Mostrando postagens com marcador Preparação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Preparação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de abril de 2016

REDAÇÃO & LEITURA

Redação identifica quem sabe ler

Por Paulo César Bacelar Pinheiro*

Especial para a Folha
 Imprimir Comunicar erro
A prova de redação da Unicamp é uma das mais famosas. Tormento para muitos, boa oportunidade de sucesso para quem mantiver a calma e seguir corretamente as orientações que a própria instituição fornece no manual do candidato.

A prova apresenta diferentes opções de temas e de modalidades textuais, por isso escolher bem a proposta que vai desenvolver já é um bom começo.

Em comum, todas as propostas trazem uma coletânea de textos, que deve ser utilizada pelo candidato durante a realização da prova. As coletâneas não estão lá apenas para enfeitar, elas são um recurso fundamental para que os objetivos da avaliação sejam efetivamente atingidos.

Além da capacidade de expressão escrita, a prova de redação pretende identificar aquele aluno que sabe ler criticamente, que é capaz de interpretar dados e fatos e de construir, a partir deles, um texto claro, coeso e coerente.

Desse modo, é essencial o manuseio do conteúdo dos textos constantes das coletâneas, desprezá-los significa anulação de sua redação.

Os critérios de avaliação não apresentam novidade, mas nem por isso devem ser desprezados. Parta do princípio de que seu texto é resposta a uma questão específica, essa questão é a proposta temática apresentada.

Assim, na produção de seu trabalho, para que ele atinja o máximo de correção possível, escreva à luz dos critérios pelos quais a avaliação será encaminhada.

A Unicamp não faz mistério quanto a esses critérios. Em primeiro lugar, exige adequação ao tema que foi proposto e ao tipo de texto solicitado.
Fuga do tema e do tipo de texto requerido -por exemplo: desenvolver uma narrativa quando o pedido foi uma dissertação- significa anulação de sua redação.

Outro critério fundamental é a utilização da coletânea de textos que acompanha cada proposta. Os textos escolhidos servem para verificar a capacidade do vestibulando de identificar e tirar proveito do que for importante para sua argumentação.

Atenção: jamais transcreva ou despreze os textos. Isso é considerado falta grave e também implica anulação da redação.

Articule os argumentos com coerência, deixe bem evidentes o início, o meio e o fim de sua produção. Com sensatez combine argumentos que concorram para a defesa de um ponto de vista.

Organize o conteúdo de seu texto de forma coesa, preste bastante atenção aos pronomes e às conjunções que emprega. Observe se esses elementos estão, de fato, traduzindo o tipo de relação que você estabelecer entres as frases.

O bom senso exige que a linguagem seja adequada à modalidade de texto que estiver desenvolvendo. Dissertação não é seara para coloquialismos nem para marcas de oralidade. Por outro lado, numa narrativa, na fala de uma personagem, desde que o contexto peça, tal tipo de linguagem é aceitável.

Na dissertação, opte pela linguagem formal, denotativa, objetiva e sem aqueles artifícios alegóricos que apenas tornam o texto pomposo e cansativo. Faça-se comunicar com clareza e exatidão.

Para finalizar, dois lembretes e uma receita.


  • Primeiro: não se esconda atrás da manjada desculpa da falta de inspiração. Escrever é ato intelectual, não é emocional, por isso exige conhecimento e raciocínio, é um exercício objetivo da razão.
  • Segundo: os temas de redação usualmente propostos em vestibulares estão diretamente relacionados à vida atual. Tenha certeza de que os livros, jornais e revistas que você leu ultimamente serão úteis para a fundamentação de suas idéias.
  • A receita: considere todos os ingredientes para um bom texto já citados, adicione as técnicas de redação já aprendidas, mas não esqueça de temperar todos eles com seu toque individual.

    O modo de preparar consiste apenas em colocar as estratégias estudadas a serviço de seu ponto de vista e em evitar seguir, como um autômato, receitas de textos prontas, daquelas adquiridas nas prateleiras de algum cursinho.

    Defenda consciente, correta e objetivamente uma opinião sua. O resultado final será bem mais saboroso!
Por Paulo César Bacelar Pinheiro*

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PREPARAÇÃO PARA A PROVA DE REDAÇÃO



É sempre importante estarmos atentos para a realidade mundial e em especial a brasileira, temos de ler e assistir jornais, ler revistas etc., em síntese, estar em sintonia com as notícias. Os vestibulares e concursos atuais exploram com certo peso essas atualidades, incorporando o aspecto do dia-a-dia. Quaisquer temas estão cotados para servir de escopo à elaboração de um texto dissertativo, mas, o mais importante é que o vestibulando esteja preparado para enfrentar a tudo e a todos.
As provas de hoje estão todas intertextualizadas, com a integração de conteúdos comuns à prova de gramática, literatura e interpretação de texto, nas quais o senso crítico e de compreensão do vestibulando farão a diferença. Se for de seu interesse produza alguns textos e envie para análise de um corretor, com o tempo, e com a prática de escrever, estará apto a produzir qualquer tipo de texto que venha a ser proposto. Escrever bem não é coisa do outro mundo, é alcançável a todos, basta apenas interesse.
Na produção de um texto, o mais importante é como você organiza as ideias. Muitas vezes o candidato sabe muito sobre o assunto, todas as suas causas e consequências, argumentos e contra-argumentos, porém ele não tem a preocupação de organizar suas ideias, e isso, certamente, é o responsável pela reprovação de muitos na prova de redação, lembrando que nas universidades, como em outros concursos, a redação equivale a 40% ou 50% do total da prova de língua portuguesa.
Quanto à opinião pessoal no ato da elaboração de um texto dissertativo, você obrigatoriamente terá de ter um posicionamento. Veja bem, é diferente de opinião, você NUNCA deverá utilizar o termo "na minha opinião", isso é fatal. Mas terá de ter um posicionamento. O modo de correção da prova é muito rígido, de modo que determinado professor não possa também expor sua opinião, julgando o aluno ao espelho de seu pensamento. A prova é corrigida sempre por dois ou três professores, e eles se revezam também para revisá-la, portanto não se preocupe com o modo como será julgado. A correção abordará aspectos formais do texto, o emprego da gramática normativa, o senso crítico e a correlação tema/texto.
Os grandes escritores – eu disse os grandes escritores, hein? – possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.
Os alunos, geralmente, não possuem muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e fecho. Há também exórdio, desenvolvimento e peroração. Todos esses nomes referem-se aos mesmos elementos. Parece-nos que é irrelevante o nome que cada pessoa atribui. O importante é que as pessoas saibam que elas devem existir em sua redação.