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quarta-feira, 11 de junho de 2014

REDAÇÃO CESPE/UnB




Postado por Juliana de Albuquerque Em fevereiro - 28 – 2011



Muitos concurseiros ficam curiosos para saber os segredos de como fazer uma boa uma redação em um concurso público e  como conseguir uma nota acima de 9,0, principalmente quando a banca organizadora do certame é bastante exigente, como o Cespe/UnB. Confira um texto, produzido por uma concurseira que preferiu não se identificar, referente à prova discursiva para o cargo de técnico administrativo do concurso promovido, em 2010, pelo Ministério Público da União (MPU). A redação foi feita  nas 30 linhas exigidas pela organizadora e recebeu nota 9,87 da comissão do Cespe/UnB, responsável por corrigir as redações.  O candidato deveria redigir um texto dissertativo acerca do seguinte tema: A importância do planejamento (estratégico, tático e operacional) para o sucesso da realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Confira.

A escolha de um país par sediar um evento de importância e visibilidade mundial, como a Copa do Mundo, traz benefícios econômicos, políticos, sociais e culturais incalculáveis para o local sede da competição. Tal oportunidade deve ser planejada, gerida e ter suas ações controladas da melhor forma possível e por uma equipe competente e capaz de colocar em prática  o que foi estabelecido pela direção. Um plano de ação eficiente e eficaz é o início para o sucesso do espetáculo esportivo e fruto de uma harmonia e integração entre os planejamentos estratégico, tático e operacional.
O ideal é que, no máximo dois meses antes da Copa do Mundo de 2014, o Brasil esteja pronto para receber a competição e as pessoas provenientes de vários países. Para isso, é preciso que a direção do evento estabeleça um planejamento estratégico, contínuo, permanente, porém flexível às demandas que forem surgindo ao longo de sua execução. Assim, serviços de infra-estrutura, construção de estádios e melhorias em transporte e segurança, por exemplo, não serão realizados aleatoriamente. As ações, os prazos para finalização das atividades, as prioridades, orçamento, recursos disponíveis e possíveis parcerias serão estabelecidas nesse planejamento estratégico. O mesmo é feito a partir de um diagnóstico estratégico, da definição dos objetivos, metas, cenários e estratégias para driblar dificuldades, como escassez de recursos.
Após o estabelecimento do plano estratégico pela direção, o mesmo é repassado para os supervisores da organização da Copa do Mundo. Esses terão como missão repassar para o pessoal envolvido diretamente nas atividades o plano feito inicialmente. O planejamento tático consolidará esse controle entre o estabelecido pela direção e o efetuado no dia-a-dia. Já o plano operacional estabelecerá a avaliação e a checagem do que está sendo feito, do cumprimento dos prazos, dos materiais necessários que estão faltando para o andamento da obra, por exemplo.
Para que o Brasil se consolide no cenário mundial, como um País que organiza de forma eficiente e eficaz um evento do nível de uma Copa do Mundo, é necessário planejar. Recursos e boa estrutura não suprem a ausência de um planejamento bem feito. Esse por sua vez só será alcançado a partir de uma excelente interligação e harmonia entre os planos estratégico, tático e operacional.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MOSTRAGEM SOBRE ESCOLAS BRASILEIRAS

03/06/2013 - 21h19
Maior parte das escolas brasileiras tem apenas infraestrutura básica
DA AGÊNCIA BRASIL

A maior parte das escolas brasileiras (84,5%) apresenta uma estrutura elementar ou básica. Isso significa que tem apenas água, banheiro, energia, esgoto, cozinha, sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora.

Na outra ponta, 0,6% das escolas apresenta uma infraestrutura considerada avançada, com sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, parque infantil, além de laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades especiais.

A conclusão é do estudo dos pesquisadores José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Uma Escala para Medir a Infraestrutura Escolar.

Os pesquisadores utilizam dados do Censo Escolar 2011 do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O estudo foi feito com dados de 194.932 escolas, incluindo públicas e privadas, rurais e urbanas.


O estudo mostra que mais de 44% das escolas da educação básica brasileiras ainda apresentam uma infraestrutura escolar elementar, apenas com água, banheiro, energia, esgoto e cozinha.

Os pesquisadores se dizem surpreendidos com os resultados. "Há um percentual alto de escolas que não têm requisitos básicos de infraestrutura, como sala de diretoria, sala de professor e biblioteca. Assim, fica transparente a necessidade de políticas públicas que visem a diminuir as discrepâncias e promover condições escolares mínimas para que a aprendizagem possa ocorrer em um ambiente escolar mais favorável", diz o artigo.

"A criança, quando chega na escola, tem que ter equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho dele, assim como a escola", explica um dos autores do estudo, José Soares Neto.

"O Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento para resolver um problema que não é simples".

Dividindo-se por região, o Nordeste apresenta a maior porcentagem de escolas com estrutura elementar: 71%; e apenas 0,3% com estrutura avançada. A maior porcentagem de escolas com estrutura avançada está na região Sul: 1,6% --na região, 19,8% das escolas têm estrutura elementar.

Fotos que retratam algumas realidades das escolas brasileiras.
Levando-se em consideração a administração, mais da metade das escolas públicas federais (58,1%) têm uma infraestrutura adequada, ou seja, além dos itens básicos, como água, energia e cozinha, têm sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva e parque infantil. Essas escolas têm uma estrutura melhor do que as estaduais ou municipais e até mesmo que as particulares, cuja maioria (58,4%) têm uma estrutura básica.



Outro dado destacado pelos pesquisadores é a diferença entre as escolas urbanas e rurais. "Enquanto 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria", diz o estudo.