sexta-feira, 22 de junho de 2012

TEMAS ANTERIORES DO ENEM:

2000


2001


2002


2003


2004


2005


2006


2007


2008


2009

2010


2011


2012


2013


2014


2015


2016 - OS DOIS TEMAS:




AGORA É SÓ PRATICAR!!!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

SAIBA MAIS SOBRE O ENEM


PARA QUE SERVE O ENEM?

Para as pessoas que não sabem para que serve o Novo Enem (reformulado a partir do ano de 2009), aqui vão algumas informações:

·        É válido como certificado do Ensino Médio (acima de 18 anos);

·        Para financiamento de universidades particulares (ProUni e FIES);

·        Como nota total de vestibulares das universidades e institutos de ensino;

·        Como nota parcial dos mesmos; ou

·        Teste de conhecimentos.

COMO SERÁ A REDAÇÃO E QUAL O SEU PESO?

A redação deverá ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Quanto ao peso, as instituições que utilizam as notas do Enem como critério de seleção têm autonomia para definir o peso que darão a cada prova. Já para a seleção ao ProUni, a redação vale 50% da média geral.

MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA O ENEM

EIXOS COGNITIVOS
(Comuns a todas as áreas de conhecimento)

I - Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.

II - Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.

III - Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.

IV - Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.

V - Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PREPARAÇÃO PARA O ENEM/2012



O Enem 2012 vai acontecer nos dias 03 e 04 de novembro de 2012. Seis meses do ano já se passaram e é necessário daqui para a frente uma constante preparação para não ficar de fora do processo, ou seja, concorrer por concorrer apenas.

Este blog, que tem como características passar a teoria e também a prática para o estudo, vai começar uma série de postagens com exercícios, dinâmicas e comentários dos concursos passados. Mas não basta só ler, é imprescindível também exercitar, afinal, escrever se aprende escrevendo!

Para começar, a revista Atualidades (1º Semestre/2012) já está nas bancas e traz dezenas de temas interessantes e oportunos que poderão cair na prova de Redação, de História e de Geografia. É uma boa base, comenta com dados, estatísticas, citações, exemplos e da dicas sobre um universo de assuntos que farão com que o escrevente saiba, pelo menos, como começar o seu texto com riqueza de informações.



Não se esqueça: um bom texto começa sempre com a qualidade do que se lê! Então, mãos à obra... 

Abaixo uma série de leituras que não se pode ignorar, vai ajudar e muito na sua preparação para qualquer curso universitário:

Jornal:

Folha de São Paulo;
Brasil de Fato;
A Tarde;
Le Monde Diplomatique (versão brasileira).

Revistas:

Caros Amigos;
Piauí;
Scientific American;
Mundo Jovem;
Atualidades;
Língua Portuguesa;
Bravo;
História Viva;
Cult.

Livros:

Tudo da Literatura Nacional e Universal.

Boa Sorte!

terça-feira, 19 de junho de 2012

PRINCIPAIS USOS DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO


Os sinais de pontuação servem para marcar pausas (a vírgula, o ponto-e-vírgula, o ponto) ou a melodia da frase (o ponto de exclamação, o ponto de interrogação, etc.). Geralmente, estão ligados à organização sintática dos termos na frase, eles são regidos por regras.

Vírgula

1. Separamos por vírgulas os elementos que compõem uma enumeração. Podemos enumerar objetos, pessoas, fatos ou situações.

Ex.: Comprei lápis, borracha, caneta e caderno.
Encontramos Rafael, Sofia, Joaquim e seu irmão.

Obs.: O elemento final da enumeração aparece normalmente ligado pela palavra “e”. Não devemos utilizar a vírgula junto com o “e” neste caso. Portanto, seria errado escrever: Comprei lápis, borracha, caneta, e cadernos.

2. Podemos utilizar uma vírgula para separar do restante da frase expressões (formadas por três ou mais palavras) que indiquem tempo ou lugar.
Ex.: Encontrei, na Praça da República, um velho amigo.
No mês de agosto, um congresso internacional acontecerá em Barcelona.

3. Devemos separar por vírgulas as palavras ou expressões que usamos para chamar por alguém – os vocativos.
Ex.: Paulo, venha até aqui.
Saia do meio da rua, menino.
Ouve, ó Senhor, as nossas preces.

4. Costumamos também utilizar vírgulas para separar palavras ou expressões que explicam um termo anterior na frase.
Ex.: A psicologia, estudo do comportamento humano, é extremamente interessante.
Lemos as idéias de Platão, filósofo da antiguidade.
Ontem, Dia do Trabalho, houve muitas comemorações.

Uso de Vírgula antes do E

1. Usamos vírgula antes do “e” quando ele mudar o sujeito da frase.
Ex.: João foi dormir, e Maria foi caminhar.

2. Normalmente usamos vírgula antes do “e” quando este fizer parte de aposto ou de oração subordinada.
Ex.: A região cacaueira, e todo o sul da Bahia, sofre com a dengue.

Ponto-E-Vírgula

O ponto-e-vírgula marca uma pausa maior que a vírgula, porém menor que a do ponto. Por ser intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização.


- usamos ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas que já apresentem vírgula em seu interior; 
- nunca use ponto-e-vírgula dentro de uma oração. Lembre-se ele só pode separar uma oração de outra. 
Ex.: Com razão, aquelas pessoas reivindicavam seus direitos; os insensíveis burocratas, porém, em tempo algum, deram atenção a elas.

"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte, para ver a alma." Bernard Shaw

- o ponto-e-vírgula também é utilizado para separar vários incisos de um artigo de lei ou itens de uma lista.

Ex: [...] Considerando:
A) a alta taxa de juros;
B) a carência de mão-de-obra;
C) o alto valor de matéria-prima; [...]

Dois Pontos


Os dois-pontos marcam uma sensível suspensão da melodia da frase. São utilizados quando se vai iniciar uma seqüência que explica, identifica, discrimina ou desenvolve uma idéia anterior, ou quando se quer dar início à fala ou citação de outrem.

Ex.: Observe: (Percebeu? Vamos iniciar uma seqüência de exemplos, daí os dois pontos)
Descobri a grande razão da minha vida: você.
Já dizia o poeta: "Deus dá o frio conforme o cobertor".
"Por descargo de consciência, do que não carecia, chamei os santos de que sou devocioneiro: 
- "São Jorge, Santo Onofre, São José!"


Aspas

As aspas devem ser utilizadas para isolar citação textual colhida a outrem, falas ou pensamentos de personagens em textos narrativos, ou palavras ou expressões que não pertençam à língua culta (gírias, estrangeirismos, neologismos, etc)

Ex.: O rapaz ficou "grilado" com o resultado da prova.
Morava em um "flat" onde havia "playground".

Travessão

O travessão serve para indicar que alguém fala de viva voz (discurso direto). Seu emprego é constante em textos narrativos em que personagens dialogam. Leia o texto abaixo:

Ex.: -Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo...
- Um ano, ou mais.

- Podem se usar dois travessões para substituir duas vírgulas que separam termos intercalados, sobretudo quando se quer dar-lhes ênfase.

Ex.: Pelé - o maior jogador de futebol de todos os tempos - hoje é um bem-sucedido empresário.

Reticências

As reticências marcam uma interrupção da seqüência lógica do enunciado, com a conseqüente suspensão da melodia da frase. São utilizadas para permitir que o leitor complemente o pensamento que ficou suspenso.

Nas dissertações objetivas, evite reticências.
Ex: Eu não vou dizer mais nada. Você já deve ter percebido que...
"Num repente, relembrei estar em noite de lobisomem - era sexta-feira..."

Parênteses

Os parênteses servem para isolar explicações, indicações ou comentários acessórios. No caso de citações é referências bibliográficas, o nome do autor e as informações referentes à fonte também aparecem isolados por parênteses.

Ex.: "Aborrecido, aporrinhado, recorri a um bacharel (trezentos mil-réis, fora despesas miúdas com automóveis, gorjetas, etc.) e embarquei vinte e quatro horas depois..." Graciliano Ramos
"Ela (a rainha) é a representação viva da mágoa..." Lima Barreto.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

REDAÇÃO NOTA DEZ UEL



REDAÇÃO NOTA DEZ UEL/2001

O projeto de lei número 1676, de autoria do deputado Aldo Rebelo, proíbe os brasileiros de usarem termos em outras línguas na comunicação oficial, na mídia escrita, radiofônica e televisiva, na publicidade e no comércio. A imprensa debateu longamente o projeto, apresentando diferentes posicionamentos. Transcrevemos, a seguir, alguns deles:

“Estamos infectados pelo inglês. Para muitas pessoas a influência, num mundo globalizado, é natural. Há quem sustente, no entanto, que o brasileiro anda exagerando nas apropriações indébitas e fazendo a língua portuguesa sofrer de falta de personalidade”. (Istoé, 1612, 23/8/2000)

“No início do século passado, era a influência francesa que imperava no Brasil. Palavras aportuguesadas como chofer, restaurante e butique saíram de lá. Depois começamos a nos "dobrar" ao inglês com o futebol. Match, back, corner, só entendia quem jogava. Os puristas se rebelaram e quiseram até chamar o jogo de balípodo (do grego "bállein", arremessar). A prova de sabedoria da língua acabou criando terminologias nacionais, como escanteio e impedimento”. (Istoé, 1612, 23/8/2000)

“A linguista Diana Luz Pessoa, da Universidade de São Paulo, ressalva que a paixão nacional por vocábulos estrangeiros não se deve ao desconhecimento do idioma. "É uma questão de dominação cultural, mesmo. Só que língua não é questão para lei. Ninguém fala certinho por imposição", observa”. (Istoé, 1612, 23/8/2000)

“O projeto é fruto de uma ideia fora de lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção, assim como o mico-leão-dourado ou a arara-azul. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Para ilustrar essa tese, seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centeres (ops! Centros comerciais). Está certo que os abusos beiram o ridículo. Entre eles, estampar nas vitrines "sale" e "50% off" em vez de "liquidação" e "50% de desconto". No entanto, multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero”. (Veja, 1664, 23/8/2000)

Considere as opiniões acima e apresente o seu ponto de vista sobre o assunto. Diga se você é a favor ou contra uma lei deste tipo e apresente argumentos que amparem seu posicionamento.

Redação de aluno nota 10:
 
“Um projeto indesejável”


O projeto de lei que prevê restrições à utilização de termos estrangeiros nos meios de comunicação e no comércio não deve ser considerado uma boa ideia. A falta de conhecimento de seu idealizador, o purismo inconsequente e a falta de habilidade para analisar as causas do problema (e não seus efeitos) são motivos que justificam a inépcia da proposta.
Uma iniciativa que envolva modificações ou restrições no idioma de um país deve partir de um estudo muito bem elaborado na área de linguagem. Por meio desses estudos, chegar-se-á à conclusão de que a interinfluência linguística é fator natural na formação de qualquer língua, seja ela a portuguesa, a inglesa, a japonesa ou qualquer outra. O intercâmbio, é claro, aumenta em tempos nos quais os meios de comunicação se encontram em sua fase áurea, rompendo as barreiras geográficas que antes dificultavam a interação cultural e, consequentemente, linguística entre os povos.
Além disso, deve-se considerar que a iniciativa de "preservar" o idioma não é novidade nem atributo exclusivo do Brasil. Houve época em que os termos de outra língua internacional dominante - o francês - estiveram na berlinda. Não faltaram intelectuais conservadores que condenassem a "apropriação indébita" de galicismos, como se eles ameaçassem a nossa soberania e identidade linguísticas. Na França, atualmente um dos países mais conservadores em se tratando de idioma, existe uma política de protecionismo linguístico, a qual tenta desestimular, sem motivos plausíveis, a adoção de expressões estrangeiras, principalmente as inglesas.
O que as nossas autoridades deveriam levar em conta na verdade são as causas, e não as consequências da "invasão" de estrangeirismos no Brasil. Se a utilização do inglês, por exemplo, confere prestígio a algumas pessoas, isso se deve ao fato de os Estados Unidos serem o país de economia e, por consequência, cultura dominantes no mundo. Da mesma maneira como na época de dominação (e decadência) romana até os bárbaros queriam se apropriar do latim, que representava a cultura dominante, cá estamos atualmente, os países "bárbaros" do Terceiro Mundo, utilizando-nos da língua, da música, dos costumes e das ideias do império americano. Vê-se, assim, que a apropriação linguística é somente uma das várias provas de nossa submissão aos estadunidenses. Se se restringir a dinâmica linguística, também seremos proibidos de desfrutar outros produtos de sua cultura?
Logo, não é difícil enxergar que a ideia do deputado Aldo Rebelo não deve sair do papel. É, sem dúvida alguma, um “show” de incongruências.

COMENTÁRIO:
Você deve ter percebido que o texto acima é uma dissertação argumentativa. O autor expôs, logo no primeiro parágrafo, a sua tese, a sua opinião sobre o polêmico projeto de lei do deputado Aldo Rebelo. E, para comprová-la, utilizou-se, nos três parágrafos subsequentes, de argumentos sólidos e convincentes.  Em “Um projeto indesejável” é nítido o objetivo de convencer e opinar.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A REDAÇÃO OFICIAL




A Redação Oficial é a maneira peculiar de redigir, seguindo normas e técnicas estabelecidas. É comum a sua utilização quando em momentos formais, que necessitam ser documentados ou quando envolvem os três poderes constituídos do Estado: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
Assim como toda forma de correspondência, seus princípios básicos são a clareza, concisão, objetividade, precisão e correção.
O correto uso dos pronomes de tratamento é de fundamental importância nesse tipo de correspondência.
A Redação Oficial é muito cobrada em concursos.

Alguns tipos de Redações Oficiais:

·  ·        Memorando;
·        Ofício;
·        Ofício-Circular;
·        Carta;
·        Requerimento;
·        Ata;
·        Procuração;
·        Abaixo-Assinado;
·        Declaração;
·        Atestado, etc.

Pronomes de Tratamento mais usados nas Redações Oficiais:

1. AUTORIDADES DE ESTADO


Civis
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Excelência
V. Ex.a
Presidente da República, Senadores da República, Ministro de Estado, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Embaixadores, Vereadores, Cônsules, Chefes das Casas Civis e Casas Militares
Vossa Magnificência
V. Magª.
Reitores de Universidade
Vossa Senhoria
V. S.ª
Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais


Judiciárias
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Excelência
V. Ex.a
Desembargador da Justiça, curador, promotor
Meritíssimo Juiz
M. Juiz
Juízes de Direito


Militares
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Excelência
V. Ex.a
Oficiais generais (até coronéis)
Vossa Senhoria
V. S.a
Outras patentes militares
2. AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Santidade
V. S.
Papa
Vossa Eminência Reverendíssima
V. Em.ª Revm.ª
Cardeais, arcebispos e bispos
Vossa
Reverendíssima
V. Revmª
Abades, superiores de conventos, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral
3. AUTORIDADES MONÁRQUICAS
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Majestade
V. M.
Reis e Imperadores
Vossa Alteza
V. A.
Príncipes
4. OUTROS TÍTULOS
Pronome de tratamento
Abreviatura
Usado para
Vossa Senhoria
V. S.ª
Dom
Doutor
Dr.
Doutor
Comendador
Com.
Comendador
Professor
Prof.
Professor


quarta-feira, 13 de junho de 2012

OS TEXTOS JORNALÍSTICOS




Por Ana Paula de Araújo

A função do jornal é basicamente a comunicação. É um dos meios mais rápidos de ficarmos informados a respeito do que acontece no mundo. Dentro do jornal há várias sessões, que por sua vez abrigam vários tipos de texto. Há algumas características que são comuns a todos estes textos, enquanto há outras que servem para individualizá-los.
A nomenclatura dos textos normalmente é dada de acordo com as suas características e seus objetivos específicos de comunicação. Genericamente chamamos os textos que se apresentam nos jornais de “matéria”. Normalmente esses textos têm caráter informativo. As informações são apresentadas em ordem decrescente de importância ou relevância, seguindo assim o uma técnica chamada pirâmide invertida. Ou seja, a base do texto (conteúdo mais importante) fica em cima e o ápice (conteúdo mais superficial) embaixo.
O primeiro parágrafo do texto é chamado de “lide” ou “lead” (inglês) e carrega o conteúdo mais denso da matéria, as principais informações. Esse recurso é usado para que as pessoas possam ter acesso fácil e rápido à informação e tenham a oportunidade de selecionar as matérias que realmente lhes interessam para prosseguir com a leitura. Geralmente o título da matéria é baseado no lide. Vejamos alguns dos mais característicos tipos de textos jornalísticos e suas principais especificidades:

Notícia: Caracteriza-se pela linguagem direta e formal. Tem caráter informativo e é escrito de forma impessoal, frequentemente fazendo uso da terceira pessoa. Inicia-se com o lide e se segue com o corpo da notícia. Enquanto na primeira parte estão registradas as principais informações do fato, no corpo do texto estão presentes os detalhes (relevantes ou não), as causas e as consequências dos fatos, como, onde e com quem aconteceu, e a sua possível repercussão na vida das pessoas que estão lendo. Pode ter ou não um público alvo (jovens, políticos, idosos, famílias), caso tenha a linguagem poderá ser adaptada para o melhor entendimento.
Editorial: Não é exatamente um tipo de texto, mas uma sessão do jornal que possui textos selecionados e agrupados através de seu conteúdo, público ou objetivo. Os jornais são divididos em vários editoriais que podem ou não estar encadernados separadamente. Entre os editoriais mais comuns estão: Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classificados, Coluna Social, etc.
Reportagem: Tem por essência a descrição e caracterização de eventos. Para isso a reportagem conta com algumas perguntas que, ao serem respondidas, formarão a estrutura da reportagem. Em Inglês chamamos as perguntas a seguir de WH Questions, e elas servem para melhor estruturar a reportagem: O quê?, Como?, Quando?, Onde?, Por quê?, Quem? (3Q + P + O + C).
Nota: Texto curto composto apenas pelo lide. Normalmente trata de algum assunto de fácil compreensão e assimilação e que seja do interesse do leitor. Algo que já tenha sido noticiado ou que não possui detalhes relevantes para serem descritos.
Além desses, há outros cuja estrutura é mais complexa e a ocorrência vai além-jornal, como a crônica, o artigo, a entrevista, etc.
Normalmente, o processo de produção de um texto jornalístico se divide em quatro fases: a pauta (escolha do assunto), a apuração (verificação dos fatos e de provas), a redação (organização das ideias transformando-as em texto) e a edição (locação desses textos no jornal, correção e revisão dos mesmos).

terça-feira, 12 de junho de 2012

RESUMO



Antes de ler, resumir ou produzir qualquer texto precisamos ter consciência de que:

• A antecipação do conteúdo do texto pode facilitar a leitura;
• Todo texto é inscrito tendo em vista um leitor potencial;
• O texto é produzido tendo em vista o veículo em que irá circular;
• O texto é determinado pela época e local em que foi inscrito;
• Todo o texto possui um autor que tem um objetivo.

A primeira etapa para escrever um bom resumo é compreender o texto que será resumido. Auxilia essa compreensão o conhecimento sobre o autor, sua posição ideológica, seu posicionamento teórico, etc. Também é preciso detectar as ideias que o autor coloca como sendo as mais relevantes, buscando, sobretudo quando se tratar de gêneros argumentativos (artigos de jornal, artigos científicos, teses, resenhas, etc), identificar:

• A questão que é discutida;
• A tese, a posição que o autor rejeita;
• A tese que o autor sustenta;
• Os argumentos que sustentam ambas as posições;
• A conclusão final do autor.

Para que o texto seja coeso e coerente, é preciso indicar as relações entre as ideias do resumo e explicitar as relações entre as ideias do texto. Para isso, utilizamos os organizadores textuais ou conectivos, que melhor expressem as relações entre as ideias do texto original.

Um resumo é um texto sobre outro texto, de outro autor e isso deve ficar sempre claro, mencionando-se frequentemente o seu autor, para evitar que o leitor tome como sendo nossas as ideias, que, de fato, são do autor do texto resumido.

Geralmente, iniciamos o resumo com o nome do autor e, ao longo do texto, podemos referir a esse autor utilizando seus sobrenomes, sua profissão, pronomes, a expressão “o autor, a autora”.

• O resumo deverá ser fiel às ideias do autor do texto resumido;
• O resumo é um guia para o texto original;
• O resumo é um texto breve, conciso e objetivo;
• O resumo é um texto que não poderá conter pormenores.

Antes do resumo, coloque a referencia bibliográfica.

(Fonte: http://pt.scribd.com/doc/50940792/Resumo-Academico)