segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CARTA-ARGUMENTATIVA DE RECLAMAÇÃO




Nas postagens anteriores, você aprendeu a teoria geral da carta-argumentativa, sua estrutura e a diferença de interlocutor para a dissertação, inclusive com a leitura de cartas de exemplo.
Um modelo de carta muito cobrado é aquele que interage com as necessidades coletivas ou individuais das pessoas, todas as vezes que elas se sentirem lesadas ou desrespeitadas em seus direitos.
Leia a carta a seguir e reflita sobre isso:

Porto Alegre (RS), 1º de fevereiro de 2010.

Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre:

No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1º de dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho.
Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma “infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.ª já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros de altura? Pois foi o que me aconteceu. Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente.
 Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira.
Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa multa?
Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto essa multa é injusta.
Peço a V.S.ª que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser compreendidos e, portanto, perdoados.
Sem mais para o momento, agradeço sua compreensão,

Victor Hugo Sanches
*
O texto lido é uma carta que apresenta uma reclamação e argumentos que fundamentam o ponto de vista de seu autor. A esse tipo de texto chamamos carta argumentativa de reclamação.
Quando recebemos uma conta de água ou de luz com valores absurdos, quando somos mal atendidos numa empresa ou numa repartição pública, quando não estamos satisfeitos com o nível da programação da tevê, enfim, toda vez que nos sentimos desrespeitados, injustiçados ou discriminados socialmente, podemos reclamar nossos direitos fazendo uso, entre outros meios, da carta argumentativa de reclamação. Esse tipo de carta normalmente é endereçada a um órgão da imprensa, a uma entidade ou à autoridade responsável por aquele serviço.
Como carta que é, esse tipo de texto contém os elementos essenciais do gênero: local e data, vocativo, corpo da carta, despedida, assinatura.
O texto acima apresenta,  já no início do corpo da carta, o motivo da reclamação (no caso, a multa). Em seguida, expõe os argumentos ou justificativas que motivaram a reclamação do autor (no caso em questão, a altura do ônibus, a alta velocidade do veículo de trás, sua boa conduta durante vinte anos). Por fim, a carta é concluída com o pedido de anulação da multa, acompanhado de cumprimentos e a assinatura.
A linguagem desse tipo de carta deve estar de acordo com o padrão culto e formal da língua.

FAZER CONCESSÕES PARA PERSUADIR:

Quando somos culpados por algum tipo de ação que não deveríamos ter cometido, uma boa forma de nos defendermos é dizer a verdade e fazer concessões, isto é, admitir que o interlocutor tem razão ou que a culpa é nossa, mas somente em parte, por isso ele precisa conhecer o outro lado da verdade, conhecer a nossa versão. A partir daí, uma boa argumentação poderá levar o interlocutor a perdoar nossa falta e suprimir a punição.
Observe que, na carta lida, a concessão é feita no trecho “admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, umainfração gravíssima’, de acordo com o novo Código de Trânsito”. Em seguida, com a conjunção adversativa porém o autor introduz a sua visão dos fatos e a sua argumentação.
Para fazer concessões, existem, na nossa língua, articuladores próprios. São expressões e construções como
  Embora;
  Apesar de... ;
  Reconheço que...,;
  É verdade que...;
  Está certo que...;
  Mas...;
  Admito que...;
  Porém...
  Etc.

Características da carta argumentativa de reclamação:

       Data, vocativo, corpo do texto, despedida, assinatura;
       Exposição do problema que motivou a reclamação;
       Eventuais concessões que admitam a culpa parcial do remetente;
       Argumentos capazes de comprovar a inocência do remetente ou comprovar que ele está sendo desrespeitado, injustiçado ou discriminado;
       Solicitação implícita ou explícita de medidas que resolvam o problema;
       Agradecimentos;
      Linguagem formal, atenta às normas do padrão culto da língua, rigor no emprego de pronomes de tratamento.

domingo, 19 de agosto de 2012

FIM DE SEMANA DE FILME...

Aos vestibulandos e concurseiros eu sempre tenho dito que o contato com quaisquer das linguagens artísticas faz o sujeito sair à frente dos demais. 

Ouvir uma boa música, assistir a um bom filme ou peça de teatro, enfim, participar de alguma forma da expressão das Artes fará, a quem se dispor, conhecer novos mundos, viajar pela cultura, saber sobre o outro, encantar-se com as manifestações divinas que se propagam pelas mãos dos artistas.



Por isso, aqui vai uma dica para hoje. Assistir ao belíssimo filme Cisne Negro, vencedor do Oscar. Um filme que fala da dança (balé) e das contradições humanas.

Vale a pena conferir!

sábado, 18 de agosto de 2012

AS 07 CARREIRAS EM ASCENSÃO NO MERCADO DE TRABALHO‏


Seja um campeão na profissão almejada!
Para o presidente da Michael Page no Brasil, Paulo Pontes, as profissões exigem especialização e atendem a demandas atuais e futuras. De acordo com ele, a perspectiva para os próximos anos é de ampliação no campo de trabalho desses cargos. As profissões caracterizam-se por atividades que nasceram para suprir as necessidades de um mercado em constante transformação. A remuneração para os cargos varia entre R$ 7 mil, para Gerente de Comunidade, e pode chegar até R$ 45 mil, para Gerente de Relações Governamentais. O estudo foi feito nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha e Brasil.
Saiba mais sobre cada profissão:

1. Gerente de Marketing Online

O que faz: elabora a estratégia de Marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a plataforma que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais desse ramo já contam com experiência de até 10 anos no currículo. No Brasil, o Marketing online só agora começa a se expandir — daí a carência de profissionais experientes nessa área.

Formação: Publicidade, Propaganda e Marketing.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 15mil.

2. Gerente de Treinamento do Varejo

O que faz: treina os funcionários de cada ponto de venda da empresa. Antes, o costume era que a empresa adotasse um treinamento padrão para todos os funcionários que lidam com o público. Hoje, considera-se mais produtivo contar com profissionais que elaboram programas específicos conforme as características dos consumidores locais.

Formação: Administração de Empresas, Recursos Humanos e Psicologia. 

Quem contrata: empresas do setor de varejo.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 12mil

3. Gerente de Identidade Visual

O que faz: em redes varejistas, é encarregado de talhar cada ponto de venda ao perfil do público que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a freguesia e as ações promocionais mais proveitosas. Deve, enfim, cunhar uma identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela.

Formação: Publicidade e Propaganda, Marketing e Administração, com experiência em varejo.

Quem contrata: empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo.

Salário médio: R$ 8mil a R$ 12mil

4. Gerente de Comunidade

O que faz: atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns on-line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook se transformem em virais negativos na internet.

Formação: Marketing e Publicidade e Propaganda.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 7mil a R$ 10mil

5. Gestor de reestruturação

O que faz: nos bancos, gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação financeira da empresa nos eixos.

Formação: Gestão e Administração de Empresas, Economia e Engenharia, com Pós-graduação em Finanças e experiência comprovada em áreas de risco de crédito.

Quem contrata: instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado.

Salário médio: R$ 14mil a R$ 24mil

6. Gerente de projetos

O que faz: joga no meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes não se entendem — “tecniquês” e “juridiquês”, por exemplo, são dois idiomas distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica.

Formação: Engenharia e Informática.

Quem contrata: médias e grandes empresas de todos os segmentos.

Salário médio: R$ 12mil a R$ 20mil

7. Gerente de relações governamentais

O que faz: é o interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras, como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles oferecidos por essas novas profissões.

Formação: Comunicação, Direito, Administração de Empresas, Relações Internacionais ou Ciências Sociais, de acordo com a área de atuação da companhia.

Quem contrata: empresas de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores.

Salário médio: R$ 12mil a R$ 45mil

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

DEZ MANDAMENTOS PARA PASSAR NUM CONCURSO



Pessoal! O G1 preparou uma lista com os dez mandamentos que permitem uma aprovação num concurso público. Segundo o portal da Rede Globo, somente com disciplina e organização o candidato conquistará uma vaga no serviço público. Confira abaixo a tabela com os dez mandamentos:

DEZ MANDAMENTOS PARA PASSAR NO ‘CONCURSO DOS SONHOS’

1. Busque motivação no estudo
Lembre-se dos motivos que o levam a estudar para o concurso. Faça um cronograma de estudos e avalie constantemente como está seu desempenho conforme você faz exercícios e questões de provas anteriores.

2. Não abandone o lazer
Planeje o tempo de estudo e de descanso. Com organização, disciplina e força de vontade é possível conciliar estudo eficiente com lazer. Estudar com qualidade de vida é muito mais produtivo que estudar 14 horas por dia.

3. Esqueça a concorrência
Não pense na relação candidato-vaga durante os estudos. A maior parte dos candidatos não está preparada e vai fazer a prova contando somente com a sorte. O objetivo é tentar fazer o máximo de pontos, mas ficar satisfeito se acertar o mínimo para passar.

4. Prepare-se com antecedência
Normalmente, o edital é publicado de 45 a 90 dias antes da data de realização das provas. Por isso, o ideal é iniciar os estudos antes da publicação do edital,  dedicando-se às disciplinas básicas comuns à maior parte dos concursos.

5. Estude conforme o edital
Estude somente as disciplinas e os programas do concurso previstos no edital. Prepare-se conforme o peso de cada disciplina dedicando mais tempo às que têm peso maior e menos tempo às que têm peso menor.

6. Faça provas anteriores e simulados
Com isso, o candidato passa a conhecer os diversos estilos de prova. O estudante aprende o que o examinador acha importante e treina a velocidade de resolução. Depois de algum treino, resolva questões por um tempo um pouco maior do que o que será permitido no dia da prova para aumentar a resistência. Depois, resolva questões em um tempo menor para aumentar a pressão. Quando a data do concurso estiver próxima, passe a realizar provas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.

7. Prepare-se para todas as fases do concurso
Um concurso pode ter várias fases dependendo do que o selecionador julgar necessário avaliar no candidato. Normalmente, cada fase é caracterizada por um tipo de prova. Alguns concursos têm somente provas objetivas. Outros também têm provas discursivas, exames físicos e provas orais.

8. Preste outros concursos
Preste todos os concursos que achar interessante. Além de ser um ótimo treino, pois a maior parte das disciplinas costuma cair em vários exames, a prática aumenta a chance de ser aprovado, nomeado e continuar estudando (já empregado no serviço público) para a carreira mais desejada.

9. Às vésperas da prova, faça revisão
Na semana que antecede a prova, aproveite para rever as disciplinas fazendo principalmente resumos. Resolva a prova do concurso anterior. Dê atenção a todas as disciplinas levando em conta o peso - matéria com maior peso no concurso requer maior dedicação.

10. Na prova, comece pelas questões mais simples
Faça antes as questões mais fáceis. A seguir, resolva as mais trabalhosas e, na sequência, as mais difíceis. Leia cada enunciado com bastante atenção para não precisar ler de novo e não cair em alguma “pegadinha” por falta de atenção.

Fontes: Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos; e William Douglas, professor, juiz e autor de 28 livros sobre técnicas e dicas de preparação para concursos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

REDAÇÃO X FUGA DO TEMA

Evite fugir do tema!


Quando você receber um tema para dissertar sobre ele, leia-o com atenção e escreva sobre o que se pede. Jamais fuja do assunto solicitado, mesmo que seus conhecimentos sobre ele sejam mínimos.
Costuma-se atribuir nota zero a uma redação sobre outro assunto que não aquele pedido. Já nas fugas parciais, o comum é descontar até metade da prova, dependendo do tamanho do erro.
Não é difícil entendermos o quanto seria absurdo alguém dissertar sobre os acidentes ocorridos em usinas nucleares em várias partes do mundo quando o tema pedido fosse o problema dos menores abandonados no Brasil.
Para evitar esse tipo de inconveniência, antes de começar a elaborar a redação, convém ler várias vezes o tema para compreender exatamente o que está sendo solicitado.
Às vezes comete-se um outro engano semelhante ao que foi comentado acima: pode acontecer de se desenvolver um tema similar àquele que foi proposto. Isso também prejudica demais a redação, pois mostra que a pessoa não apresenta capacidade de ler e interpretar corretamente a solicitação feita.
Suponhamos que o tema fosse o seguinte:

“O governo brasileiro vem empreendendo esforços para, juntamente com o governo da República da Argentina, aumentar os acordos de cooperação econômica no Cone Sul, lançando as bases para a possível entrada de novos países que ainda não fazem parte do Mercado Comum Sul-americano – Mercosul”.

Caso não compreendesse bem o conteúdo dessas afirmações, a pessoa poderia incorrer no erro de dissertar sobre algum assunto paralelo. Por exemplo, escreveria sobre como essas duas nações conseguiram retomar os rumos da democratização, depois de longos períodos de ditadura militar ou talvez pelo fato de ambas serem governadas por mulheres...
Embora essas análises estejam relacionadas com o tema dado, não aborda propriamente o assunto central proposto, ou seja, os acordos de cooperação econômica.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ALGUMAS FORMATAÇÕES DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

Aprenda as principais regras da metodologia científica.


Objetivo Geral: Proporcionar um primeiro contato dos alunos com a iniciação científica, preparando-os para a linguagem, a formatação, as estruturas e as leituras de cunho mais técnico, segundo as normas da ABNT/2006.

FONTE:

Os trabalhos deverão ser entregues sempre em fonte Times New Roman ou Arial.

TAMANHO DA FONTE:

A capa e a contracapa podem ter fonte 12 ou 14, de preferência em caixa-alta. Apenas a descriminação do trabalho, na contracapa, deve ter fonte menor, 10 ou 11, e em letra cursiva. O corpus do trabalho deverá estar com fonte 12. As citações longas, notas de rodapé, paginação, legenda das figuras e tabelas, o tamanho da fonte deve ser 10.

MARGEM:

As margens superior e esquerda deverão estar com 3 cm; as margens inferior e direita com 2 cm.

PAPEL:

Os trabalhos somente deverão ser feitos em folhas brancas de papel A4.

COR DO TRABALHO:

O trabalho deverá ser impresso em apenas uma cor, preta, com exceção dos gráficos, tabelas e fotografias.

ESPAÇAMENTO:

Com exceção da capa, contracapa, citações longas, notas, referências, legendas das figuras (espaçamento simples), o corpus do trabalho deverá ter um espaçamento de 1,5.

CITAÇÃO:

As citações diretas devem vir sempre acompanhadas de aspas em itálico; entre parênteses o sobrenome, data e página da citação. Caso ultrapassem 03 linhas do texto, deverão vir à parte do texto, com recuo de 04 cm, e em fonte 10.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

AUTOR(ES). Título: subtítulo (se houver). Número da edição. Local de publicação: editora, data de publicação. Número do volume, tomo, e/ou número de páginas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

REDAÇÃO X RADICALISMO E PARCIALIDADE

Respire fundo, leia e tente analisar todos os ângulos da questão!


Uma boa análise pressupõe um exame equilibrado da realidade na qual se situa o assunto tratado em uma dissertação.
O bom senso, nas opiniões emitidas, está diretamente relacionado à capacidade de se enxergar o problema pelos diversos ângulos que apresenta.
Uma análise extremamente radical ignora outros aspectos que devem ser levados em conta em uma reflexão equilibrada sobre qualquer tema, por isso é indesejável.
Note, neste trecho do desenvolvimento, como isso ocorre:

“O advento da televisão nas últimas décadas foi, com certeza, o golpe mortal desferido na inteligência e na cultura dos milões de telespectadores que dela se utilizam e que a ela estão inconscientemente aprisionados. É a televisão a grande responsável pelo processo de massificação a que se submetem principalmente as novas gerações. Afastadas dos livros e das formas mais eruditas da música e de outras artes, têm diante dos olhos o desenrolar de programas medíocres que promovem, indiscutivelmente, a desinformação.
Isso sem contar com as ditorções de comportamento provocadas principalmente nas crianças que assistem, impassíveis, aos desenhos que primam pela violência, destruição e insensibilidade.
Este veículo de comunicação é, sem dúvida, o mal do nosso século: destrói o espírito crítico e promove a alienação em todos os níveis”.

Apesar das inúmeras verdades contidas no texto, a bem da verdade existem coisas boas, positivas e de bom gosto artístico na TV, vide a TVEscola, a TV Cultura e o Canal Futura.
Além do mais, a TV, assim como o rádio e a internet, pode ser aliada dos livros, e não inimiga. Somar, eis a questão!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

REDAÇÃO X SIGLAS/ABREVIAÇÕES/NÚMEROS

Aprenda a usar números, siglas e abreviações!


Muitas lendas andam soltas por aí a respeito de redação nos vestibulares ou concursos. Uma delas é sobre o uso de siglas e abreviações.
Procure escrever as palavras por extenso. As abreviações são consideradas incorretas, não utilize de hipótese alguma, da mesma forma que o “internetês”, também marcado por linguagem abreviada. Os números igualmente devem ser escritos por extenso, à exceção de porcentagens e datas.
Já para siglas, como IBGE, devem ser escritas primeiro por extenso e depois a sigla (exemplo: Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA,...) e, a partir daí, você pode escrever só com a sigla no resto do texto. Para siglas conhecidas, que já são senso comum, como a ONU, é desnecessário escrever todo o significado.
Veja alguns exemplos do que você não deve escrever nas frases:

“O ministro c/ seus assessores saíram da sala de reunião”;

“Verificaremos outros pontos da questão p/ compreendermos melhor esse assunto”;

“Os cidadãos daquele país tb se preocupam com a inflação”;

“Conforme a AGOP, os índices de criminalidade diminuíram” (Que diabos é AGOP?)


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CONFIRA O EDITAL DO CONCURSO PARA OFICIAIS DA PM/BA - 2012



ATENÇÃO:

Já saiu o Edital para o concurso de Oficiais da Polícia Militar no Estado da Bahia - CFO-PM/BA. Inscrições dos dias 10 a 26 de agosto do corrente ano. Confira tudo no link abaixo:

Edital da PM/BA

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

I. LÍNGUA PORTUGUESA  E REDAÇÃO:

1. Leitura e interpretação de textos:
a) verbais extraídos de livros e periódicos contemporâneos;
b) mistos (verbais/não verbais) e não verbais;
c) textos publicitários (propagandas, mensagens publicitárias, outdoors, etc).

2. Nomes e verbo. Flexões nominais e verbais.

3. Advérbio e suas circunstâncias de tempo, lugar, meio, intensidade, negação, afirmação, dúvida, etc.

4. Palavras de relação intervocabular e interoracional: preposições e conjunções.

5. Frase, oração, período. Elementos constituintes da oração: termos essenciais, integrantes e acessórios. Coordenação e Subordinação.

6. Sintaxe de colocação, concordância e regência. Crase.

7. Formas de discurso: direto, indireto e indireto livre.

8. Semântica: sinonímia, antonímia e heteronímia.

9. Pontuação e seus recursos sintático-semânticos.

10. Acentuação e ortografia.

11. Diferença entre redação técnica (oficial) e redação estilística e suas respectivas características.

12. Correspondência oficial: conceito e tipos de documentos.

13. Diferença entre ofício e memorando.

REDAÇÃO X FATOS DE DOMÍNIO PÚBLICO

Só utilize exemplos que sejam de domínio público!


É um procedimento perfeitamente normal, e até obrigatório para fundamentar os argumentos, lançarmos mão de exemplos, fatos, citações, dados, estatísticas, etc., que reforcem os fatos arrolados em uma dissertação.
Esses exemplos, entretanto, devem ser de conhecimento público, ou seja, fatos que todos conheçam por terem sido divulgados pelos meios de comunicação (jornais, rádio, televisão, sites, etc.).
Não devemos, em hipótese alguma, introduzir na dissertação fatos ocorridos com pessoas que conhecemos particularmente. Isso daria um cunho pessoal a um tipo de redação que se propõe a analisar assuntos gerais.
Veja um exemplo desse tipo de incorreção:

“A prospecção de petróleo em plataformas marítimas em muito vem contribuindo para o sucesso da Petrobrás no cumprimento dos contratos de risco que assinou com vários países. Aqui mesmo nas costas brasileiras testemunhamos a construção e funcionamento destas plataformas que, em sua maioria, contribuem para aumentar substancialmente as nossas reservas petrolíferas.
O filho de minha vizinha, dona Laura, trabalhava em uma dessas plataformas. Ela levou um susto incrível quando houve um acidente há pouco tempo atrás. Seu filho sofreu algumas queimaduras e foi internado às pressas em estado grave. Dona Laura ficou a seu lado o tempo todo e felizmente ele sobreviveu ao terrível incêncio que praticamente destruiu aquele local e causou prejuízos enormes”.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

REDAÇÃO X DITADOS POPULARES

Originalidade e informação é tudo em dissertações.

Uma dissertação costuma ser desprestigiada pela má utilização de frases feitas, provérbios e ditos populares. Eles empobrecem a redação; fazem parecer que seu autor não tem criatividade, pois lança mão de formas de expressão já batidas pelo uso frequente, chavões, clichês.
A redação ganha bastante ponto com a originalidade e com as informações contidas na mesma. Caso o redator trabalhe com o senso comum, caso desses ditados populares, a parte estrutural do texto ficará prejudicada.
Veja que efeito ruim causaria um provérbio em um texto dissertativo:

“Hoje, é muito comum o fato de alguns menores, perambulando pelas ruas por falta de escolas ou um lugar melhor para ficar, serem influenciados por pequenos delinquentes, aos quais acabam se unindo para praticarem delitos. Afinal, já diziam os mais velhos: ‘Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és’”.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

REDAÇÃO X USO DO EU

Se tiver que usar a 1ª pessoa, use sempre o nós!


Muito se tem dito sobre o uso da primeira pessoa (eu, nós) em textos de caráter dissertativo, mas não custa relembrar.
O texto dissertativo tem caráter persuasivo, de debate sobre um tema proposto. A intenção dele é o de convencer aquele que o lê. Dessa forma, quanto mais distante se fizer, melhor. Os argumentos devem vir isentos, sem posição pessoal, sem se incluir no texto, além de ser uma redação de interlocução universal, não se escreve para alguém especificamente.
Mesmo assim, algumas bancas avaliadoras permitem o uso da primeira pessoa, mas somente do plural (nós, nosso(a), nos, etc.), pois generaliza o pensamento e tira a pessoalidade do texto.
Porém, um dos erros crassos é contar fatos de sua vida particular. Dissertar é analisar um assunto, emitindo opiniões gerais. Deve ser feito com total objetividade. Essa visão imparcial se perde quando o autor confunde a problemática que está analisando com os problemas particulares que possa ter.
Note o que pode acontecer:

“Todos nós, apreensivos, observamos que o mundo moderno caminha para o caos. Vemos que a confusão, o desentendimento entre habitantes metropolitanos, os conflitos entre as nações e a ameaça de uma guerra terrorista podem perfeitamente levar o homem à sua própria destruição. Eu vejo por mim mesma. Mal tenho tempo de dormir.Levanto de madrugada para pegar aqueles ônibus superlotados. Trabalho o dia inteiro e quase não tenho tempo de estudar as matérias para as provas do meu colégio noturno. Além de tudo isso, meu patrão não me autoriza a ir ao médico, quando necessito”.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

REDAÇÃO X REPETIÇÃO DE PALAVRAS

Não repetir palavra é um grande exercício para o cérebro.

Um dos erros que mais prejudica a expressão adequada de suas ideias é a insistente repetição de uma mesma palavra. Isso causa uma impressão desagradável a quem lê sua redação, além de sugerir pobreza de vocabulário.
A língua portuguesa é uma das mais ricas em relação a léxico, com uma quantidade que ultrapassa os 300 mil verbetes.
Por isso, quando você constatar que repetiu várias vezes o mesmo vocábulo procure imediatamente encontrar sinônimos ou pronomes que possam ser usados em substituição a ele.
Observe um exemplo:

“Os empresários têm encontrado certos problemas para contratar mão-de-obra especializada, nesses últimos meses. O problema da mão-de-obra é consequência de um problema maior: os altos níveis de desemprego constatados algum tempo atrás. Enfrentando problemas para conseguir empregos nas fábricas a que estavam acostumados, dedicaram-se a outras atividades, criando, para as indústrias, o problema de não encontrar pessoas acostumadas a funções específicas. Demorará ainda algum tempo para que este problema seja solucionado”.

domingo, 5 de agosto de 2012

REDAÇÃO NOTA MIL DO ENEM


05/08/2012 09h22 - Atualizado em 05/08/2012 12h12

Estudante aponta dedicação e leitura para redação nota 1.000 no Enem
Texto de mineira feito para o Enem 2011 foi publicado em cartilha do MEC.
Camila Zuconi, de 18 anos, foi aprovada em medicina na UFCSPA no RS.

Humberto Trajano
Do G1 MG

A redação do Enem de Camila Zuconi foi considerada nota mil em cartilha lançada pelo Ministério da Educação



A redação da estudante mineira Camila Zuconi, de 18 anos, é um dos textos considerados “nota 1.000” e publicados na cartilha "A redação no Enem 2012 - Guia do Participante", lançada pelo Ministério da Educação. Camila é aluna do segundo período de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e concluiu o ensino médio em 2011, quando fez a prova do Enem e foi aprovada no vestibular da universidade gaúcha.
"Eu acho que, antes de tudo, precisa de leitura", disse a universitária sobre a preparação que resultou em seu desempenho destacado na avaliação.
Nascida em Três Marias, na Região Central de Minas Gerais, a estudante se mudou para Viçosa quando tinha 14 anos, após ser aprovada no Colégio de Aplicação – Coluni, na cidade da Zona da Mata de Minas Gerais, onde cursou todo o ensino médio.
A habilidade de Camila para escrever a redação nota 1.000 foi desenvolvida ao longo de toda a sua vida escolar, principalmente nos últimos três anos, segundo ela. “Sempre me dediquei bastante. No Coluni, eu abri mão de muita coisa para poder me dedicar aos estudos. Se você realmente quer passar no vestibular tem que organizar o tempo. É um processo. A gente precisa se organizar e fazer com prazer, pensando no objetivo que você quer alcançar”, disse.
Sobre a importância da leitura, ela ressaltou que o hábito não pode ser encarado como uma obrigação, mas como prazer, e apontou os benefícios. “Ler ajuda muito a ter um vocabulário mais completo. Você percebe dicas de como escrever e é importante também ler o texto que está escrevendo”.
Outro ponto que Camila destacou como fundamental para o sucesso na redação do Enem foi o conhecimento adquirido em uma bolsa de iniciação científica. “A leitura que eu tive e a orientação crítica da professora da iniciação me ajudaram muito, muito mesmo, a ter habilidade para escrever”, contou. As leituras de temas atuais e de provas anteriores também ajudaram a estudante.
Na hora de escrever sua redação, Camila privilegiou a organização e a objetividade. “Planejei o texto. Fiz o que sempre tentava fazer nas redações, um esquema do que eu ia pôr em cada parágrafo. Também tentei tirar o máximo dos textos apresentados na prova e aproveitar o que eu já sabia sobre o tema para dar o diferencial ao texto”, explicou. A harmonia das ideais também é importante na hora da redação, segundo ela. “Buscava sempre tomar cuidado com a coerência para ver se o leitor ia entender o que eu queria dizer”.

Estratégia durante a prova
Camila disse que quando recebeu a prova, a primeira coisa que fez foi ler a proposta de redação para já ter conhecimento do tema. “Quando eu vi o tema fiquei satisfeita. Porque era um assunto atual e sobre o qual eu tinha lido recentemente. Também já tínhamos discutido sobre as redes sociais em sala de aula”, contou a estudante. Na sequência, ela começou a fazer as 45 questões de português e as 45 de matemática. “Eu optei por responder as questões primeiro, pois poderia absorver algo delas que me ajudaria na redação”, explicou.
Ela afirmou que ficou muito satisfeita com a proposta da redação. “Acho que os jovens são público alvo do Enem, apesar de pessoas mais velhas também fazerem o exame, e a gente usa bastante as redes sociais, então temos facilidade para falar sobre o assunto", disse. Quando começou a redigir “Redes sociais: o uso exige cautela”, a estudante conta que se preocupou com a objetividade e delimitou o enfoque pela influência e  presença dessas ferramentas da internet na vida das pessoas nos dias de hoje.
Para desenvolver o assunto, Camila colocou seu repertório no papel. Entre exemplos lembrados, ela citou que sempre refletia sobre a relação público/privado ao usar a internet e também contou que havia lido um texto sobre a influência das redes sociais nos movimentos populares recentes que têm acontecido pelo mundo.
A redação nota 1.000 foi fundamental para Camila ser aprovada no curso de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Segundo a mineira, seu objetivo era a UFMG, porém a nota da redação não foi considerada pela instituição na primeira fase. Apesar da distância da família, hoje ela se sente feliz em Porto Alegre. “Gosto muito da cidade e da faculdade. Fiquei muito satisfeita com a publicação da minha redação e o reconhecimento”, concluiu.

Parte da redação de Camila feita no Enem 2011 e publicada na cartilha do MEC (Foto: Reprodução)


sábado, 4 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

REDAÇÃO X GÍRIAS


As gírias são um meio de expressão perfeitamente aceitável em certos momentos de textos narrativos, em especial nos diálogos travados por alguns personagens (discursos diretos).
Tornam-se, entretanto, completamente inadequadas quando usadas em uma dissertação. Essa modalidade de redação pressupõe uma linguagem formal, não necessariamente “erudita”, mas pelo menos bem elaborada, certa gramaticalmente.
Mais do que palavras, um exemplo pode ilustrar com maior clareza os danos causados pela gíria em uma dissertação.
Leia este trecho dissertativo:

“Todo mundo sabe da gravidade que tem, hoje em dia, o problema das drogas em nossa sociedade. Muita gente e até a polícia tentam fazer alguma coisa para acabar com as drogas, mas muitos caras, amaioria gente da pesada, se negam a deixar de curtir seu baratinho, não dando a mínima para os meganhas que vivem em seu encalço”.


Valeu, mermão!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

REDAÇÃO X INOVAÇÕES ORTOGRÁFICAS


Evidentemente, certas caligrafias apresentam algumas variações no modo de escrever determinadas letras do nosso alfabeto. No entanto, essa possível variação não deve ser exagerada a ponto de tornar a letra praticamente irreconhecível.
Veja alguns exemplos do que ão se deve fazer:



Lembre-se: o “i” tem um ponto em cima, e não um círculo, assim como o ponto final ou o de seguimento. O “t” é cortado e não é feito como uma borboletinha. Da mesma forma, o “a” escrito tem a perninha, que o caracteriza como tal, do contrário ficará como se fosse “o”. E assim por diante.
Se você tem algum desses problemas ou outros que não foram aqui citados, melhor comprar aquela velha e boa caderneta de caligrafia e começar a trabalhar!

Boa aprendizagem!