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quinta-feira, 25 de março de 2021

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terça-feira, 8 de julho de 2014

CRESÇA & APAREÇA, MLK!

Jovem pseudomaduro pode se envolver com drogas e crimes
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Jan Hoffman
Do The New York Times

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  • Getty Images
    Estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, acompanhou jovens dos 13 aos 23 anos
    Estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, acompanhou jovens dos 13 aos 23 anos
Aos 13 anos, eles eram vistos pelos colegas de aula com inveja, admiração e um pouco de reverência. As meninas se maquiavam, tinham namorados e iam a festas organizadas por estudantes mais velhos. Os meninos se gabavam de beber cerveja às escondidas, nas noites de sábado, e afanarem camisinhas da loja de conveniência local.
Eles eram maneiros. Eram bonitos. Completamente diferentes de você. O que aconteceu com eles?
"A garotada que foi pela via expressa não terminou bem", afirmou Joseph P. Allen, professor de psicologia da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos. O especialista é o autor principal de um estudo, publicado neste mês no periódico "Child Development", que acompanhou esses jovens socialmente precoces e corredores de riscos durante uma década. De acordo com a pesquisa, ao longo do ensino médio, o status social desses indivíduos despencou e eles começaram a patinar de muitas formas.
Foi a corrida prematura, que Allen chama de comportamento pseudomaduro, que abriu o caminho para os problemas. Agora com 20 e poucos anos, muitos deles contabilizam dificuldades com relacionamentos íntimos, álcool, maconha e até mesmo atividade criminal.
"Eles estão fazendo coisas mais radicais para continuarem parecendo bacanas, gabando-se de beber uma dúzia e meia de latas de cervejas em um sábado à noite. Seus colegas pensam: 'essa garotada não tem competência social'. Eles ainda estão vivendo no mundo do ginásio."

Veja dez temas que você já deveria ter conversado com seu filho adolescente11 fotos

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Atualmente, as relações familiares são mais informais. Em vários lares, as pessoas conversam sobre os mais diversos tipos de assunto, o que ajuda a fortalecer os vínculos afetivos e a estabelecer uma convivência mais harmoniosa e verdadeira. No entanto, por motivos como vergonha, desconhecimento, questões e tabus particulares ou mesmo dificuldade em lidar com o amadurecimento do filho, muitos pais acabam esperando a chegada da adolescência para tratar de determinados temas. Conheça alguns importantes, apontados por especialistas, e veja dicas sobre como conduzir melhor o diálogo | Por Heloísa Noronha - Do UOL, em São Paulo Stefan/Arte UOL
Como alunos apressadinhos do fim do ensino fundamental, eles eram motivados por um desejo realçado de impressionar os amigos. Na verdade, o comportamento descarado lhes rendeu uma popularidade alta. Porém, no ensino médio, os colegas começaram a amadurecer, e a popularidade dos garotos descolados desapareceu.
B. Bradford Brown, professor de psicologia educacional da Universidade de Wisconsin-Madison, que escreve sobre relações entre adolescentes e não participou do estudo, disse que a pesquisa oferece dados valiosos. O achado que mais o surpreendeu foi que o comportamento pseudomaduro é um indicador mais forte de problemas com álcool e drogas do que os níveis de uso de drogas no começo da adolescência.
Segundo Brown, pesquisas com adolescentes costumam acompanhá-los durante toda a adolescência, porém esse estudo acompanhou um grupo diversificado de 184 participantes de Charlottesville, na Virgínia, começando aos 13 anos e terminando aos 23.
Os pesquisadores batalharam para documentar a ascensão e a queda do status social, entrevistando, periodicamente, os participantes e as pessoas que esses consideram conhecê-los melhor, geralmente amigos do peito. Aproximadamente, 20% do grupo caiu na categoria de "garoto descolado" no princípio da pesquisa.
De acordo com Allen e seus colegas, três comportamentos visando à popularidade caracterizam a pseudomaturidade: a busca de amigos fisicamente atraentes, romances mais numerosos e intensos, em termos emocionais e sexuais, e pequenos atos de delinquência –matar aula, entrar às escondidas no cinema e vandalismo.
O estudo constatou que, ao completarem 23 anos, na comparação com os colegas do ginásio que tiveram menos pressa, eles tinham um índice 45% maior de problemas resultantes do uso de álcool e da maconha e 40% maior uso dessas substâncias. Eles ainda apresentavam um nível 22% maior de comportamento criminoso adulto, de roubo a assaltos.
Muitos atribuíram os relacionamentos românticos adultos fracassados ao status social, acreditando que a falta de classe fosse o motivo para que os parceiros terminassem com eles. As iniciativas prematuras de agir como um indivíduo mais velho parece ter lhes deixado atrofiados em termos sociais. Quando os colegas foram questionados sobre como esses adultos se davam com os outros, o índice da antiga garotada bacana ficou 24% abaixo do que a média de jovens adultos.
Os pesquisadores questionaram por que esse conjunto de comportamentos levou esses jovens em uma espiral descendente. Allen sugeriu que, embora estivessem tentando ser populares, eles perdiam um período de desenvolvimento crítico. Ao mesmo tempo, outros adolescentes jovens aprendiam a forjar amizades com o mesmo sexo enquanto participavam de atividades sem dramas, como ver um filme em casa, em uma sexta à noite. De acordo com ele, os pais deveriam apoiar esse comportamento e não lamentar que o filho não é "popular".
"Ser verdadeiramente maduro enquanto adolescente significa que você é capaz de ser um amigo bom, leal, solidário, esforçado e responsável. Porém, isso não gera muito sucesso em uma manhã de segunda-feira do nono ano."
Brown sugeriu outra perspectiva sobre por que a garotada maneira se perde no caminho. Os adolescentes que abrem o desfile social no ginásio –determinando as escolhas dos outros nas roupas, mídia social e até mesmo cores das agendas– têm um fardo pesado para o qual não estão emocionalmente preparados. "Assim, eles gravitam na direção de garotos mais velhos."
E esses adolescentes mais velhos, que provavelmente já foram considerados bacanas, eram modelos dúbios a serem seguidos. "Na adolescência, quem está aberto a curtir com alguém três ou quatro anos mais novo? A molecada mais fora do padrão", fala Brown.
Allen descreveu uma biografia típica baseada no estudo. Aos 14 anos, o menino era popular. Conhecia muita gente, beijou mais de seis garotas, envolveu-se em pequenos problemas e se cercou de amigos de boa aparência.
Aos 22, o rapaz havia abandonado o ensino médio e tinha muitos problemas ligados à bebida, como faltar ao trabalho e prisões por dirigir bêbado. Ele estava desempregado e ainda disposto a cometer pequenos roubos e atos de vandalismo.
Entretanto, como Allen enfatizou, a pseudomaturidade sugere uma predileção, ela não é um instrumento de previsão estável. Uma adolescente do estudo teve inicialmente um perfil similar, com muitos namorados na primeira adolescência, amigas atraentes e uma queda por roubar lojas.
Contudo, aos 23 anos, segundo relato de Allen por e-mail, "ela havia se formado na faculdade, não tivera mais problemas com comportamento criminoso, usava álcool de forma responsável e tinha um emprego bom".
Mitchell J. Prinstein, professor de psicologia da Universidade da Carolina do Norte, campus de Chapel Hill, que estuda o desenvolvimento social de adolescentes, disse que, embora esses jovens desejem ser aceitos pelos colegas, estudos sugerem que os pais podem reforçar características que os ajudarão a suportar a pressão para serem legais demais, rápido demais.
"Os adolescentes também gostam de individualidade e confiança. Os que conseguem manter os próprios valores ainda podem ser considerados legais, mesmo sem fazer o que os outros estão fazendo", afirma Prinstein.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

FARTO!

Quem lida com o ser humano na labuta diária muitas vezes é levado a pensar que, a cada dia que passa, a inter-relação piora, decai. Isso parte do próprio (auto?) sentido que o ente se dá, de puro orgulho e arrogância: ser a última bolacha do pacote, ou melhor, achar-se especial, o ungido, super exclusivo, e desprezar tudo o que venha do próximo. 

Mera arrogância, mero atraso espiritual, mera prepotência!

Somos todos iguais e padecemos dos mesmos problemas, angústias, alegrias, tristezas. Irmãos, devido à Paternidade Divina, partimos todos da mesma linha, do mesmo ponto...

A chegada, meus queridos, a chegada vai depender de cada um de nós! E esses sentimentos mesquinhos, egoístas, equivocados, só servem para nos atrasar, atrasar a nossa própria marcha rumo à evolução. 

Quem quiser ficar para trás, que fique... Livre-arbítrio. Eu quero progredir, ascender, prosperar. E, para isso, reformular-se, a todo instante, é imprescindível. 

Amar, perdoar e fazer ao outro aquilo que gostaríamos que o outro nos fizesse. Eis a receita, o segredo para vencermos nessa existência em que nos deparamos com gente que viveu pouco, sabe pouco, leu pouco, mas é cheio de opinião, de teimosia, de pseudo-inteligência!

Voi lá!

sábado, 8 de junho de 2013

UMA VERGONHA NACIONAL!!!

08/06/2013 14h25 - Atualizado em 08/06/2013 14h47
Brasil tem 4,2 mil escolas que nunca conseguiram atingir sua meta do Ideb
Índice avalia a qualidade do ensino no ensino fundamental e ensino médio.
Inep diz que dialoga com as redes para auxiliar escolas com problemas.
Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo
80 comentários
Carência de professores compromete ensino em escolas estaduais de AL (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Ideb analisa ensino fundamental e médio no Brasil
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)
O Brasil tem 4.283 escolas públicas que desde 2007, primeiro ano em que foi possível avaliar a evolução do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), jamais conseguiram atingir suas metas individuais calculadas pelo governo federal.
Os cálculos do levantamento incluem apenas as escolas de ensino fundamental que tiveram o Ideb calculado nestes três anos. Segundo levantamento feito pelo G1 a partir dos dados do último Ideb divulgados peloMinistério da Educação, 1.828 escolas não conseguiram atingir a meta dos primeiros anos do ensino fundamental, 2.232 escolas ficaram abaixo da projeção nas turmas dos anos finais do fundamental e 223 escolas tiveram índices abaixo do esperado em 2007, 2009 e 2011 tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental.
O Ideb foi criado pelo governo federal para medir a qualidade das escolas e redes de ensino. Ele é calculado a cada dois anos desde 2005 com base no resultado da Prova Brasil e nas taxas de reprovação. Há indicadores calculados para cada escola, rede de ensino, município, estado e o país.
Todas as instituições públicas têm uma meta própria para alcançar a cada dois anos nos últimos anos do ensino fundamental I e fundamental II. A nota vai de zero a 10. A expectativa do governo federal é que, em 2021, os anos iniciais do fundamental brasileiro alcancem o Ideb 6,0. Para os anos finais, a meta é 5,5 pontos.
As 4.238 escolas representam 13,8% do total de 31.042 instituições que se encaixam nesta categoria. De acordo com o MEC, entre todas as instituições, 7.126 têm turmas tanto do ensino fundamental I quanto do ensino fundamental II, 15.392 só oferecem aulas dos anos iniciais do fundamental, e 8.524 instituições são apenas para turmas a partir dos anos finais do fundamental.
Mesmo sendo minoria, boa parte dos colégios abaixo da meta ainda não dá sinais de que possa alcançar a meta, que sobe a cada Ideb: 1.221 delas viram o Ideb 2011 cair em relação ao de 2009, o que indica um afastamento ainda maior da projeção feita pelo governo. Nesse grupo, 28 escolas estão nesta situação em ambos os ciclos do fundamental.
Atualmente, 2.475 colégios estão mais de 0,5 ponto abaixo do que o esperado para 2011.
Das 31.042 escolas com Ideb em todos os anos, 4.238 delas (ou 13,8%) nunca conseguiram atingir sua meta individual
 
Dessas, 1.221 ficaram ainda mais longe da meta no último Ideb, e2.475 estão a mais de 0,5 ponto de atingir a projeção
Apoio específico
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, afirma que o percentual de escolas e municípios que atingem a meta é "muito maior" do que o grupo de escolas aquém do esperado. Em entrevista ao G1, ele explicou que as escolas que enfrentam problemas para se manter dentro das expectativas recebem auxílio do governo, mas seguindo as autonomias de cada rede.

Uma das ações citadas por ele é o Mais Educação, programa para escolas com aulas em tempo integral. "Quando temos problema no Ideb, uma das coisas que temos procurado priorizar é a questão da escola em tempo integral", disse.
O governo espera que, até o fim do ano, 45 mil escolas ofereçam aos alunos, além do turmo normal de aulas, atividades no turno oposto. Para participar do Mais Educação, as escolas precisam se inscrever e passar por uma seleção. O prazo para a adesão das instituições pré-selecionadas em 2013 acabou em 31 de maio.
Além do ensino em tempo integral, o MEC ainda mantém diálogo com as redes e esferas estaduais e municipais de governo, munindo os gestores de dados para o planejamento pedagógico das escolas. O governo federal criou ainda o Programa de Ação Articulada (PAR) para oferecer apoio e recursos a escolas e redes interessadas em apoio mais ostensivo à gestão educacional.
Distorções e revisão da meta
Entre as instituições que integram o grupo de escolas do fundamental que nunca conseguiram atingir sua meta, porém, não existem só instituições com têm resultados considerados ruins. Há exemplos de escolas com indicador acima de 6,0 e que já bateram a meta do Brasil para 2021, por exemplo. Mesmo com Ideb maior a cada ano e uma educação considerada muito acima da média do país, essas instituições ainda não conseguem alcançar a projeção calculada pelo governo.

Como o Ideb usou a base dos resultados educacionais de 2005, em alguns casos, aquele ano específico pode não refletir a realidade da escola. Por isso, a instituição acaba tendo que perseguir uma meta incompatível com suas condições reais.
O movimento Todos pela Educação, que reúne empresários e especialistas, também usou os mesmos dados para criar, em 2006, cinco metas para a educação brasileira. A terceira também estabelece projeções de resultados acadêmicos para escolas e redes de ensino. Segundo a diretora-executiva da entidade, Priscila Fonseca da Cruz, a meta é composta por três elementos: o que se quer medir, que resultado se espera ter e qual o prazo desejado para obter este resultado.
Foi imaginado o esforço necessário para aquela escola avançar. A melhoria em educação não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona"
Luiz Cláudio Costa,
presidente do Inep
O primeiro elemento, para ela, é o que mais tem sido objeto de estudos, mas a expectativa de que o ensino fundamental I no Brasil tenha Ideb 6,0 até 2021 ainda é pouco debatida.
Tanto no caso da entidade quando no das metas governamentais, ela defende que a elaboração de projeções com base em uma série histórica seria mais precisa do que a partir de apenas um resultado. "Se você olhar os resultados de um ano para o outro, eles podem oscilar. Mas quando você pega uma série maior, você tem mais consistência para ver se a escola está em uma curva ascendente, descendente, se é uma curva ascendente ou acentuada, ou se é o que chamamos de 'flat', quase uma reta. Com o histórico em mãos, seria muito mais preciso a gente traçar metas intermediárias até 2021", afirmou ela.
Ao G1, o presidente do Inep disse que a projeção do Ideb foi feita a partir de estudos técnicos e científicos baseados em avaliações internacionais, levando em conta também as especificidades de cada escola. É por isso que duas escolas com Ideb idêntico em 2005 hoje têm metas diferentes, diz ele. "Foi imaginado o esforço necessário para aquela escola avançar. A melhoria em educação não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona." Ainda segundo ele, não há debate no governo sobre a possibilidade de as metas serem revistas antes de 2021.
Reduzir o currículo para aumentar o Ideb
No segundo semestre de 2013, o governo aplicará a nova edição da Prova Brasil, um dos elementos que compõe o cálculo do Ideb. Segundo Angela Dannemann, diretora-executiva da Fundação Victor Civita, a grande divulgação do índice e a política de metas e expectativas para 2021 aumentou a pressão que a sociedade faz sobre bons resultados das escolas e sobre os gestores que cuidam da educação pública.

Se por um lado isso é positivo porque o Ideb é "o primeiro indicador de qualidade" da educação brasileira, por outro Angela alerta que há riscos de que as escolas desenhem seus currículos apenas para obterem bons números no indicador do governo federal.
Em Goiás, por exemplo, o Ministério Público e a secretaria estadual de Educação investigam denúncia de um conselho tutelar sobre sete escolassuspeitas de expulsar alunos com mau comportamento e rendimento para melhorar seu Ideb e receber mais verba do governo estadual (veja reportagem ao lado).
O presidente do Inep afirmou que a maioria das escolas leva a sério a tarefa de melhorar o Ideb através de projetos pedagógicos. "O que a gente tem visto das redes é um grande esforço com muita seriedade, trabalho e dedicação dos gestores e professores. Essa é a regra, e a excepcionalidade não é tolerada nem pelo MEC nem pelos gestores estaduais nem pelos municipais."
Angela afirma que alguns estudos preliminares também já apontam práticas "preocupantes" em algumas redes de várias partes do Brasil. Alguns indícios mostram que elas decidiram aumentar a carga horária das aulas de matemática e português nos primeiros anos do ensino fundamental e eliminar ciências e artes. O objetivo é que os alunos dediquem mais de seu tempo ao conteúdo que vai cair na Prova Brasil.
"Não pode haver redução de currículo para atender uma prova. Se só se dá valor à prova, a gente está fazendo com as crianças uma redução da aprendizagem", afirmou ela.
Não pode haver redução de currículo para atender uma prova. Se só se dá valor à prova, a gente está fazendo com as crianças uma redução da aprendizagem"
Angela Dannemann,
diretora-executiva da Fundação Victor Civita
Na Prova Brasil, são consideradas apenas as matérias de língua portuguesa e matemática. De acordo com o MEC, a partir de 2013 as questões de ciências vão ser inseridas, mas em caráter experimental, e ainda não vão ser incluídas no cálculo do Ideb.
"Você não garante o objetivo e o direito de aprendizagem só olhando de dois em dois anos. São muitas coisas em que temos que atuar ao mesmo tempo. O Ideb é importante, mas você precisa ao mesmo tempo fazer funcionar a escola com todo o conhecimento que precisa ser passado para as crianças. A cada dois anos a gente avalia [em nível nacional], mas a escola tem que avaliar a cada bimestre", disse Angela.
A especialista defende que as redes do município e do estado, além da própria escola, tenham que ter um plano para garantir o aprendizado global dos estudantes, principalmente nos primeiros anos do fundamental, quando o interesse e a curiosidade em aprender precisam ser fomentados. "É o famoso projeto político-pedagógico da escola. Mas você precisa de um professor preparado para atender isso, o professor precisa de melhor formação. A meta tem que ser uma coisa que vai estimular o desenvolvimento da escola e dos professores, não criar caminho paralelo para atender índices."

domingo, 12 de maio de 2013

A QUESTÃO DA INDISCIPLINA

Quando tive o privilégio de entrevistar a professora e filósofa Tânia Zagury, em Salvador, quando do lançamento do seu livro Professor Refém, ela nos indicou que a indisciplina em sala de aula era responsável pela maior queixa dos docentes pesquisados para o opúsculo, mais de 40% afirmaram ter problemas com a disciplina dos alunos.
Realmente ela está coberta de razão. Esse é o pior motivo de os futuros universitários não optarem por licenciaturas ao longo da sua formação acadêmica, ganha disparado contra o baixo salário da categoria, além de outros problemas inerentes à profissão.
Pesquisas feitas pelo Datafolha e USP demonstraram que os bons estudantes do Brasil optam em cursar bacharelados, o que faz com que apenas os maus procurassem as licenciaturas, por serem de baixa concorrência no vestibular ou Enem, ficando relegadas, portanto, à ínfima qualidade. É óbvio que o sujeito pode fazer uma licenciatura e se melhorar na faculdade, ser um excelente profissional, no entanto, isso não é uma praxe, nem garantia que vá atuar na área.
A fórmula de tudo isso é muito simples: professores despreparados mais alunos sem educação, respeito, limite, é igual à indisciplina - que não deixa de ser uma violência ao outro.
Infelizmente, não há como dissociar a família desse processo. E como o núcleo familiar está cada dia mais esfacelado, confuso, desestruturado, é normal que se reflita na prole, logo, no mundo!
O lar na pós-modernidade está um pouco sem direção, perdido. Pais precisam trabalhar turnos dobrados para ter condições de sobrevivência, enquanto que a educação dos filhos vai sendo relegada aos parentes, empregados, à mídia, às drogas... A sociedade como um todo ainda não conseguiu um equilíbrio entre as inúmeras variáveis dessa equação.
O resultado tem sido difícil e complicado. Aluno espancando, física e moralmente, professor em sala de aula e vice-versa é “normal”, os noticiários abundam nesse quesito. Brigas, gritarias e conversas durante a aula, atos violentos contra o educador, além da famosa “pesca”, perguntas capciosas dirigidas aos docentes e interesse unicamente por nota são outros fatores gerados pela indisciplina.
Para não ficar só nos discentes, mestres roucos, com pressão-alta, esgotados e estressados, sofrendo com a síndrome de burnout, são o comum visto. É claro que aí reflete também o desestímulo, o descompromisso e a mecanicidade da aula dada por nós, profissionais da educação, que já sofremos pressão enorme de coordenadores e diretores insensíveis.
É necessário que se faça uma revolução nos métodos e na prática de ensino em nossos dias. O que, especificamente, não tenho muita certeza, mas talvez aproximar a família da escola (a exemplo da Escola de Pais, experiência realizada na região sudeste que tem por objetivo educar os genitores!) e investir em capacitação do magistério, poderão minimizar o problema.
Enfim, tudo o que for pensado e dito sobre o assunto vai parecer que é no âmbito da utopia, porém, é imprescindível que todos saibam distinguir que a verdadeira função da ESCOLA é a de instruir, a da aprendizagem; já a da FAMÍLIA é a de educar, a de dar limites! Cada uma no seu devido papel, no seu devido quadrado!
* Gustavo Atallah Haun é professor, formado em Letras, UESC, ministra aula em Itabuna e região sul da Bahia, edita o premiado oblogderedacao.blogspot.com.br. É maçom, da Loja Acácia Grapiúna.

domingo, 28 de abril de 2013

LIÇÕES DE BILL GATES



"Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. O que estava escrito é muito interessante, leiam:

1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.

2. O mundo não está preocupado com a sua autoestima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!

9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDF’s (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles."