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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ESTÁ CHEGANDO A HORA! VENHA TREINAR MAIS UM TEMA DE REDAÇÃO:

Tema DE REDAÇÃO: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios

Após a leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I:
O Brasil vai se tornar um país de idosos já em 2030, diz IBGE Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
[...] Os números do IBGE mostram ainda que a principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo de 65 anos ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, destaca a necessidade de atenção a esta mudança na composição da população. “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que irão se aposentar no futuro e tem carteira assinada) têm mais garantias. O sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, afirma. (Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-setornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-izibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html. Acesso em maio de 2015.)

TEXTO II:
TEXTO III:
Segundo IBGE, 4,5 milhões de idosos estão no mercado de trabalho
Lá vai Seu Vianelo para mais um dia de trabalho. E ele levantou foi bem cedinho. Antes do despertador. “Ponho para despertar às 6 horas, mas ele nunca desperta, nunca desperta”, conta Seu Vianelo Coelho Da Silva, 94 anos.
Aos 94 anos, de segunda a sábado ele está sempre fiscalizando o conserto das estradas em Nerópolis, a 30 quilômetros de Goiânia.

Vianelo: Agora eu quero aproveitar a vida. Não está certo?
Jornal Nacional: E trabalhar significa aproveitar a vida?
Vianelo: Quando eu morrer eu fecho o olho para descansar.

Até pouco tempo atrás a regra era essa: a pessoa envelhecia, se aposentava e ficava em casa. E aí toda experiência profissional adquirida ao longo dos anos já não tinha mais nenhuma utilidade. E foi justamente pensando em toda essa experiência que estava sendo desperdiçada que essa rede de supermercados decidiu
contratar os idosos. E 20% do quadro de funcionários já tem idade pra parar de trabalhar. O Seu Vicente, beirando os 71 anos, é pura disposição.

Jornal Nacional: Posso dizer então que o senhor mexe com eletricidade e é ligado no 220.
Vicente Goes Nogueira, eletricista: 220 fico 24 horas.
Jornal Nacional: O senhor não desliga nunca.
Vicente Goes Nogueira: Nunca desligo.

Segundo o IBGE, dos 15 milhões de idosos no Brasil, 4,5 milhões estão no mercado de trabalho. A dona Wilma já se aposentou, mas nem pensa em parar.
[...]

(Disponível em: http://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2015/04/segundo-ibge-45-milhoes-de-idososestao-no-mercado-de-trabalho.html. Acesso em maio de 2015.)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

NOVO TEMA FRESQUINHO!

A quem cabe a responsabilidade sobre a escolha alimentar da população?

Em 2008, o Ministério da Saúde lançou uma ofensiva para tentar regulamentar a propaganda de alimentos que apresentassem altos teores de açúcar, sal e gordura. Entre as propostas estavam a restrição do horário de veiculação de anúncios desses produtos e a exigência de divulgação de mensagens de alerta sobre os males desses ingredientes como: "O consumo excessivo de gordura aumenta o risco de desenvolver diabetes e doença do coração”. O ministério alegava tratar-se de um problema de saúde pública, uma vez que as crianças são o alvo principal da propaganda desses produtos. Porém, como não foi criada nenhuma lei específica até o momento, os projetos não entraram em vigor. O índice de obesidade infantil cresce todos os anos e, diante disso, é possível perguntar: o governo deveria criar alguma lei para controlar as propagandas das redes de fast-food? A quem cabe, afinal, a responsabilidade sobre a escolha alimentar da população? Ao governo, à família, à sociedade?

Lei do fast-food

Depois de seis meses de queda de braço entre a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a indústria de alimentos, a área jurídica do governo se prepara para dar "ganho de causa" ao setor privado.

Em junho, a agência baixou resolução determinando que a propaganda de refrigerantes e de alimentos com elevados índices de açúcar, sódio e gordura saturada ou trans trouxesse advertência sobre os riscos à saúde, em caso de consumo excessivo. As crianças eram o alvo da medida. A AGU (Advocacia-Geral da União), porém, tem pronto parecer final em que corrobora a visão da indústria de que a exigência só vale se o Congresso aprovar lei específica sobre o tema. [Folha de S. Paulo, 16 de janeiro de 2011]
 

Fast-food do bem?

Esta é para deixar pais e especialistas de cabelo em pé: a obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos e hoje atinge cerca de 15% dos baixinhos brasileiros, ou cerca de 5 milhões de crianças. Quem garante é a Sociedade de Pediatria de São Paulo. Dados do gênero explicam por que todos apontam o dedo em riste para a dobradinha hambúrguer e batata frita, ícones da chamada comida trash, que a garotada devora num piscar de olhos. A boa notícia é que uma luz de esperança começa a brilhar nesse cenário tão sombrio.

Em resposta à acusação, o cardápio dessas fábricas de delícias gordurosas está abrindo espaço para itens praticamente impensáveis há alguns anos, como saladas, sucos, grelhados, queijinhos e até frutas. O movimento é mais forte nos Estados Unidos, mas felizmente a tendência já está desembarcando por aqui, mesmo que timidamente. “Devido aos altos índices de obesidade e de doenças crônicas, essa providência, mais do que desejável, é necessária”, opina a nutricionista Bianca Chimenti, da Nutrociência, em São Paulo. É um começo, mas, segundo a especialista, ainda não é o suficiente. “Precisamos de campanhas de educação alimentar para pais e filhos”, diz Bianca.

É proibido proibir

Vamos ser francos. Não dá para riscar da vida dos filhos os sanduíches e os milk shakes. Fazer isso seria também privá-los do convívio social, porque se tem um programa que a garotada adora é ir com a turma à lanchonete. “Em vez de proibir, o melhor é controlar esse tipo de alimento”, argumenta Fábio Ancona Lopez, professor titular do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Por serem muito gordurosas e pobres em fibras, vitaminas e minerais, o ideal é que essas comidas sejam consumidas uma ou duas vezes por mês”, sugere.

(...)

Tem razão, as crianças às vezes vencem pelo cansaço. Para o bem delas, resista, explique, eduque. A nutricionista Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo, ensina o caminho das pedras:

1. Lanchonete todos os dias, só em sonhos. Deixe isso muito claro.
2. Sugira lanches sem muito recheio, como o cheeseburguer ou o cheese-salada. Se puder, suma com a maionese, muito rica em gordura. O cachorro-quente é uma boa pedida, desde que venha com pouco acompanhamento.
3. Uma generosa porção de fritas pode perfeitamente ser compartilhada por duas ou três pessoas. Não precisa mais do que isso para matar a vontade.
4. Se o pequeno insistir no refrigerante, tudo bem. Mas proponha substituí-lo por suco de frutas ou água.
5. Outra troca justa: a maionese pelo trio ketchup, mostarda e picles para incrementar o sanduíche.
6. É milk-shake ou batata frita. Ambos é overdose de calorias. [Saúde]

Fast food, obesidade e colesterol

Para verificar os efeitos de uma dieta baseada em fast-food, o norte-americano Morgan Spurlock decidiu passar um mês se alimentando exclusivamente de hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes – de preferência com as maiores porções disponíveis no cardápio. O resultado foram 11 quilos a mais, aumento do colesterol e sintomas variados como náuseas e fraqueza. A gordurosa saga foi registrada em “Super size me - A dieta do palhaço” (2004), filme que divertiu ao mesmo tempo em que chocou plateias em todo o mundo.

Um estudo feito por pesquisadores de diversas instituições norte-americanas, publicado na revista médica “The Lancet”, mostra de forma categórica que tal dieta realmente faz mal à saúde. [Agencia Fapesp, 04/01/2005]

Observações

·         Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
·         Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
·         Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
·         Não esqueça de dar uma intervenção ao problema enfocado.