mercado estar muito exigente, às vezes, é muito difícil este jovem conseguir, principalmente, se ele não tem nenhuma experiência”, disse Zanetti.
Além disso, comportamentos normais para essa faixa etária acabam interferindo. Algo que, aparentemente, ficaria em segundo plano, destacou Zanetti, ainda tem importância nos processos seletivos, e acaba funcionando como uma armadilha para os jovens.
“Eles são muito ingênuos ainda em algumas questões que para as empresas são importantes. A empresa busca conhecer esse jovem e entender um pouco das características que ele tem para saber se são compatíveis com a cultura e valores da empresa. As questões comportamentais ainda são muito significativas. Esse é um dos motivos em que, normalmente, o jovem não vai para frente nas entrevistas”. Algumas perguntas básica, exemplificou Zanetti, ficam sem resposta, como quando o entrevistador pede para o candidato citar os próprios pontos fortes.” (Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/03/apesar-do-aumento-de-vagas-jovens-tem-dificuldades-para-o-1-emprego.html)


Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: As dificuldades de inserção dos jovens no mercado de trabalho.

domingo, 3 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO É TEMA RECORRENTE!

Evasão escolar no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Evasão escolar no Brasil", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
A porcentagem de jovens que concluem o Ensino Médio na idade certa – até os 17 anos – aumentou em 10 anos, passando de 5%, em 2004, para 19%, em 2014. Os dados estão em um estudo do Instituto Unibanco, feito com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há, no entanto, 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental.
O estudo"Aprendizagem em Foco", divulgado nesta semana, mostra que, quanto maior a renda, mais os estudantes avançam nos estudos. Entre aqueles que concluíram o Ensino Médio na idade correta, a média de renda familiar por pessoa é R$ 885. Entre os que não terminaram o Ensino Fundamental, a média cai para R$ 436. O ingresso no mundo do trabalho e a gravidez na adolescência estão entre os fatores que levam os jovens a deixar a escola.(Disponível em: http://agenciabrasil .ebc.com.br/educacao/noticia/2016-02/13-milhao-de-jovens-entre-15-e-17-anos-abandonam-escola-diz-estudo - Acesso em: 1 set. 2017).

Texto II
O problema da evasão escolar preocupa a escola e seus representantes, ao perceber alunos com pouca vontade de estudar, ou com importantes atrasos na sua aprendizagem. Os esforços que a escola, na pessoa da direção, equipe pedagógica e professores fazem para conseguir a frequência e aprovação dos alunos não asseguram a permanência deles na escola. Pelo contrário, muitos desistem.
Nesse sentido, é preciso considerar que a evasão escolar é uma situação problemática, que se produz por uma série de determinantes.
Entender e interferir positivamente no processo da evasão escolar é um desafio que exige uma postura de desconstrução das verdades construídas pelos leitores, assumindo assim uma atitude reflexiva diante dos conhecimentos prévios acerca da evasão escolar. (Disponível em: http://www.educacao.go.gov.br/imprensa /documentos /Arquivos/.pdf - Acesso em: 1 set. 2017).

Texto III
Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais frequentes nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes: escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.
Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o Ensino Fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis. (Disponível em http://www.infoescola.com/educacao/evasao-escolar/ - Acesso em: 1 set. 2017).


sábado, 4 de novembro de 2017

ÚLTIMA CHAMADA!

Tema de Redação: Alimentação irregular e obesidade no Brasil


11/06/2017 Yuri Costa (Adaptado)

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Alimentação irregular e obesidade no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
Paola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo. Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.
O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.
Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura. Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida. Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição. Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/america-latina-enfrenta-epidemia-de-obesidade-apos-luta-contra-fome.html)

Texto II
A cada cinco brasileiros, um está obeso. Mais da metade da população está acima do peso. O país que até pouco tempo lutava para combater a fome e a desnutrição, agora precisa conter a obesidade. Por que a balança virou?
Indicadores apresentados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período.
Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com base em entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil atribuem o aumento de peso dos brasileiros a fatores econômicos e culturais, mas também genéticos e hormonais.
A endocrinologista Marcela Ferrão também atribui a baixa qualidade do sono como um dos fatores para o aumento da obesidade. Segundo ela, a sociedade acelerada e conectada faz com que as pessoas não tenham horário para dormir.
“À noite, a serotonina, que é o hormônio do humor, converte-se em melatonina, responsável pelo sono reparador. Nesse estágio do sono, as células conseguem mobilizar gorduras de forma adequada”, explica.
Mas não tem sido fácil chegar a esse estágio do sono quando a tensão e o estresse estão cada vez mais intensos, a pessoa não consegue desligar o celular e acorda várias vezes durante a noite. “Isso gera desequilíbrio hormonal e faz com que a pessoa acorde ainda mais cansada”, conclui Ferrão.
Um último ponto destacado pelos especialistas para o aumento da obesidade no Brasil é a falta de acesso a uma dieta diversificada, o que depende menos de poder aquisitivo do que de educação alimentar.
Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira se destaca entre as políticas do Ministério da Saúde para enfrentar a obesidade. A publicação oferece recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, mas vai além: coloca a hora da refeição no centro de uma discussão sobre convivência familiar e gestão do tempo.
“Os alimentos ultraprocessados são muito consumidos pela população jovem porque são práticos. Outro problema é o comportamento alimentar. É muito comum as pessoas comerem rápido, sozinhas e com celular na mão. Estudos mostram que comendo com família ou amigos, a pessoa presta mais atenção no que está comendo”, diz a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa de Oliveira.
O crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até levar à morte.
O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016, e o de hipertensão de 22,5%, em 2006, para 25,7%, em 2016, conforme a Vigitel. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.
“A obesidade é a mãe das doenças metabólicas. Além da diabetes, que apresenta mais de 20 fatores de comorbidade (doenças ou condições associadas), obesos infartam mais e até câncer é mais prevalente em pessoas acima do peso”, destaca o diretor do Centro de Obesidade da PUCRS, Cláudio Mottin.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-ha-uma-explosao-de-obesidade-no-brasil.ghtml)

Texto III
Entrevista da BBC BRASIL com o endocrinologista brasileiro Walmir Coutinho, que preside a World Obesity Federation
BBC Brasil – O que significa ter metade das crianças pequenas brasileiras comendo bolachas e boa parte delas bebendo refrigerante e suco artificial?
Coutinho – Esses dados dão a medida de uma tendência que outros estudos já haviam mostrado. O consumo excessivo de alimentos e bebidas pouco saudáveis hoje é um problema seríssimo no Brasil. E, se continuarmos nesse ritmo de crescimento da obesidade, seremos o país com mais obesos do mundo em 15 anos.
BBC Brasil – Olhando o lado da alimentação da criança brasileira, quem são os principais vilões atualmente?
Coutinho – Há os vilões invisíveis, especialmente suco de fruta artificial e iogurte. O pai e a mãe acham que estão dando algo saudável para as crianças, mas são produtos que tem muitíssimo açúcar. Fora isso, é preciso lembrar que os alimentos mais baratos são os que mais engordam.
BBC Brasil – E como isso é prejudicial?
Coutinho – É um fenômeno chamado de transição nutricional, em que as pessoas que conseguem superar a falta de alimentos começam a ter acesso aos produtos mais baratos, que costumam ser altamente industrializados. Sair do supermercado com saquinho de batata frita, salgadinhos, biscoitos e chocolates é mais barato do comprar frutas e verduras. A população de baixa renda também costuma ter menos tempo e infraestrutura para praticar atividade física.
BBC Brasil – Quais os principais impactos em alguém que passa pela infância sendo obeso?
Coutinho – O impacto na saúde da criança é mais conhecido. A obesidade traz problemas graves como hipertensão arterial muito alta, problemas osteoarticulares em partes do corpo como joelho, coluna e tornozelo, além de asma e diabetes. Mas também há o lado psicológico, que muitas vezes é subvalorizado. As pessoas não se dão conta do impacto psicológico de apelidos dados a essas crianças, do isolamento em que elas vivem e de estereótipos como o menino gordinho que só pode jogar no gol, por exemplo. São situações que causam traumas que podem ser levados para a vida adulta. (Publicação em 26.8.15)

Texto IV
“Desde que o pânico sobre o aumento de peso da população emergiu na década de 1990, essa visão negativa das pessoas gordas tem se intensificado”, diz a socióloga australiana Deborah Lupton, professora da Universidade de Sydney e autora de Fat (“Gordo”, não lançado no Brasil). O livro, publicado em 2012, analisa como tem se espalhado um estigma sobre os cidadãos acima do peso, “vistos como pessoas gananciosas, sem autocontrole, desorganizadas, até grotescas”.
Na TV, gordos são ridicularizados, sofrendo para fazer dieta e exercitar-se em frente às câmeras. Fala-se de uma “epidemia de obesidade”, e gordos recebem olhares de desaprovação, como se fossem emissários da peste negra. Companhias aéreas e marcas de roupas penalizam seus clientes mais pesados. No Brasil, o sobrepeso virou critério de seleção em concursos públicos e se transformou em nota de corte no mercado de trabalho – em uma entrevista, o publicitário e apresentador de TV Roberto Justus decretou que não se deve contratar quem está acima do peso, pois isso seria um sinal inequívoco de desequilíbrio e falta de inteligência. “Muitas campanhas contra a obesidade acabam envergonhando a quem deveriam ajudar, além de incitarem o ódio à gordura”, diz Deborah.
Para ficar bem claro: gordura corporal em excesso é, sim, um perigo. “Uns 30% dos obesos podem ter um perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade. Mas estudos mostram que pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal, ou peso dividido pela altura ao quadrado) superior a 30 sempre têm risco aumentado para doenças cardíacas, vasculares, diabetes e câncer”, diz o endocrinologista Lício Veloso, professor da Unicamp e pesquisador de mecanismos da obesidade. (Disponível em http://super.abril.com.br/ciencia/onde-os- gordos-nao- tem-vez)

Texto V
A gordofobia é uma forma de discriminação estruturada e disseminada nos mais variados contextos socioculturais, consistindo na desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. As atitudes gordofóbicas geralmente reforçam estereótipos e impõem situações degradantes com fins segregacionistas; por isso, a gordofobia está presente não apenas nos tipos mais diretos de discriminação, mas também nos valores cotidianos das pessoas.
Uma das maiores dificuldades ao se enfrentar a gordofobia está na própria resistência social de reconhecer esse preconceito. Isso acontece porque é considerado aceitável intimidar e censurar quem é gordo, fazer observações constrangedoras sobre o que a pessoa gorda está comendo e utilizar todos esses comportamentos intrusivos como justificativas para uma falsa preocupação com a saúde do indivíduo.

Mas mesmo a própria preocupação com a saúde de quem é gordo já demonstra indícios de gordofobia, uma vez que se assume que aquele sujeito tem problemas de saúde só por ser gordo, enquanto pessoas magras não são abordadas e questionadas a respeito de seus níveis de colesterol, por exemplo. Acontece que, culturalmente, quem é magro é visto inicialmente como saudável, independente de outros fatores. (Fonte: http://www.revistaforum.com.br/digital/163/gordofobia-como-questao-politica-e-feminista/)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TEMA DE REDAÇÃO PARA O ENEM 2017:

Tema DA REDAÇÃO: O Desafio da Doação de Órgãos no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: O desafio da doação de órgãos no Brasil. Apresente proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

(Disponível em: < http://marlivieira.blogspot.com.br/2010/09/trafico-de-orgaos-brasil-africa-do-sul.html>)

 

TEXTO II

Nos últimos dez anos, o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 63,8%, passando de 14.175 procedimentos em 2004, para 23.226 em 2014. […] Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o destaque do resultado se deve ao esforço e ao comprometimento das equipes multiprofissionais envolvidas diretamente no processo de doação e transplante e, principalmente, à solidariedade das famílias brasileiras, responsáveis por autorizar a doação do seu familiar, fator sem o qual os transplantes de doadores falecidos não aconteceriam. (Disponível em: < http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-09/brasil-e-destaque-no-contexto-mundial-de-doacao-de-orgaos>)

TEXTO III
47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral. Não é a falta de estrutura, mas a negativa familiar o principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. De todas as mortes encefálicas e que, portanto, os órgãos poderiam ser transferidos para pacientes que correm risco de morte, pouco mais da metade se transforma em doação. O número é alto e cresceu de 41%, em 2012, para 47% em 2013, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
De acordo com o nefrologista, José Medina Pestana, a principal justificativa das famílias para não doar órgãos é o fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar. “Por isso, insistimos que a doação tem que ser assunto de família”, diz o integrante da ABTO.

Quando isso não é um assunto resolvido, cabe a uma equipe do hospital responsável pela captação de órgãos explicar à família que a morte encefálica já é a morte. Quando ela é decretada é porque ocorreu a parada definitiva e irreversível do cérebro e do tronco cerebral, o que provoca em poucos minutos a falência de todo o organismo. (Fonte: htp://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?c=1063)