Mostrando postagens com marcador Futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de abril de 2013

SERÁ QUE CHEGA ATÉ A COPA?

Interior da Arena Fonte Nova.

Com a reinauguração da (Itaipava?) Arena Fonte Nova, um amigo confidenciou-me: não dou dois meses para estar tudo destruído. Fui mais otimista: no primeiro rebaixamento de ambos – Bahia ou Vitória – os torcedores destruirão os assentos, farão das barras de ferro armas e invadirão o campo arrasando com tudo!
Em primeiro lugar, é uma infelicidade tremenda chamar um estádio de futebol de “arena”. Parece um retorno à barbárie, quando nas arenas da antiguidade se esfolava, matava, queimava etc., por mera distração dos imperadores entediados, além de diversão e alienação das massas.
Mas a verdade é que nós, brasileiros, não temos a educação anglo-saxônica que a Fifa impõe em competições internacionais. Se na Europa os torcedores podem beber cerveja, assistir a jogos sem alambrados e fosso, sentadinhos e quietos em cadeiras acolchoadas, é porque tem uma Polícia eficiente, uma Justiça que funciona, uma fiscalização competente. E educação!
No Brasil, o que manda são os cambistas, a impunidade, o suborno e a falta de trato com o patrimônio público... Salvo raríssimas exceções.
Antes de reinaugurar os estádios das Copas que virão logo mais, tinha-se que fazer um amplo projeto de educar o povo, de conscientizar a população, de ensinar a nação a usar um bem que custou caro - quase todos ultrapassaram seus orçamentos iniciais – e que é de todos! Aliás, um bem que não é essa “coca-cola” toda!
Reportagens do UOL de domingo e segunda, dias 07 e 08 de abril, traziam os inúmeros defeitos da recente Fonte Nova: fiações soltas, tapumes impedindo acesso, problema de estacionamento, materiais de construção largados na obra, poltronas sem parafusar, as vias inacabadas no entorno, poças de água embaixo dos assentos e, o pior, mais de 06 mil lugares com ponto cego no estádio, ou seja, o sujeito vai para assistir e não assiste!
Porque no Brasil, querido leitor, é assim, tudo feito nas coxas, afinal, aqui é terra de ninguém! Faz-se o que quer: ninguém reclama, ninguém quer se comprometer, ninguém prende os que (des) mandam!
Um espaço que custou quase 700 milhões de reais, acusado de a maioria da verba ter sido desviada do FUNDEB, e ainda mal feito. É brincadeira!
Ai, ai, ai... E ainda têm os que sonham com isso aqui civilizado! Polido! Urbanizado! Com certeza não será para esta, nem para as próximas gerações. É esperar para ver.
Gustavo Atallah Haun - Professor.

sábado, 17 de novembro de 2012

REDAÇÃO X FUTEBOL




Em uma tentativa de conscientizar os estudantes, sempre faço uma comparação entre escrever um texto e o futebol, pois eles têm características muito semelhantes, que podem ajudar quem está em busca de socorro linguístico!
A arte futebolística não é somente a que aparece nos meios de comunicação na hora da partida. Há que se falar das horas intermináveis de treino. E este serve para trabalhar cada parte em separado: treina-se chute a gol, cobrança de escanteio, de falta, de pênalti, treina-se drible, faz-se preparo físico etc.
A ralação e o suor – muitas vezes desconhecidos da massa – são exaustivos para que dê tudo certo logo mais no jogo que virá, ou seja, tudo isso para, na hora H, o sujeito-atleta estar preparado para ser o melhor, para render em campo de forma completa, tendo aperfeiçoado suas táticas e talento.
Com a escrita não é diferente. É extremamente importante treinar-se antes, de todas as formas, para que a redação final fique no mínimo aceitável. É imperioso dominar o básico das regras de gramática, de estilística, de estrutura, para, na hora H, a hora do concurso ou do vestibular, sair tudo a contento.
O sujeito-redator, então, deve treinar pontuação, acentuação, ortografia, coesão, coerência, argumentação e tantas outras coisas, como o boleiro treina para o esporte bretão.
O problema surge quando o aluno não lê e não quer treinar: deseja aprender a escrever texto como uma mágica, uma varinha de condão, que o faça redigir do nada! Assim como deve ser dureza para o treinador de educação física se deparar com os atletas que não querem treino antes do jogo.
Fazer o quê? É ter paciência!