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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SINTAXE DE REGÊNCIA

O QUE É SINTAXE DE REGÊNCIA?

A sintaxe de regência ocupa-se do estudo dos tipos de ligação existentes entre um verbo (regência verbal) ou nome e seus complementos (regência nominal). Dessa maneira, haverá os termos regentes, aqueles que precisam de um complemento, e os termos regidos, aqueles que complementam o sentido dos termos regentes.

► Regência verbal:
A regência verbal ocupa-se do estudo da relação estabelecida entre os verbos e os termos que os complementam ou caracterizam. Estudá-la nos permite aprimorar nossa capacidade expressiva, pois a partir da análise de uma preposição um mesmo verbo pode assumir diferentes significados. Observe:

Os parlamentares implicaram-se em escândalos por causa do desvio de verbas públicas. (implicar = envolver)
e
Os alunos implicaram com o novo coordenador. (implicar = ter implicância, aversão).

► Regência nominal:
A regência nominal estuda a relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos por ele regidos. É a partir da análise da preposição que essa relação será construída. Observe os exemplos:

A nova tarifa é acessível a todos os cidadãos.
Os atentados contra a embaixada deixaram vários feridos.
Eles preferiram ficar longe de 
todos.

Na regência nominal é interessante observar que alguns nomes apresentam o mesmo regime dos verbos de que derivam: se você conhece o regime de um verbo, conhecerá também o regime dos nomes cognatos, ou seja, dos nomes que têm a mesma raiz ou origem etimológica:



As crianças devem obedecer às regras.(obedecer = verbo)
Eles foram obedientes às 
regras. (obediente = nome cognato)

terça-feira, 16 de agosto de 2016

SINTAXE DE CONCORDÂNCIA

O QUE É SINTAXE DE CONCORDÂNCIA?

A sintaxe de concordância estuda a relação gramatical estabelecida entre dois termos. Ela pode ser verbal ou nominal. Observe os exemplos:


Os alunos ficaram entusiasmados com o passeio no museu
ou
Os alunos ficou entusiasmados com o passeio no museu?

A primeira opção é aquela que estabelece correta combinação entre o verbo e o sujeito. Se o sujeito (alunos = eles) está no plural, o verbo da oração deverá ser flexionado na terceira pessoa do plural: eles 'ficaram'.

► Concordância nominal:
               
                Os aluno indisciplinado foram suspenso da escola
ou
Os alunos indisciplinados foram suspensos da escola?


O segundo exemplo obedece às regras da concordância nominal porque nele o substantivo – alunos – concorda com seus determinantes, que podem ser artigo, numeral, pronome ou adjetivo. A concordância nominal é, portanto, a combinação entre os nomes de uma oração.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O VERBAL E O NÃO-VERBAL


No cotidiano, sem percebermos usamos frequentemente a linguagem verbal, quando por algum motivo em especial não a utilizamos, então poderemos usar a linguagem não-verbal.
Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação.

Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação.

A linguagem não-verbal pode ser até percebida nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.

Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma de comunicação não-verbal. Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção ou exprimir uma mensagem.

É muito interessante observar que para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma linguagem, seja verbal ou não-verbal.

Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao mesmo tempo.



A pintura de Tarsila de Amaral é um exemplo de linguagem não-verbal dentro da pintura. Para cada pessoa será uma mensagem.

Soneto de Fidelidade

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”.

O Soneto de Fidelidade de Vinícius de Morais corresponde a um belo exemplo de linguagem verbal, através de palavras.


O semáforo é um exemplo de linguagem não-verbal. Um objeto capaz de interferir na vida do ser humano de forma tão extraordinária, onde o sentido das cores comanda o trânsito.



Na história em quadrinhos de Maurício de Sousa fica bem claro como pode ocorrer ao mesmo tempo linguagem verbal e não-verbal, chamada de linguagem mista. Tem palavras e figuras.


A foto mostra uma mímica, através da feição do protagonista tem um significado, uma mensagem. Aqui ocorre linguagem não-verbal.