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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO DO CFO A - BAHIA 2016


REDAÇÃO DE EXEMPLO:

A HUMANA EXISTÊNCIA!

De Aristóteles a Darwin, o homem foi celebrado como a mais excelente máquina já composta pela Natureza. Topo da cadeia evolutiva, além de albergar o polegar opositor e o tirocínio, o ser humano dispõe para si de uma interminável rede de ligações com o transcendente, com o filosófico, com os sonhos e também com o sentimento de justiça.
Thoman Mann já afirmou alhures que o homem é o lobo do homem. Por conta disso, apesar de todas as expectativas positivas, morais e éticas, conseguidas ao longo dos evos, ele, o homem, deixa-se arrastar por atavismos, preconceitos, emoções egoicas, que o fazem um predador, muitas vezes um animal irracional. Hodiernamente, assiste-se a todo instante a crueldade que é capaz, na corrupção da sociedade, nas relações supérfluas, nos vícios de caráter, na ambição desmedida - causando mal a outrem -, na vida vazia, enfim. Os noticiários abundam de espécimes desse jaez, alguns deles em cargos de alta hierarquia no plano político e coorporativo.
É preciso focar, no entanto, o lado bom desse aglomerado biológico onipotente. Ao se examinar a fundo a história da humanidade, desde o Código de Hamurabi, percebe-se o que de positivo esses seres já construíram e são capazes de realizar ainda mais. As 07 maravilhas do mundo, antigas e novas, provam isso. Mas é no campo da virtude, da honra, da honestidade que os exemplos pululam aos olhos. Anjos transvestidos de homens habitaram o planeta, nas pessoas de Francisco de Assis, Madre Teresa e um Martin Luther King, entre tantos outros. E é aí que se descobre o quanto esse ente é belo e virtuoso: quando se esquece de si mesmo para pensar no próximo.
Destarte, é preciso que o homem enxergue novos horizontes a respeito de si e daqueles que o cercam. Antes de tudo, investir em educação e cultura nunca é demais: a leitura e a arte têm que ser a porta de entrada para a transcendência humana, como bem afirmou Schopenhauer. Em seguida, valorizar o outro como um cidadão, repleto de direitos e deveres, fará grande diferença no mundo coetâneo. E, por fim, a família é o núcleo da existência, a célula-máter dos parâmetros que todos detêm para o socializar-se. Quem sabe assim o mundo alcançasse mais virtuosidades que se supõem tão distantes!

Gustavo Atallah Haun – Editor de O Blog de Redação, professor, espírita e maçom. (g_a_haun@hotmail.com)

terça-feira, 9 de abril de 2013

SERÁ QUE CHEGA ATÉ A COPA?

Interior da Arena Fonte Nova.

Com a reinauguração da (Itaipava?) Arena Fonte Nova, um amigo confidenciou-me: não dou dois meses para estar tudo destruído. Fui mais otimista: no primeiro rebaixamento de ambos – Bahia ou Vitória – os torcedores destruirão os assentos, farão das barras de ferro armas e invadirão o campo arrasando com tudo!
Em primeiro lugar, é uma infelicidade tremenda chamar um estádio de futebol de “arena”. Parece um retorno à barbárie, quando nas arenas da antiguidade se esfolava, matava, queimava etc., por mera distração dos imperadores entediados, além de diversão e alienação das massas.
Mas a verdade é que nós, brasileiros, não temos a educação anglo-saxônica que a Fifa impõe em competições internacionais. Se na Europa os torcedores podem beber cerveja, assistir a jogos sem alambrados e fosso, sentadinhos e quietos em cadeiras acolchoadas, é porque tem uma Polícia eficiente, uma Justiça que funciona, uma fiscalização competente. E educação!
No Brasil, o que manda são os cambistas, a impunidade, o suborno e a falta de trato com o patrimônio público... Salvo raríssimas exceções.
Antes de reinaugurar os estádios das Copas que virão logo mais, tinha-se que fazer um amplo projeto de educar o povo, de conscientizar a população, de ensinar a nação a usar um bem que custou caro - quase todos ultrapassaram seus orçamentos iniciais – e que é de todos! Aliás, um bem que não é essa “coca-cola” toda!
Reportagens do UOL de domingo e segunda, dias 07 e 08 de abril, traziam os inúmeros defeitos da recente Fonte Nova: fiações soltas, tapumes impedindo acesso, problema de estacionamento, materiais de construção largados na obra, poltronas sem parafusar, as vias inacabadas no entorno, poças de água embaixo dos assentos e, o pior, mais de 06 mil lugares com ponto cego no estádio, ou seja, o sujeito vai para assistir e não assiste!
Porque no Brasil, querido leitor, é assim, tudo feito nas coxas, afinal, aqui é terra de ninguém! Faz-se o que quer: ninguém reclama, ninguém quer se comprometer, ninguém prende os que (des) mandam!
Um espaço que custou quase 700 milhões de reais, acusado de a maioria da verba ter sido desviada do FUNDEB, e ainda mal feito. É brincadeira!
Ai, ai, ai... E ainda têm os que sonham com isso aqui civilizado! Polido! Urbanizado! Com certeza não será para esta, nem para as próximas gerações. É esperar para ver.
Gustavo Atallah Haun - Professor.