![]() |
| Sem palavras... |
Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
AS DIFERENÇAS ENTRE FALA E ESCRITA
sobre Redação por Equipe Aprovação Vest
Sabemos
que o meio de expressão de todas as línguas humanas é o som produzido pelo
aparelho fonador. Mas a maior parte delas, no entanto, possui um segundo meio
de expressão: a escrita. Sua origem é o Oriente Médio, há cerca de 5 mil anos,
e, como meio, ligou-se desde o início à prática dos desenhos; apesar disso, há
inúmeras línguas no mundo que não dispuseram e nem dispõem de registros com
caracteres impressos e significativos.
A
necessidade da escrita parece ligar-se ao grau de complexidade das culturas humanas.
E, em algumas culturas fundamentalmente fechadas, onde é possível preservar o
conhecimento do grupo transmitindo-se oralmente, de geração para geração, toda
a substância essencial da memória, não há necessidade da escrita. No entanto em
nossa cultura, heterogênea e aberta, registrar por escrito os fatos é valor
fundamental para preservação futura.
Apesar
de haver correlações entre fala e escrita, o ato de escrever é muito diferente
do ato de falar. E a grande diferença reside essencialmente no fato de o
interlocutor estar presente na hora da fala e ausente no momento em que
escrevemos. Como localizar para quem escrevemos? Quem nos lerá? De que modo
seremos interpretados e... será mesmo que nossa mensagem pôde ser decodificada?
Quando
falamos, qualquer problema na interpretação ou compreensão pode ser
imediatamente retomado e solucionado através de uma interrupção de quem nos
ouça; além do que, quando conversamos ou somos ouvidos, outros componentes da
"fala" formam um ambiente propício: gestos, expressões faciais, tons
de voz que completam, modificam, reforçam o que dizemos.
Mas,
no momento de escrever, falta-nos tudo isso. No vestibular, por exemplo, assim
que entregamos nossa redação, ela estará longe de nós e já não poderemos
complementar ideias truncadas (ah, professor; aí nesse lugar eu quis dizer
isso...), nem introduzir nossos gestos, nosso tom de voz, enfim, nossas famosas
"caras e bocas" de quando falamos, falamos, falamos...
Um diálogo a distância...
Quando
nosso texto nos escapa das mãos, ele vai sozinho e nos representará. É, também,
uma espécie de diálogo a distância, leva, de qualquer forma, a nossa mensagem,
a maneira como enxergamos o mundo, os outros e os fatos. Por isso, é sempre bom
lembrar, quando escrevemos, que ao colocar ideias no papel temos que nos
colocar também no lugar do outro, o nosso leitor. Somos claros? Temos
dificuldades em nos expressar? Nossos argumentos são frágeis?
O
leitor não deverá ter dificuldades em nos compreender e, caso tenha, a
comunicação ficará truncada, com consequências trágicas para nós.
Planejar o texto, eis a questão
A
fim de expressar-se claramente na escrita, acostume-se a planejar o texto
(esquematizar o que pretende escrever) e reescrevê-lo até que as ideias estejam
perfeitamente claras, compreensíveis. Pergunte a si mesmo, colocando-se no
lugar do leitor, se o texto está claro e se traduz seu pensamento.
Tenha
paciência com você: um bom texto não vem ao mundo de uma hora para outra...
Outra coisa: escrever não é meramente transpor a fala para o papel. Observe:
Texto I (falado)
"Ela tava ali, lindinha e nos conformes, cara... Fiquei olhando,
imaginando um jeito de dize!; bem, você sabe, né? De dizer aqueles negócios que
fico pensando sem ela. Era hora, agora, vou lá, dou uma chavecada nela, buzino
umas no ouvidinho dela, tá na minha... Bom, tava faltando coragem, puxa, foi me
dando um frio, uma coisa, um estado... Virei as costas, meu irmão, e me
mandei... "
Texto II (escrito)
"Digo a você que ela estava lá, diante dos meus olhos. Perfeita. Olhei-a
imaginando um jeito de dizer o quanto era importante para mim, dizer o que
pensava dela quando estava a sós comigo mesmo. Pensei ser a hora certa,
conversa: Mas me faltou coragem. Fugi."
Como
você pode observar, há características peculiares de um texto escrito. Ele deve
se apresentar como um todo semântico, com as partes bem amarradas, desprovido
das marcas de oralidade tais como repetições, pausas, inserções, expressões
vulgares ou continuativas.
A
língua escrita parece pertencer a um outro universo, embora consigamos
registrá-la facilmente. Há concordâncias, regras; além do que uma outra
exigência da escrita é sua apresentação formal: os parágrafos devem começar a
uma distância certa da margem e com letra maiúscula; as palavras devem ser
separadas umas das outras por espaços em branco; as orações devem ser
pontuadas; as palavras necessitam de ortografia oficial. No entanto, deve ficar
bem claro que tais exigências não constituem a qualidade principal de um texto
escrito: saber grafar corretamente as palavras ou acentuar seguindo as regras
não quer dizer que se escreva bem porque saber escrever é, antes de tudo, saber
transpor com clareza e eficiência as ideias para o papel. É assim que se
constrói um bom texto.
Dessa
forma, tenha em mente:
1) Escrevemos para dar um
testemunho de nossa existência e... eficiência, não apenas para tirar uma nota,
passar num vestibular;
2) É preciso que leiamos o
que escrevemos com o olho do outro, ou seja, autocrítica é fundamental;
3) Precisamos nos
familiarizar com a escrita, e devagar colocarmos nossos pensamentos na forma
desejada.
De dentro para fora...
Mas...
de nada adiantará a você saber bem regras de ortografia, pontuação, acentuação,
concordância verbal e nominal, se não tiver aquilo que pode chamar de
"estofo", ou seja, sua redação só será boa caso se disponha a cuidar,
antes de realizá-la, de seu intelecto. Não se escreve sobre aquilo que não se
sabe. Portanto, disponha-se a ler jornais, revistas, livros, a observar o mundo
e a verificar que verdades costumam ter dois lados. Reconheça de que lado está.
Afinal, você já ouviu dizer que "Quem quer conhecer o gato deve levar em
consideração também o ponto de vista do rato."
Leia
bastante, discuta sobre o que leu, debata suas ideias, construa seu universo
intelectual. Cresça, enfim, de dentro para fora. Invista em você, em sua
criatividade, em sua capacidade de estar atento.
Escrever
é decorrência do ato de pensar. Então, leia de tudo um pouco: filosofia,
religião, política, bula de remédio, receita de bolo, história em quadrinhos,
editoriais de jornais, notícias de assassinatos, out-doors, poemas, romances, resumo da sessão da tarde. Dessa
forma, estará construindo seu lado de dentro, um universo muito mais rico, e
buscando construir um discurso próprio, particular, marca de sua própria
individualidade. Afinal, só escrevemos bem quando
sabemos bem sobre o que vamos escrever.
Elaboração: Equipe Aprovação Vestibulares e Concursos
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
DIFERENÇAS ENTRE ORALIDADE E ESCRITA
19 de agosto de 2009 por zellacoracao
A língua escrita não é mera transcrição
ou reprodução da fala, desse modo não escrevemos exatamente como falamos e
vice-versa. A escrita é uma representação da fala, que possui regras próprias
de realização, que interage com a fala e completa-se.
Num processo histórico, a fala antecede à escrita, estando assim, aquela mais presente e dinamizada em nossas vidas.
Num processo histórico, a fala antecede à escrita, estando assim, aquela mais presente e dinamizada em nossas vidas.
Para a criança que inicia seu processo de estudos, se depara com um abismo que separa a oralidade da escrita. Assim, deixar claro para ela quais são essas diferenças, torna-se imprescindível.
A linguagem falada apresenta grande variedade de realizações de um mesmo vocábulo, algumas mais próximas do padrão, e outras, menos prestigiadas, socialmente estigmatizadas. Na escrita, geralmente é usada a língua padrão, por ser valorizada socialmente, pois se assim não fosse, teríamos circulando inúmeras variações da língua escrita, o que poderia causar grande confusão.
Na fala temos o interlocutor presente, permitindo a utilização de recursos não verbais (paralinguísticos), como a linguagem corporal, facial, entonações diferenciadas e a prosódia. Por outro lado, na escrita, o interlocutor (que não está presente) é levado a usar outros recursos como a pontuação e acentuação gráfica, além de outros recursos gráficos e linguísticos. Tais recursos são tentativas de reproduzir e representar artificialmente, o que é possível ser feito naturalmente na linguagem falada.
Além disso, na língua falada utilizamos frases mais curtas, por questão de limitação humana de memorização, enquanto que, na escrita essas frases podem ser mais longas e elaboradas, a fim de que não se corra o risco do texto ficar fragmentado, com frases soltas, prejudicando o entendimento do todo.
Por último, a oralidade também nos permite tratar de vários temas ao mesmo tempo sem sermos redundantes, pois os artifícios usados na fala nos permite compreender a fala do outro, sem que haja comprometimento do raciocínio. Já na escrita, preferencialmente, o texto deve ser enxuto e conciso, tratando do mesmo tema, do início ao fim, para que não se afete a sequência textual.
Tais diferenças são mais evidentes ao indivíduo alfabetizado e com o domínio da língua padrão. Para a criança que está ingressando no mundo alfabetizado, essas diferenças não são tão óbvias assim, uma vez que, para ela, ainda a escrita representa a transcrição da sua fala.
(Fonte: zellacoracao.wordpress.com/.../diferencas-entre-oralidade-e-escrita/)
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O VERBAL E O NÃO-VERBAL
No cotidiano, sem percebermos usamos frequentemente a linguagem verbal, quando por algum motivo em especial não a
utilizamos, então poderemos usar a linguagem não-verbal.
Linguagem não-verbal é o uso de imagens,
figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de
voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de
comunicação.
A linguagem não-verbal pode ser
até percebida nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer dizer que
está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.
Dentro do contexto temos a
simbologia que é uma forma de comunicação não-verbal. Exemplos: sinalização de
trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para
chamar a atenção ou exprimir uma mensagem.
É muito interessante observar que
para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma
linguagem, seja verbal ou não-verbal.
Linguagem mista é o uso
simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando palavras
escritas e figuras ao mesmo tempo.
A pintura de Tarsila de Amaral é um exemplo de linguagem não-verbal dentro da pintura. Para cada pessoa será uma mensagem.
Soneto de Fidelidade
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”.
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”.
O Soneto de Fidelidade de Vinícius de Morais corresponde a um belo exemplo de linguagem
verbal, através de palavras.
O semáforo é um exemplo de linguagem não-verbal. Um objeto capaz de interferir na vida do ser humano de forma tão extraordinária, onde o sentido das cores comanda o trânsito.
Na história em quadrinhos de Maurício de Sousa fica bem claro como pode ocorrer ao mesmo tempo linguagem verbal e não-verbal, chamada de linguagem mista. Tem palavras e figuras.
A foto mostra uma mímica, através da feição do protagonista tem um significado, uma mensagem. Aqui ocorre linguagem não-verbal.
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)




