segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
LISTA DO SISU AMANHÃ
Primeira chamada do Sisu do 2º semestre será divulgada amanhã
Do UOL, em São Paulo
A primeira chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do segundo semestre de 2013 será divulgada amanhã (17). Os convocados devem fazer a matrícula nos dias 21, 24 e 25 de junho. Até o início da noite de sexta-feira (14), o MEC (Ministério da Educação) ainda não sabia informar em qual horário a lista de aprovados seria publicada.
As inscrições foram encerradas às 23h59 da sexta-feira. O último balanço do MEC indicava que, até as 18h, o sistema já havia registrado 738.439 candidatos e 1.428.124 inscrições - cada estudante pode fazer até duas opções de curso. O número de inscritos já é maior que o registrado no segundo semestre do ano passado (642.878).
O balanço final das inscrições do Sisu será divulgado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, às 11h.
Nesta segunda edição de 2013, o estudante pode fazer até duas opções de curso e concorrer a 39.724 vagas, oferecidas por 54 instituições de ensino, segundo o MEC.
O candidato aprovado na primeira opção de curso será automaticamente retirado do sistema. Caso não faça a matrícula na instituição para a qual foi selecionado, perde a vaga.
Os selecionados com base na segunda opção ou que não atingirem a nota mínima em nenhum dos dois cursos escolhidos podem permanecer no sistema e aguardar a segunda chamada, em 1º de julho. Nesse caso, os convocados farão a matrícula no período de 5 a 9 do mesmo mês.
Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas pode aderir à lista de espera, entre 1º e 12 de julho. A convocação dos selecionados, de acordo com o cronograma, ocorrerá em 17 de julho.
Os candidatos devem conferir a oferta de vagas na página do Sisu na internet. O Edital nº 5 da Secretaria de Educação Superior (Sesu), de 31 de maio de 2013, que define o processo de seleção unificada para o segundo semestre, foi publicado no Diário Oficial da União do dia 3 último, seção 3, página 40.
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
PRAZO DO SISU ACABA HOJE
14/06/2013 00h00 - Atualizado em 14/06/2013 11h32
Prazo de inscrição no Sisu termina às 23h59
desta sexta-feira
Candidatos podem se
inscrever ou mudar opção até o último minuto.
Primeira chamada dos aprovados será divulgada na segunda-feira (17).
Primeira chamada dos aprovados será divulgada na segunda-feira (17).
Do G1, em São Paulo
20 comentários

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do meio de ano terminam às 23h59 desta sexta-feira (14). Quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e quer concorrer a uma das 39.724 vagas em cursos de graduação em universidades federais e institutos federais de ensino superior deve se inscrever no site do Sisu. Quem já fez a inscrição pode até o último minuto mudar as opções de curso. Até as 18h11 desta quinta-feira (13), o sistema registrava mais de 644 mil inscritos.
O Sisu é um sistema dinâmico, por isso os estudantes podem mudar a inscrição quantas vezes quiserem até o prazo final. O sistema vai considerar a última inscrição validada pelo candidato. O resultado da primeira chamada sai nesta segunda-feira (17), com matrículas nos dias 21, 24 e 25. Haverá uma segunda chamada, no dia 1º de julho, com matrículas nos dias 5, 8 e 9, e ainda, a lista de espera. De acordo com o Ministério da Educação, 54 instituições que oferecem 1.179 cursos já aderiram ao sistema.
saiba mais
Saber monitorar as notas de corte pelo sistema e abrir mão de disputar uma determinada vaga como cotista, em um determinado caso onde a concorrência pode ser maior, faz com que o candidato encontre opções de curso em que tenham maior chance de aprovação.
Como tem muita gente para poucas vagas, o estudante deve seguir algumas dicas de procedimento durante o período de inscrições e monitorar a nota de corte dos cursos escolhidos o tempo todo. Se a nota de corte estiver muito acima da pontuação obtida pelo candidato no Enem de 2012, a melhor saída é escolher um outro curso e/ou instituição com nota de corte mais baixa.
Os candidatos que se enquadram na política de cotas (estudantes que fizeram todo o ensino médio em escola pública, com renda per capita de até 1,5 salário mínimo, ou que se autodeclara preto, pardo ou indígena, também deve verificar se vale mais a pena concorrer entre os cotistas, onde o número de vagas é menor, ou pela ampla concorrência. Nem sempre a nota de corte dos cotistas é menor do que os dos demais concorrentes.
VEJA DICAS PARA AUMENTAR SUAS CHANCES DE APROVAÇÃO NO SISU:
Site do Sisu mostra a situação do candidato nosdois cursos escolhidos (Foto: Reprodução)
- Acompanhe sua posição e as notas de corte todos os dias
As notas podem mudar durante o período de inscrição, elas são anunciadas sempre às 2h e valem para o dia todo. Os estudantes não precisam ficar acordados de madrugada, podem verificar o quanto estão acima ou abaixo dessa nota durante o dia. Elas são calculadas com base no número de vagas disponíveis e total de candidatos inscritos em cada curso. Por isso é importante que o candidato acompanhe sua colocação na lista de quem concorre no curso inscrito até o final do processo, às 23h59 desta sexta-feira (14).
- Cotistas também devem avaliar as notas dos candidatos da ampla concorrência
Nem sempre disputar uma vaga como cotista pode ser mais fácil. Em alguns cursos, a concorrência para este grupo pode ser maior do que na ampla concorrência, onde todos disputam. Vale avaliar as notas nas duas modalidades. Na primeira edição do Sisu, no começo do ano, por exemplo, o curso de engenharia civil do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, tinha nota de corte para os estudantes de escola pública que fossem pretos, pardos ou índios de 774,98. Pela a ampla concorrência, a nota era menor, de 750,96.
- Se sua nota estiver muito distante da nota de corte, analise outras possibilidades
O candidato consegue ter uma noção de quais são suas chances para ocupar determinada vaga pela classificação parcial. Ela pode ser consultada pelo estudante durante o período de inscrição, em seu boletim na página do Sisu. A classificação parcial é calculada a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Se a posição não estiver satisfatória, o ideal é partir para outros cursos com notas de corte mais baixas, embora haja mais de uma chamada.
ENEM 2013
Maioria dos inscritos no
Enem não conseguirá vaga no ensino superior pelo Sisu
07/06/2013 - 14h52
·
Educação
Mariana Tokarnia
Repórter da
Agência Brasil
Brasília – O
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 recebeu número recorde de
inscrições, mas a maioria dos candidatos não conseguirá vaga no ensino superior
público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Foram 7.173.574 inscrições
confirmadas. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o número de
vagas nas universidades é 1,1 milhão. "Uma parte importante dos
participantes não poderá entrar através do Enem na universidade", disse
hoje (7) em coletiva com a imprensa.
A nota do
Enem não é usada apenas pelo Sisu. Serve para concorrer a vagas em instituições
privadas de ensino superior, por meio do Programa Universidade para Todos
(ProUni). Além disso, é requisito no Programa Ciência sem Fronteiras e serve
também para o estudante receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies). O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes
maiores de 18 anos que não têm o documento.
O governo
reconhece que existe uma demanda que não é atendida. "O Ministério da
Educação administra 22 mil obras. Construiu 3 milhões de metros quadrados para
expandir a rede federal de ensino e não damos conta da demanda". Para
atender aos estudantes, Mercadante diz que o ensino privado e a educação a
distância são foco de investimento do ministério, com ações como o ProUni e
Fies. Segundo o Censo da Educação Superior de 2011, as instituições privadas
atendiam a 88% do ensino superior.
Mercadante
destaca o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)
como alternativa para complementar o ensino superior. "Quem não tem uma
especialização tecnológica profissionalizante deve procurar este caminho e deve
continuar disputando o Enem e tentar uma vaga na universidade".
O ministro
ressaltou que o número de inscritos no Enem é uma vitória para o país: "o
brasileiro está querendo estudar e sabe que tem que estudar mais", disse.
O
investimento em educação aumentou de 2000 para 2011. Em 2011 foram
investidos em educação o equivalente a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em
2000, a porcentagem era 4,7%. Em tramitação no Congresso Nacional, o Plano
Nacional de Educação (PNE) - que traça metas a serem cumpridas pelo setor nos
próximos dez anos – estabelece que 10% do PIB devem ser investidos em educação.
"Para
continuarmos nesse ritmo de crescimento, eu só vejo uma alternativa, os
recursos do pré-sal", disse, referindo-se ao projeto de lei enviado ao
Congresso pela presidenta Dilma Rousseff. O PL 5.500/13 destina os
recursos do petróleo para a educação.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
AS INSCRIÇÕES TOTAIS DO ENEM 2013
Enem: 92% dos
interessados confirmaram inscrição
07/06/2013 - 12h36
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) de 2013 teve 7.173.574 inscrições confirmadas, segundo
divulgou hoje (7) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Do total de
inscritos (7.834.024 milhões), 1.925.581 pagaram a taxa de R$ 35 e
5.247.993 foram isentos. Para ser isento, o candidato deve ter concluído o ensino médio em
escola pública ou ter renda mensal per capita inferior a um
salário mínimo e meio e comprovar a condição.
A diferença entre a quantidade de inscrições
feitas e confirmadas chega a 660.450, que se refere ao número de pessoas que se
inscreveram pela internet, mas não pagaram a taxa ou não comprovaram as
informações necessárias à isenção.
Entre os isentos, segundo
divulgou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), 1.315.506 terminaram o ensino médio em escola pública e
3.932.487 têm renda de até um salário mínimo e meio.
Segundo o Mercadante, 92% dos
interessados confirmaram a inscrição. "É uma porcentagem recorde.
Estávamos em torno de 86% a 89% de confirmação nos exames anteriores",
disse. "[Isso] é uma grande vitória do povo brasileiro, que tem vontade de
estudar mais, de entrar na universidade", completou.
Ele atribui o aumento nas
inscrições aos programas voltados à educação, assim como a exigência do Enem
nesses programas – como ocorre este ano com o Ciência sem Fronteiras – e ao
êxito do próprio exame.
Mercadante também comentou o custo do
exame. "Como o crescimento foi muito grande, vamos ter que repensar
aspectos como a impressão. Mas é evidente que vai ter crescimento no
orçamento". De acordo com ele, o custo deve se aproximar ao de 2012, R$ 46
por candidato.
Os candidatos confirmados
receberão o cartão de inscrição no endereço fornecido. O documento terá um
número, assim como a data, hora, o local de prova, a opção de língua
estrangeira e outras informações específicas.
As provas do Enem serão aplicadas
nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. A nota
do exame pode ser usada para classificação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e também para concorrer a
vagas em instituições privadas de ensino superior, por meio do Programa Universidade
para Todos (ProUni). Segundo Mercadante, quatro novas universidades aderiram ao
Sisu, totalizando 123 instituições. Elas participarão da edição do Sisu do
começo de 2014.
Uma boa avaliação no Enem é
também requisito para obter bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras e para
receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O exame é
usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos
que não têm o documento.
Edição: Talita
Cavalcante//Matéria alterada para acrescentar informação às 12h59.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
PARA O DIA DOS NAMORADOS!
Felina
se contorcendo
crua
e abrasadora
a sedução viva
e pungente
saltitando nas nuvens
que é seu trono
brava
e lambendo
ciosa
os destemperos
da pele
açucarada
fugaz
no fluxo do amor
as formas
desconexas
do crime carnal
um vapor
aromatizante
que baila ferino
nas curvas
do seu passeio
Gustavo Atallah Haun
terça-feira, 11 de junho de 2013
SONHO DE TODO PROFESSOR!
03/06/2013 06h05 -
Atualizado em 03/06/2013
14h12
'Me sinto uma rainha', diz
brasileira professora no país nº 1 em educação
Formada pela UFBA, Luciana
Pölönen dá aulas há três anos na Finlândia.
País no Norte da Europa tem a melhor educação do mundo.
Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
557 comentários
Luciana Pölönen dá aulas de português em Espoo, na Finlândia (Foto: Arquivo pessoal)
País com a melhor educação do mundo, a Finlândia tem entre os seus professores da rede pública uma brasileira. Luciana Pölönen, de 26 anos, nasceu em Salvador (BA), é formada em letras pela Universidade Federal de Bahia (UFBA) e se mudou para Finlândia em 2008, com objetivo de fazer mestrado. Desde 2010, compõe o corpo docente finlandês. No país do Norte da Europa, mais do que emprego, ela encontrou a valorização da profissão de lecionar.
saiba mais
"Eu me sinto como uma rainha ensinando aqui. Ser professor na Finlândia é ser respeitado diariamente, tanto quanto qualquer outro profissional!", afirma a brasileira, que se casou com um finlandês, tem uma filha de três anos, Eeva Cecilia, e está grávida à espera de um menino. "Aqui na Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade."
A comparação com sua experiência escolar no Brasil é inevitável. "No Brasil só dei aulas em cursos, mas estudei em escola pública, sei como é. Sofria bullying, apanhava porque falava o que via de errado e os professores não tinham o respeito dos pais", diz Luciana.

A professora Luciana com seu diário de classe
finlandês (Foto: Arquivo pessoal/Luciana Pölönen)
Por quatro anos consecutivos, a Finlândia ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino. Durante visita em São Paulo, na semana passada, a diretora do Ministério da Educação e Cultura, Jaana Palojärvi, disse que o segredo do sucesso do sistema finlandês de ensino não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou avaliações nacionais. O lema é treinar o professor e dar liberdade para ele trabalhar.
Luciana aprova o método. Há dois anos dá aulas na Escola Europeia de Helsinque, capital da Finlândia, de nível fundamental e médio e há um ano leciona português em uma escola de ensino fundamental em Espoo, cidade próxima à capital. "Dou aula de português porque toda criança falante de duas línguas tem o direito ao ensino de uma língua estrangeira na escola. Ou seja, todos os filhos de brasileiros têm direito ao ensino de português como língua mãe."
Para conseguir a vaga, a brasileira passou por avaliação do histórico escolar da universidade, enviou uma carta pessoal em que expôs suas intenções, e enfrentou uma entrevista, uma espécie de prova oral feita em inglês.
Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério"
Luciana Pölönen,
professora na Finlândia
Com o trabalho nas duas escolas, Luciana ganha 2.500 euros, o equivalente a R$ 6.500. Luciana tem contrato temporário porque ainda não finalizou o mestrado, termina a dissertação no fim do ano, por isso há uma redução no salário de 15% e de tarefas extras.
"Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério. Não preciso aplicar prova a toda hora, nem justificar nada para o coordenador", afirma. "Temos cursos de aperfeiçoamento sem custo, descontos em vários lugares com o cartão de professor, seguro viagem, entre outros."
Para Luciana, os alunos aprendem porque há um comprometimento deles, dos pais e da comunidade. "Eles aprendem o respeito desde pequenos, a honestidade vem em primeiro lugar. As pessoas acreditam umas nas outras e não é necessário mentir. Um professor quando adoece pode se ausentar até três dias. Funciona muito bem."

Tradução e aula particular
Logo chegou à Finlândia, Luciana trabalhou como analista de mídia. Depois, em 2010, antes de atuar na rede de ensino pública, conciliava trabalhos de tradução e de professora particular. "Se aparecesse um trabalho para fazer limpeza, eu toparia sem problemas, desde que fosse honesto. Mandava currículo para algumas empresas, mas nunca era chamada. Pensei em omitir minha formação [em letras, pela UFBA], caso não arrumasse nada."
Luciana voltou a trabalhar quando a filha tinha apenas um mês. Era um trabalho de tradução que às vezes fazia de casa ou ia até a empresa que ficava próxima à sua casa. Escapava para amamentar no intervalo do café. "Aqui a licença maternidade dura três anos, as pessoas achavam um absurdo eu trabalhar com uma filha de um mês. Na verdade faz parte da educação deles, hoje eu entendo mais."
O respeito pelo próximo também é algo muito enraizado na cultura do finlandês. Luciana diz que diferente do Brasil, nunca sentiu preconceito na Finlândia por ser negra ou estrangeira. "Aqui as pessoas não parecem notar a cor de pele do outro contanto que exista respeito mútuo."
Casos de violência ou bullying são muito raros nas escolas. "Foram cinco casos de violência no ano, mas para eles é um absurdo, não deveria acontecer. Eles sempre têm um plano para cada tipo de aluno, não é uma única forma para a classe inteira. No final, todos alcançam o mesmo objetivo."

Luciana Pölönen se mudou para a Finlândia em
2008 e se tornou professora (Foto: Arquivo pessoal)
Diferenças
Na Finlândia, o professor é proibido por lei de encostar no aluno. Nem mesmo para dar um abraço. Luciana soube disso durante a aula de inglês, no estágio, em uma atividade onde alunos precisam demonstrar sentimentos numa espécie de encenação teatral e ela "relou" em uma aluna. A classe toda ficou estática, espantada.
Hoje, Luciana se acostumou à cultura. "Acho que acostumei, nunca gostei muito de abraçar as pessoas se não houvesse um motivo muito importante para isso. Talvez esse seja o motivo de eu ter me acostumado aqui." O frio também não lhe causa incômodo, nem mesmo a temperatura de 25 graus negativos que já encarou. Para a baiana, não há problemas desde que esteja com a roupa apropriada para manter o corpo aquecido.
Planos para o Brasil
No fim do ano, Luciana vai aproveitar as férias para voltar ao Brasil para visitar a família. Durante a temporada de dois meses pretende fazer workshops em escolas sobre o sistema de educação finlandês. “Gostaria de ajudar os professores de alguma forma, com treinamento, é o que eu devo para o meu país. Minha parte é tentar ajudar da maneira que eu posso.”
Para ela, a receita da Finlândia para ter uma educação nota 10, baseada na simplicidade, daria certo no Brasil se "as pessoas parassem de esperar ações do governo e agissem com as próprias mãos." "Gostaria que minha filha visse meu país diferente e eu não tivesse de pagar uma mensalidade de 2 a 3 mil reais [caso morasse no Brasil] em uma escola particular para oferecer a ela uma educação de qualidade."
Se o abraço tão habitual no Brasil não lhe faz falta e o frio não a incomoda, Luciana sente saudades de gargalhar com os amigos, de se deliciar com a comida da minha mãe, conversar a avó, escutar músicas com a tia e assistir Fórmula 1 com o pai. "Matamos as saudades via Skype ou quando alguns parentes visitam a Finlândia."
Luciana Polonen é destaque em blog voltado para a comunidade acadêmica da Finlândia (Foto: Reprodução)segunda-feira, 10 de junho de 2013
TREINEIROS DO ENEM
Treineiros buscam o Enem para testar os conhecimentos e a resistência
09/06/2013 - 16h04
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mais de 1 milhão dos candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ainda não concluíram o período escolar, nem concluirão até o fim do ano. São estudantes que fazem a prova apenas como treinamento para o exame. Os motivos são muitos: há candidatos que querem testar os conhecimentos, para saber o que ainda devem aprender e quais são suas maiores dificuldades e os que pretendem se acostumar com o tempo de prova – são duas tardes dedicadas ao exame.
O estudante Lucas Ferreira foi impulsionado pelas duas razões. Aos 17 anos, Lucas está no 2º ano do ensino médio e vai fazer o Enem 2013. Será a primeira prova do Enem para ele, que faz simulados a cada dois meses na escola, desde o 1º ano. "A prova é muito longa e maçante, a gente tem que pegar o ritmo."
Por isso, o estudante tem procurado sempre os professores e a coordenação da escola para ter orientações sobre o ensino superior. Ele quer estudar design na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que usa o Enem para o ingresso dos estudantes. Lucas ainda não sabe o curso específico, mas diz: "Desde que comecei a entender mais sobre o vestibular e sobre o Enem, fiquei focado nisso."
Duda Padilha, aluna do 2º ano, fará o Enem 2013 para se adaptar ao modelo da prova. "Eu sou melhor em provas discursivas e agora estou começando a me adaptar ao modelo objetivo do Enem. A prova é bolada de um jeito diferente das que sempre estive acostumada a fazer", explica Duda. Além disso, ela quer saber quais conhecimentos ainda lhe faltam. No final do terceiro ano, Duda pretende concorrer a uma vaga em psicologia também na UFRJ.
Lucas e Duda estão entre as 1.095.747 inscrições confirmadas dos chamados treineiros. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Educação, o número representa 15,3% do total de inscrições confirmadas no Enem, que foi 7.173.574.
"O Enem é uma prova diferente do vestibular tradicional e tem uma cobrança diferente do sistema de ensino", diz o especialista em Enem e presidente de honra do Cursinho Henfil, Mateus Prado. Para ele, a participação dos treineiros é positiva. "Costumo comparar o Enem a uma corrida de Fórmula 1. O piloto que conhece o circuito tem desempenho melhor. O mesmo acontece com o exame: quem conhece o Enem, acaba fazendo uma boa prova."
Prado ressalta que que é preciso adaptar-se ao ritmo da prova. "Estudar edições passadas para conhecer é importante, mas nada substitui a situação de prova." No entanto, ele deixa claro que esses estudantes devem fazer o exame apenas para treinar. "Vejo que alguns casos particulares [de estudantes que conseguiram cursar a universidade, mesmo não tendo terminado o ensino médio] acabam criando uma expectativa que não considero uma coisa boa. O estudante não tem que cumprir o ensino médio apenas pelo conteúdo, tem que cumprir uma fase da vida, ganhar maturidade, para depois entrar no ensino superior."
As provas do Enem serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. Os candidatos receberão o cartão de inscrição no endereço fornecido. O documento terá um número, assim como a data, hora, o local de prova, a opção de língua estrangeira e outras informações específicas. Para os treineiros de primeira viagem e também para os demais candidatos, o MEC recomenda que se organizem para chegar no horário e que visitem antes o local de prova.
A nota do exame pode ser usada para classificação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e também para concorrer a vagas em instituições privadas de ensino superior, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, é requisito no Programa Ciência sem Fronteiras e serve também para o estudante receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos que não têm o documento.
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