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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
PEDRAS DE AMOLAR
Sêo Oscar era um dos homens mais
ricos da Bahia, com certeza o maior cacauicultor individual do mundo à sua
época.
A fama dele corria léguas e mais
léguas: homem previdente, astuto e trabalhador. Ninguém lhe passava a perna.
Corria a estória de que até seu genro tinha tentado assassiná-lo (de olho na gorda
fortuna!), porém não havia logrado êxito, pois Sêo Oscar fora mais esperto...
Havia migrado de Sergipe para o
sul da Bahia em busca de terras e riquezas. E as conseguiu, com muito suor e
dedicação.
O tempo passava e Sêo Oscar só prosperava
ainda mais.
Certa feita ele se dirigiu ao
antigo Banco Nacional – era um dos maiores correntistas da instituição – e
pediu para reaver sua aplicação. Era muito dinheiro. O Banco consultou o saldo:
mais de milhões! Trabalheira danada. Contaram, recontaram. Colocaram em várias
maletas o seu valioso vintém. No fim do dia, quando lhe entregaram o montante,
ele disse ao gerente:
- Ô, seu menino, sabe de uma, não vou levar o dinheiro, não... Só queria
saber se vocês tinham guardado ele bem, aí...
As más línguas criaram inúmeras
lendas sobre Sêo Oscar, como a de que ele amarrava um comprimido de melhoral e tomava para passar a dor de
cabeça constante. Quando estava bom da dor, puxava de volta o cordão, guardando
o remédio para uma próxima vez...
Como disse, muitas, muitas
lendas! E o homem era famoso por elas.
Mas um fato real aconteceu que
supera a todos os demais, e que de forma alguma vem abonar o seu caráter, senão
mostrar o seu espírito capitalista e de visão de mercado aguçadíssimo.
Juntando os dedos dos pés e das
mãos não dava para contar a quantidade de fazendas de Sêo Oscar. Eram inúmeras.
Todas produtivas, o que o fez colher a incrível soma de 120 mil arrobas de
cacau.
Enfim, ele tinha em uma das suas
“terrinhas” uma pedreira mui valiosa e que ele não sabia do fato. Depois de
aplainar o local para nova cultura agrícola, várias pedras de amolar apareceram
quebradas no terreno. De todos os tamanhos e formas.
Seu funcionário o alarmou para o
caso, ele não se fez de rogado. Mandou-o se dirigir à maior loja de ferragens e
material de construção da cidade e perguntar se o dono, Sêo Nicodemos, tinha a
tal pedra para vender.
- Olha, meu filho, tenho três pedrinhas aqui, muito boas...
Sêo Oscar mandou então o trabalhador
comprar as três. Seu funcionário, intrigado, ficou de orelha em pé: “Cumé que pode, o homi tem num sei quantas na
fazenda dele e manda cumprá?”
E durante as duas semanas
seguintes, o conhecido cacauicultor mandava alguns dos seus mais de trezentos
funcionários irem ao comerciante, um ou dois por dia, para perguntar se tinha
pedra de amolar para vender.
- Ô, meu filho, num tem não... Acabou! – Sempre respondia, mas
pensando de si para si no faro comercial: “Meu
Deus, tou perdendo um dinheiro da disgrama sem essas pedras aqui!”
Passando o tempo supracitado,
Sêo Oscar telefona para o amigo, dono da loja, como quem não quer nada:
- Ô Nicó, lá nas minhas “terrinhas” descobri umas pedrinhas de amolar...
Você não tem interesse, não, Nicó?
- Mas, Oscar, eu tenho e muito...
Fecharam negócio, e Sêo Oscar
mandou tantas carretas de pedras para o amigo Nicó, que este, vindo a morrer
trinta anos após, ainda tinha pedras de amolar para vender!
* Gustavo
Atallah Haun é professor, formado em Letras, UESC, e ministra aula em Itabuna e
região. Escreve para jornais de Itabuna, Ilhéus e edita
oblogderedacao.blogspot.com (g_a_haun@hotmail.com). É maçom, da Loja Acácia
Grapiúna.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
A HISTÓRIA DAS LETRAS
A língua escrita não surgiu ao
mesmo tempo que a falada: inúmeros anos foram necessários para que o ser humano
passasse do desenho à representação escrita dos sons da fala.
A escrita foi inventada na Suméria, um país
que existia onde hoje estão o Irã e o Iraque, numa região chamada Mesopotâmia,
que significa “entre rios”. Os rios Tigre e Eufrates. Naquela época, cerca de 5
mil anos atrás, a escrita começou a ser feita em pequenas almofadas de barro.
Mais tarde, usou-se também madeira, metal e pedra para escrever. A ideia pegou
e, assim, surgiram maneiras diferentes de escrever em vários pontos do mundo,
de acordo com a língua falada em cada região.
No começo, a escrita era feita
com o desenho das coisas. Por exemplo: se a palavra era “casa”, fazia-se o
desenho de uma casa. Mas logo vieram as
dificuldades. Como escrever o nome de uma pessoa? Não bastava fazer o
desenho de um homem ou de uma mulher! Então começaram-se a combinar os
símbolos.
Desse modo, para escrever algo sobre
alguém chamado Coelho, bastava desenhar um homem e um coelho. Mas isso também
nem sempre funcionava bem. Como a gente poderia representar alguém chamado
Henrique?
Para resolver esse tipo de
problema, passou-se a escrever os sons das palavras e não mais as ideias. Para
escrever “irmão”, desenhavam-se as pernas andando (ir) e uma mão. Um soldado
era representado por um sol junto com um dado.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
LEMBRETES QUE PODEM MELHORAR SEU TEXTO
1. Antes de começar a escrever, faça um esquema de seu
texto, dividindo em parágrafos as ideias que pretende expor. Isso evita
repetição ou esquecimento de alguma ideia;
2. Cheque se os pontos de vista que você vai defender não
são contraditórios em relação à tese. Elabore as relações de causa e
consequência ou os polos positivos e negativos do tema;
3. Não tenha preguiça de refazer seu texto várias vezes. É a
melhor maneira de se chegar a um bom resultado. Procure redigir em
aproximadamente uma hora;
4. Enquanto escreve em casa, tenha sempre à mão um
dicionário para checar a grafia das palavras e descobrir sinônimos que evitem a
repetição;
5. Não fuja ao tema proposto;
6. Escreva o que você pensa sobre o tema dado e não o que
você acredita que o corretor do texto gostaria que fosse escrito. Jamais
analise os temas propostos movido por emoções exageradas;
7. Não escreva sobre o que você não conhece, nem
utilize sua redação para fins
doutrinários;
8. Use a linguagem padrão em seu nível culto;
9. Empregue a linguagem denotativa;
10. Não empregue palavras cujo significado seja desconhecido
para você;
11. Evite lugar-comum: frases feitas e expressões
cristalizadas, como a pureza das crianças, a sabedoria dos velhos,
etc. evite também gírias e a palavra coisa (procure o vocábulo adequado
a cada ideia); não use etc.; não abrevie palavras;
12. Evite repetir palavras, use sinônimos. Há repetições que
enfatizam. Mas, fora o caso intencional da ênfase, repetir revela pobreza de
vocabulário ou desleixo;
13. Evite expressões do tipo belo, bom, mau, incrível,
péssimo, triste, pobre, - são juízos
de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos;
14. Não “encha linguiça”!
Cada palavra deve ser fundamental e informativa na redação. À falta de
ideias, não fique repetindo a mesma coisa com palavras diferentes. Isso é
redundância, é prolixidade, é terrível defeito! É preferível poucas linhas bem
redigidas a muitas mal escritas. Faça um trabalho honesto;
15. Não aumente o tamanho da letra para dar a impressão de
que escreveu bastante. Isso indispõe o avaliador;
16. Letra estilo “bicho-de-pé”, não pode (só se vê a linha
de tão pequena). O avaliador não vai colocar lente de aumento só para corrigir
a sua redação;
17. Não repita ideias, tentando explicá-las. Se você
escrever com clareza, uma só vez basta;
18. Não se desculpe dizendo que não escreveu mais porque o
tempo foi pouco;
19. Cuidado com o uso inadequado das conjunções. Elas podem
estabelecer relações que não existem entre as frases e tornar o texto sem nexo;
20. Se usar uma pergunta na tese, responda-a ao longo do
texto. Evite interrogações na argumentação e na conclusão. Para aprofundar seus
argumentos, suas afirmações, use exemplos: fatos notórios ou históricos,
conhecimentos geográficos, cifras aproximadas e informações adquiridas por meio
de leitura, estudo e aquisições culturais (bagagem cultural);
21. Pensamento novo, período novo. É comum, entre os que
iniciam, misturar no mesmo período ideias que não se completam;
22. Tome cuidado com os períodos muito longos: resultam
confusos e são propícios a períodos incompletos;
23. Não empregue a primeira pessoa do singular;
24. Atenção à falta de paralelismo;
25. Centralize o título (só use aspas se for citação);
26. Faça parágrafos a, mais ou menos, três centímetros da
margem;
27. Atinja a margem direita e esquerda sem ultrapassá-las;
28. Faça letra legível; se escrever em letra de forma,
procure distinguir as maiúsculas das minúsculas;
29. Não borre, não rabisque, nem rasure o texto definitivo;
30. Rascunhe suas ideias antes de passá-las para a folha
definitiva;
31. Não exceda o limite máximo de linhas; nem fique aquém do
limite mínimo;
32. Com os temas dissertativos, o texto deve apresentar:
a) concatenação de ideias (parágrafos e frases interligados
coerentemente);
b) elaboração crítica, coerência e clareza;
c) domínio do léxico e da estrutura da língua;
d) uso da terceira pessoa do singular, mais partícula se;
ou, primeira pessoa do plural;
e) tese, argumentação e conclusão;
f) coerência com o tema proposto.
33. Texto dissertativo não deve apresentar:
a) interrogações na argumentação ou na conclusão (só o
título e a introdução podem apresentar interrogação);
b) uso da primeira pessoa do singular, salvo exigências
feitas pela banca;
c) conversa com o leitor;
d) fuga ao tema ou à modalidade (dissertação) solicitada;
e) título inadequado;
f) uso indevido de clichês, frases prontas e chavões,
palavrões, gírias;
g) abordagem subjetiva e emocional do tema;
h) superficialidade, julgamentos gratuitos, religiosos e
infundados;
i) linguagem inadequada (coloquial);
j) diálogo, nem personagens.
34. Na conclusão é possível:
a) retomar a tese, reafirmando-a;
b) retomar a tese, oferecendo soluções ou críticas viáveis
para os problemas abordados na argumentação.
ATENÇÃO:
Respeite os limites indicados na prova: evite escrever
demais; você corre o risco de entediar o corretor e cometer erros.
No vestibular, comece pelo rascunho, depois responda às
questões da prova. Conclua essa etapa, retome seu rascunho. Releia-o, faça as
alterações necessárias e passe o texto a limpo. Não se esqueça do título.
BOA PROVA!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O SISU E VOCÊ!
07/01/2013 00h00 - Atualizado em 07/01/2013
08h39
Inscrições
para o Sisu abrem nesta segunda para 129 mil vagas pelo país
Candidatos do Enem podem
disputar vagas nas universidades federais.
Veja como se inscrever no processo seletivo do MEC.
Veja como se inscrever no processo seletivo do MEC.
Do G1, em São Paulo
O Ministério da
Educação abriu na madrugada desta segunda-feira (7) o período de inscrições
para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2013. São oferecidas
129.279 vagas no ensino superior em 3.751 cursos de 101 instituições. As
inscrições devem ser feitas no site sisualuno.mec.gov.br.
Uma falha no sistema permitiu por alguns instantes que candidatos tivessem a acesso a dados de
outras pessoas. Segundo o MEC, o problema foi rapidamente resolvido.
O número de
vagas cresceu 16% entre a edição de 2012 e a deste ano. No ano passado, mais de
um milhão de candidatos concorreram às 108.552 vagas oferecidas por 95
instituições de ensino superior.
Mapa do G1 mostra onde estão as
mais de 129 mil vagas do Sisu 2013 (Foto: G1)
Veja a seguir
as instruções para participar do processo seletivo deste semestre:
Quem pode
participar do Sisu 2013?
Apenas quem fez o Enem 2012 e tirou nota maior do que zero na prova de redação. O resultado no exame é a pontuação utilizada para selecionar os candidatos nas vagas escolhidas. Para se inscrever, basta usar o CPF ou o número de inscrição no Enem, além da senha cadastrada no sistema do Enem, que será a mesma utilizada pelo Sisu. Quem perdeu a senha do Enem deverá recuperá-la no site do exame.
Como funcionam
as inscrições?
As inscrições,
abertas nesta segunda-feira (7), vão até as 23h59 da sexta-feira (11) no site
do Sisu. Durante esse período, os participantes poderão se
inscrever em até duas opções de opções de vaga, especificando suas opções em
ordem de preferência e incluindo a instituição, o local de oferta, o curso e o
turno pretendidos.
Como cada
instituição pode definir seus critérios de seleção, é dever do candidato ficar
atento para as notas mínimas exigidas em cada curso, além da documentação
necessária para a matrícula. A inscrição poderá ser alterada quantas vezes o
candidato quiser até as 23h59 do dia 11, mas somente a última inscrição
confirmada será considerada pelo sistema.
Diariamente, o
sistema emitirá um boletim informando a nota de corte de cada curso, para que o
candidato saiba se sua nota do Enem é
suficiente para concorrer à vaga, e a classificação parcial do candidato, em
seu boletim individual. Porém, a nota de corte não é calculada em tempo real, e
sim uma vez ao dia. Por isso, ela não é uma garantir de que o candidato será
selecionado para a vaga disputada.
VEJA O
CALENDÁRIO DO SISU 2013
|
|
7 a 11 de
janeiro
|
Período de
inscrições doSisu
|
14 de janeiro
|
Primeira
chamada do Sisu
|
18 a 22 de
janeiro
|
Matrícula da
primeira chamada do Sisu
|
28 de janeiro
|
Segunda
chamada do Sisu
|
1º a 5 de
fevereiro
|
Matrícula da
segunda chamada do Sisu
|
28 de janeiro
a 8 de fevereiro
|
Prazo para
participar da lista de espera
|
a partir de
18 de fevereiro
|
Convocação
dos candidatos da lista de espera
|
Como funciona a
seleção?
Após o período de inscrição, o sistema selecionará automaticamente os candidatos com maior pontuação, na quantidade referente ao número de vagas em cada curso. O resultado desta seleção será divulgado na primeira chamada, no dia 14.
Os candidatos
selecionados em sua primeira opção de curso devem fazer a matrícula entre os
dias 18 e 22 de janeiro. Eles não poderão participar das chamadas seguintes.
Quem for
selecionado na segunda opção continuará participando da seleção, inclusive quem
fizer a matrícula no mesmo período, e poderá ser convocado na segunda chamada
para sua primeira opção de curso. A segunda chamada está prevista para o dia
28.
A matrícula dos
convocados na segunda chamada acontece entre 1º e 5 de fevereiro.
Como funciona a
lista de espera?
No dia 28 o Sisu abre as inscrições para a lista de espera, que podem ser feitas até 8 de fevereiro. Para se inscrever, é preciso acessar o sistema durante esse período especificado, no boletim de acompanhamento, clicar no botão que correspondente à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu.
Dessa lista
podem participar tanto quem não foi convocado em nenhuma chamada quanto quem
foi selecionado em sua segunda opção - mesmo tendo feito matrícula. Porém, cada
candidato só poderá disputar as vagas remanescentes relativas à sua primeira
opção.
A lista será
divulgada em 18 de fevereiro. A partir daí, a seleção será feita gradativamente
pelas instituições.
Como a lei de
cotas será aplicada no Sisu?
No ato da inscrição, o candidato também deverá especificar a modalidade de concorrência da qual quer participar. Ele poderá concorrer às vagas reservadas pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012.
A lei determina
que, até 2016, 50% das vagas das instituições federais sejam para alunos que
fizeram todo o ensino médio em escola pública. Além disso, metade deste índice
será para alunos com renda familiar até 1,5 salário mínimo. Há ainda um
percentual para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas de acordo
com a proporção desta população no estado da instituição, segundo o IBGE.
Em 2013, pelo menos 30% do total de vagas ofertadas
pelas universidades serão preenchidas nestes critérios.
O candidato
inscrito no Sisu pode se inscrever no Prouni?
Sim, mas só podem participar do Prouni quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou foi bolsista integral em uma particular. A seleção do Prouni também será feita usando a nota do Enem 2012.
Porém, apenas
um dos resultados será considerado. Caso o candidato seja aprovado pelo Sisu
para uma vaga em universidade pública, mas também receba uma bolsa de estudos
do Prouni para uma instituição privada, ele terá que optar por apenas uma
delas, já que não é permitido acumular as duas vagas.
O edital com as
datas do Prouni em 2013 será divulgado em janeiro, segundo o MEC.
domingo, 6 de janeiro de 2013
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CHARGE, CARTOONS E QUADRINHOS?
Por Fernando A. Moretti
Essas formas de humor são produtos da capacidade que o
ser humano tem de poder ver graça nas pessoas e situações. O humor -
peculiaridade inerente do Homem - se manifesta por meio de gestos, encenações,
olhares, sons e textos.
Num momento inspirado ele faz uma crítica de costumes, de moral, de comportamento social, seja cantando, imitando, encenando uma situação que reflete aquilo que viu e/ou sentiu. Claro que às vezes ele distorce e exagera o fato para dar um toque cômico à sua demonstração, com o intuito apenas de obter o riso. Quando consegue isso, fica satisfeito, pois seu objetivo foi alcançado.
Num momento inspirado ele faz uma crítica de costumes, de moral, de comportamento social, seja cantando, imitando, encenando uma situação que reflete aquilo que viu e/ou sentiu. Claro que às vezes ele distorce e exagera o fato para dar um toque cômico à sua demonstração, com o intuito apenas de obter o riso. Quando consegue isso, fica satisfeito, pois seu objetivo foi alcançado.
Muito hábil, o Homem quando não consegue contar, encenar
ou cantar, usa o desenho. Nesse momento surge a caricatura, uma forma que
existe desde que ele aprendeu a rabiscar nas cavernas,
ou seja: um recurso que inventou para manifestar sua imaginação em relação ao
mundo que o cercava.
Com o tempo surgiu a charge, o cartum e os quadrinhos.
Não é fácil estabelecer uma diferença definitiva entre essas formas de arte.
Vamos tentar:
Caricaturar é deformar as características marcantes de
uma pessoa, animal, coisa, fato, mantendo-as próximas do original para haver
referência na identificação. A caricatura,
em geral, pode ser usada como ilustração de uma matéria (fato), mas quando esse
"fato" pode ser contado inteiramente numa forma gráfica, é chamado de charge.
Portanto, a charge nasceu da caricatura. Isso foi no século XIX, quando o
desenhista francês Honoré Daumier criticava implacavelmente o governo da época
com seu traço ferino no jornal La Caricature. Ao invés de escrever nomes ou
descrever fatos ele ia à carga (charge = ataque) e impunha uma
"opinião" traduzindo ou interpretando os fatos em imagens sintéticas
que misturavam pessoas (figura social), vestimentas (classe social) e a
situação (cenário).
Os jornais logo perceberam o potencial da charge para noticiar atacando as áreas: política, esportiva, religiosa, social. O público adorou. A partir daí a charge virou "forma de expressão" passando a ser arte e... arma! A forma gráfica da charge pode ter uma imagem (a mais comum) e também ter uma sequência de duas ou três cenas ou estar dentro de quadrinhos ou totalmente aberta, com balões ou legendas. Entretanto, essa poderosa arma está ligada aos costumes de uma época e região. Se for transportada para fora desse ambiente, a charge perde o impacto, pois é feita para compreensão imediata daqueles que conhecem os símbolos e costumes usados na referência. Essa é uma limitação da charge, pois torna-a temporal e perecível. Mas tem uma vantagem: dependendo de sua força informativa, pode ocupar o lugar de uma matéria ou artigo. Por isso, hoje, é merecidamente definida como um "artigo assinado".
Os jornais logo perceberam o potencial da charge para noticiar atacando as áreas: política, esportiva, religiosa, social. O público adorou. A partir daí a charge virou "forma de expressão" passando a ser arte e... arma! A forma gráfica da charge pode ter uma imagem (a mais comum) e também ter uma sequência de duas ou três cenas ou estar dentro de quadrinhos ou totalmente aberta, com balões ou legendas. Entretanto, essa poderosa arma está ligada aos costumes de uma época e região. Se for transportada para fora desse ambiente, a charge perde o impacto, pois é feita para compreensão imediata daqueles que conhecem os símbolos e costumes usados na referência. Essa é uma limitação da charge, pois torna-a temporal e perecível. Mas tem uma vantagem: dependendo de sua força informativa, pode ocupar o lugar de uma matéria ou artigo. Por isso, hoje, é merecidamente definida como um "artigo assinado".
O cartum veio
depois da charge e é diferente. A palavra inglesa "cartoon"
significa: cartão, papelão duro, e deu origem ao termo cartunist, ou seja:
desenhista de cartazes. No Brasil, o cartum também é uma forma de expressar
ideias e opiniões, seja uma crítica política, esportiva, religiosa, social. O
desenho pode ter uma imagem (isolado), duas ou três (sequenciado) dentro de
quadrinhos ou aberto; pode ter balões, legendas e se beneficiar de temas fixos.
Alguns cartuns têm caricatura, mas é muito raro - a não ser quando usado para
satirizar figuras históricas conhecidas (Hitler, Napoleão, etc.).
A forma do Cartum é universal, atemporal e não-perecível.
Qualquer leitor do mundo ri com o náufrago, o amante dentro do armário, brigas
entre anjo e diabo, gato e cachorro, marido e mulher. Os temas: ET's, amor,
esportes, família e pesca, são muito explorados. O comportamento geral de
políticos, militares e religiosos também, pois não é preciso definir seus
países, uma vez que agem de forma igual. Num jornal, o cartum pode até ilustrar
uma matéria (ilustração), porém muito raramente ocupará o lugar de um artigo
assinado como a ferina e combativa charge.
Claro que a sequência narrativa do cartum está próxima à
dos quadrinhos - principalmente quando se desenrola em várias cenas -, mas isso
não o torna quadrinho, pois falta-lhe personagem fixo e elenco. Por outro lado,
o cartum pode ser feito com apenas um quadro (cena) e os quadrinhos não (com
exceção da tira).
Os quadrinhos têm
personagens e elenco fixos, narrativa sequencial em quadros numa ordem de tempo
onde um fato se desenrola através de legendas e balões com texto pertinente à
imagem de cada quadrinho. A história pode se desenvolver numa tira, numa página
ou em duas ou em várias páginas (revista ou álbum). É óbvio que para uma
história ser em quadrinhos ela precisa ter no mínimo dois quadrinhos (ou
cenas). A tira diária
é uma exceção, pois, às vezes, a história pode ser muito bem contada em 1 só
"quadrinho" (o espaço da própria tira), mas isso não a torna um
cartum, apesar da proximidade.
Uma História em Quadrinhos é ampla e maleável. Pode ser
temporal, atemporal, regional, política, policial, científica, social, erótica,
esportiva, esotérica, histórica, infantil, adulta, underground, terror e de
humor. Utiliza figuras humanas perfeitas ou destorcidas (caricaturadas),
animais humanizados, homens animalizados, bonecos, objetos, etc.
Alguns diretores de cinema, antes de fazer um filme,
quadrinizam as ações - como o caso de George Lucas em "Guerra na
Estrelas". Por outro lado, algumas editoras quadrinizam um filme de sucesso
e vendem a história em bancas em forma de revista.
© Reprodução autorizada para o Humor Vítreo
sábado, 5 de janeiro de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
PORTAL DO ENEM TEVE 3,2 MILHÕES DE CONSULTAS A RESULTADOS
Mais de 3,2 milhões de estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 acessaram suas notas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até as 17h de hoje (29). O número representa quase 80% dos 4,1 milhões de alunos que fizeram as provas.
Os candidatos podem visualizar os resultados individuais por área de conhecimento e a nota da redação informando o número de inscrição e a senha usada no ato do cadastro ou ainda o CPF e a senha, informa a Agência Brasil.
Com a nota do Enem, os estudantes podem concorrer a uma das 129,2 mil vagas oferecidas em universidades e nos institutos federais de ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O período de inscrições vai de 7 a 11 de janeiro de 2013, exclusivamente pela internet.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
RECLAMAÇÕES DA NOTA DE REDAÇÃO DO ENEM 2012
28/12/2012
16h13 - Atualizado em 28/12/2012 17h04
Candidatos reclamam da correção da redação do Enem
nas redes sociais
Grupo
no Facebook reúne mais de 200 alunos que estudam ação judicial.
Todos os candidatos terão acesso à correção em 6 de fevereiro, diz MEC.
Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo
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Grupo no Facebook estuda uma ação judicial coletiva
contra a correção da redação do Enem (Foto: Reprodução)
|
Candidatos que conseguiram acessar as notas do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) de 2012 e não gostaram do resultado
na prova de redação usaram as redes sociais para reclamar da correção. Pela
internet, eles se reuniram na tarde desta sexta-feira (28) para trocar
experiências. Um candidato criou, no Facebook, um grupo para reunir pessoas
interessadas em entrar na Justiça para conseguir uma nova correção. Em cerca de
quatro horas, o grupo já reunia quase 200 membros.
Na maioria dos casos, candidatos insatisfeitos argumentam que levaram o
rascunho da redação do Enem para casa e o mostraram a professores. Estes,
depois de examinar o texto, teriam dito que suas notas seriam mais altas do que
o resultado divulgado nesta sexta.
Maria Clara Lima, de 17 anos, fez o Enem neste ano para tentar uma vaga
no curso de odontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) pelo Sistema de
Seleção Unificada (Sisu). A estudante de Teresina disse que
dois professores de seu cursinho pré-vestibular corrigiram o rascunho de sua
redação e lhe deram como nota não-oficial entre 850 e 940. Porém, sua nota
final foi de 620 e, agora, ela teme que não seja suficiente para conquistar a
vaga.
"Estou indignada, afinal, ano passado, sem cursinho de redação
obtive 800 no Exame", afirmou ela. "Acredito que se tivesse
conseguido a mesma nota de redação teria dado certo. Em redação, esse ano fui
bem melhor que o ano passado. Estava jurando que eu ia conseguir."
Maria Clara diz que aderiu ao grupo que estuda uma medida judicial para
revisão das notas para buscar informações a respeito de uma possível mudança.
Andressa Suarez, de 19 anos, disse que ficou "surpresa" com a
nota final de 320 pontos na redação. A estudante, que no ano passado tirou 860
na redação do Enem e conseguiu uma vaga no curso de letras na Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), explicou ao G1 que decidiu
refazer o Enem para mudar de curso e estudar jornalismo. Blogueira, ela contou
que, durante o ensino médio, foi premiada por suas redações e chegou a ser a
oradora de sua turma na cerimônia de formatura. Disse que, neste ano, se
preparou para o Enem com simulados pela internet e que, em 2011, não estudou.
Apesar de considerar o tema do Enem 2012 menos tranquilo que no ano
anterior, Andressa disse que não se conforma com a pontuação que recebeu.
Já o estudante Adriano Sousa Santos, de 18 anos, diz que fez o Enem
2012 para tentar uma bolsa de intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras.
Estudante do primeiro período do curso de engenharia civil do Instituto Federal
do Tocantins (IFTO), o jovem, que fez o ensino médio integrado ao técnico no
Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde recebeu bolsa de iniciação
científica da Petrobras, afirmou que se inscreveu no exame pelo terceiro ano
consecutivo para tentar aumentar sua nota e, consequentemente, sua chance de
receber uma bolsa do programa.
Porém, a nota de sua redação caiu de 560 para 420 --em 2010, no primeiro
Enem de Adriano, sua redação teve nota 740. "Nos vestibulares tradicionais
que eu faço minhas notas foram muito melhores, entre 8 e 8,50", afirmou o
estudante, que agora não sabe se conseguirá atingir o objetivo de fazer
intercâmbio na Espanha. "Posso usar a nota do ano passado, mas no Ciência
sem Fronteira a melhor nota é a que se sobressai. Fiz novamente [o Enem] para
melhorar, tinha tudo para ser melhor esse ano, sempre consegui boas
notas", disse.
Agora, ele e outros candidatos que prestaram o Enem estão organizando
uma petição online para que a correção seja refeita. "Vamos tentar todas
as medidas possíveis, o que for viável a gente vai fazer."
Vista
pedagógica
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação afirmou que todos os
candidatos terão acesso à "vista pedagógica" automaticamente a partir
do dia 6 de fevereiro de 2013. As redações corrigidas estão sendo digitalizadas
e serão carregadas no site de resultados do Enem.
Para acessar a correção, bastará inserir o CPF ou o número de inscrição
do Enem 2012 e a senha individual do candidato.
Maria Clara, porém, teme que esse prazo seja tarde demais. "Não
quero esperar porque vão soltar o espelho da redação depois que já tiverem
saído todos os resultados do Sisu, e aí é inviável, impossível mudar a
nota."
Insegurança e sentimento de injustiça
Insegurança e sentimento de injustiça
O idealizador do grupo no Facebook é o estudante Gabriel Bieu, de 24
anos. Atualmente, ele cursa direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), mas decidiu fazer o Enem 2012 para tentar uma vaga no mesmo curso na
Federal do Paraná (UFPR). Ele afirmou ao G1 que prestou o Enem pela quarta vez
e que, em 2011, havia tirado a nota máxima na redação. Na edição atual, mesmo
afirmando ter observado todos os critérios utilizados pelo MEC, sua nota final
caiu para 520.
"Infelizmente o MEC ainda precisa evoluir muito nesses critérios de
correção de redação. Gera uma insegurança e um sentimento de injustiça muito
grande com uma coisa tão séria", afirmou.
Correção
aperfeiçoada
A prova de redação foi feita no dia 4 de novembro com o tema "Movimento imigratório para o Brasil no século
21". Mais de 4 milhões de candidatos realizaram o Enem 2012
e mais de 5.600 professores foram
contratados para fazer a correção das provas.
A partir deste ano, a redação passou a ser corrigida por dois corretores
de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota
final é composta de cinco notas, que avaliam competências específicas do
candidato.
A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas
pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos ou mais na nota
final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos
ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passa por um terceiro
corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de
oficio".
Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três
avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da
correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.
Em agosto de 2011, o governo firmou com o Ministério Público
Federal um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual se compromete a dar vistas
à redação apenas a partir da edição de 2012 do Enem. O MEC afirmou, na época,
que não havia uma ferramenta digital devidamente testada que comportasse a
consulta pretendida.
MEC DIVULGA A NOTA DO ENEM 2012
28/12/2012 08h40 - Atualizado em 28/12/2012
08h48
MEC divulga a nota do Enem 2012
Candidatos
podem consultar nota individualmente pela internet.
Inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam dia 7.
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação divulgou nesta sexta-feira (28) o resultado do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. As notas já podem ser
consultadas no site do Enem.
Para ver o resultado, o candidato precisa inserir seu CPF ou número de
inscrição, além da senha cadastrada no sistema.
Mais de 4 milhões de estudantes realizaram as provas do Enem 2012 em
todo o país. No ano passado, mais de um milhão de candidatos usaram a nota para
concorrer a uma vaga noSistema de Seleção Unificada (Sisu), que
vai oferecer, em 2013, 129.279 vagas no ensino superior em 3.751 cursos de 101
instituições. Por enquanto, o sistema está disponível apenas para consulta.
Nele, o candidato pode pesquisar as vagas oferecidas pelas
instituições. As inscrições terão início no dia 7 de janeiro.
Alguns candidatos tiveram acesso antecipado à nota do Enem na tarde da
quinta-feira (27). Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação,
durante uma janela de entre 20 e 30 minutos, o sistema ficou aberto à consulta
individual enquanto os técnicos do MEC faziam o processo de homologação do
sistema. De acordo com a assessoria, "alguns alunos", com seu número
de inscrição e senha, conseguiram ver apenas a sua nota da prova de redação.
Um internauta relatou ao VC no G1 que, ao inserir seus dados
pessoais e senha nos campos específicos no site de resultados do Enem,
conseguiu ter acesso à sua nota na prova de redação por volta das 14h30 desta
quinta. O estudante de 18 anos de Fortaleza afirmou ao G1que um
colega de classe de sua irmã avisou os amigos pelo Facebook que havia
conseguido acessar sua nota da redação pelo site.
Isso ocorreu, de acordo com o ministério, enquanto as notas da edição de
2012 eram carregadas no sistema.
Sisu
Somente poderá se inscrever no processo seletivo do Sisu referente à primeira edição de 2013 o estudante que tenha participado da edição do Enem e que, cumulativamente, tenha obtido nota acima de zero na prova de redação, conforme disposto na Portaria MEC nº 391, de 7 de fevereiro de 2002.
Somente poderá se inscrever no processo seletivo do Sisu referente à primeira edição de 2013 o estudante que tenha participado da edição do Enem e que, cumulativamente, tenha obtido nota acima de zero na prova de redação, conforme disposto na Portaria MEC nº 391, de 7 de fevereiro de 2002.
O estudante poderá se inscrever no processo seletivo do Sisu em
até duas opções de vaga. Ao se inscrever no processo seletivo do Sisu, o
estudante deverá especificar em ordem de preferência, as suas opções de vaga em
instituição, local de oferta, curso, turno.
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VEJA O CALENDÁRIO DO SISU 2013
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28 de dezembro de 2012
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Divulgação das notas individuais do Enem 2012
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7 a 11 de janeiro de 2013
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Período de inscrições do Sisu
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14 de janeiro de 2013
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Primeira chamada do Sisu
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18, 21 e 22 de janeiro de 2013
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Matrícula da primeira chamada do Sisu
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28 de janeiro de 2013
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Segunda chamada do Sisu
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1º, 4 e 5 de fevereiro de 2013
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Matrícula da segunda chamada do Sisu
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Lei das cotas
O candidato também deverá especificar a modalidade de concorrência. Ele
poderá concorrer às vagas reservadas pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de
2012, a chamada "Lei das cotas". Pela lei, as instituições federais
de ensino superior devem reservar pelo menos 12,5% das vagas de cada curso e
turno para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas.
Deste percentual, metade das vagas é para estudantes com renda família de até
1,5 salário mínimo. E ainda há um percentual para estudantes autodeclarados
pretos, pardos ou indígenas.
É importante observada a regulamentação em vigor; às vagas destinadas às
demais políticas de ações afirmativas eventualmente adotadas pela instituição
no Termo de Adesão ao Sisu; ou às vagas destinadas à ampla concorrência.
O Sisu disponibilizará a nota de corte para cada instituição, local de
oferta, curso, turno e modalidade de concorrência, a qual será atualizada
periodicamente conforme o processamento das inscrições efetuadas. Não haverá
cobrança de taxa de inscrição às vagas ofertadas pelo Sisu.
O processo seletivo do Sisu referente à primeira edição de 2013 será
constituído de duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 14 de
janeiro de 2013, e a segunda, em 28 de janeiro de 2013.
O estudante poderá consultar o resultado das chamadas no site do Sisu na
internet e nas instituições para as quais efetuou sua inscrição. No caso de
notas idênticas, o desempate entre os estudantes será efetuado em observância à
seguinte ordem de critérios: nota obtida na redação; nota obtida na prova de
linguagens, códigos e suas tecnologias; nota obtida na prova de matemática e
suas tecnologias; nota obtida na prova de ciências da natureza e suas
tecnologias; nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
As matrículas nas instituições participantes do Sisu serão nos dias 18,
21 e 22 de janeiro de 2013 no caso da primeira chamada, e dias 1º, 4 e 5 de
fevereiro de 2013 para a segunda chamada.
O lançamento da ocupação das vagas no sisu pelas instituições participantes será de 18 a 25 de janeiro no caso da primeira chamada e de 1º a 8 de fevereiro para a segunda chamada.
O lançamento da ocupação das vagas no sisu pelas instituições participantes será de 18 a 25 de janeiro no caso da primeira chamada e de 1º a 8 de fevereiro para a segunda chamada.
Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar seu
interesse por meio do portal do Sisu do dia 28 de janeiro a 8 de fevereiro de 2013.
O estudante somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso
correspondente à sua primeira opção.
O Sisu é o sistema do MEC pelo qual estudantes que fizeram o Enem podem concorrer a vagas em dezenas de instituições públicas de ensino superior. De acordo com o MEC, mais de 90% das vagas nas universidades federais para 2013 serão ofertadas por meio dele. Todo o processo, com exceção da matrícula dos candidatos selecionados, é feito exclusivamente pela internet.
O Sisu é o sistema do MEC pelo qual estudantes que fizeram o Enem podem concorrer a vagas em dezenas de instituições públicas de ensino superior. De acordo com o MEC, mais de 90% das vagas nas universidades federais para 2013 serão ofertadas por meio dele. Todo o processo, com exceção da matrícula dos candidatos selecionados, é feito exclusivamente pela internet.
As instituições públicas de ensino superior, que participam do Sisu,
ofertam vagas em seus cursos duas vezes ao ano, no início de cada semestre
letivo, aos candidatos mais bem classificados no Enem.
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