quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ALGUNS TEMAS DE CARTA-ARGUMENTATIVA

Treinar e ler são as melhores oportunidades de aprender a escrever bem!


TEMA I
(UFMS/1999) Leia o trecho a seguir e faça a atividade proposta:
O Pantanal, por suas características peculiares, exerce estranho fascínio na mente de todos que o visitam. A beleza dos rios, das matas, das lagoas, com verdes de todos os tons, compõe uma paisagem que as mais modernas lentes não conseguem captar com plenitude. A variedade de animais de toda espécie, os contrastes naturais: secas/enchentes, aglomerados humanos em torno das sedes das fazendas e imensos vazios preenchidos por milhares de cabeças de gado, a cultura do patrão e a do vaqueiro, o poder econômico do fazendeiro e a pobreza do peão, a situação de isolamento, em que se acham confinados ranchos e fazendas, tudo isso determinou o surgimento de uma cultura única, que surpreende os pesquisadores e fascina os artistas. (...)
Nos corixos, baias e várzeas, alternam-se lagoas salobras com praias brancas, lagoas doces com vegetação nas margens, por onde voam e cantam pássaros de todas as cores e tamanhos. Garças, colhereiros, tuiuiús, baguaris, tucanos, araras azuis, bem-te-vis, emas, gaviões enfeitam o mais lindo pôr-do-sol. Jacarés de olhos esbugalhados enterram-se na lama dos corixos, num exercício de paciência que desafia a lentidão das horas. Onças ferozes deslizam sorrateiras, cervos elegantes espreitam de longe qualquer sinal de perigo. Tatus, antas, pacas, lontras e macacos sentem-se senhores do espaço, donos das matas. Sucuris povoam a imaginação dos pantaneiros, que contam historias fantásticas da cobra capaz de engolir bois e pessoas (...) (ROSA, Maria da Gloria Sá. O artesanato como força representativa do pluralismo sul-mato-grossense. In: Catalogo do Ministério da Cultura/Funarte, 1995)
      Apoiando-se nas informações que você obteve acima, elabore uma carta-argumentativa sobre o Pantanal, com o objetivo de persuadir algum brasileiro de sua escolha a valorizar e visitar o turismo nacional.


TEMA II
(UNAMA–2006.II) PROPOSTA TEMÁTICA A: CARTA ARGUMENTATIVA

Em importante periódico da imprensa brasileira, a jornalista Mônica Bérgamo produziu a seguinte chamada para uma reportagem:

1000 LUGARES PARA CONHECER ANTES DE MORRER”, best-seller mundial da americana Patrícia Schulz, lançado no Brasil pela Sextante, traz cerca de 20 paradas obrigatórias no país.
(Folha de São Paulo, 23 de abril de 2006)

Entre essas 20 “paradas obrigatórias” brasileiras, duas estão localizadas no estado do Pará: o Ver-o-Peso e o Marajó. Mas certamente você, habitante de outras regiões do Brasil, conhece vários lugares, também merecedores, na sua opinião, de serem conhecidos por pessoas de qualquer lugar do mundo. Propõe-se, então, que você escolha um desses lugares e escreva uma carta argumentativa a um estrangeiro, real ou fictício, para convencê-lo a vir conhecer o lugar que você eleger. Em sua argumentação, ressalte as características físicas e/ou humanas que fazem dele um lugar muito especial. Não se esqueça de obedecer às seguintes recomendações:

1. DESTINATÁRIO: estrangeiro, residente em outro país.

2. TRATAMENTO: tu, você, senhor ou senhora.

3. REMETENTE: um (a) morador (a) local.


TEMA III
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
O texto abaixo é a síntese de notícias publicadas na Folha de S. Paulo, em 17/07/2001, e na Veja, em 25/07/2001.

Morte de fumante ajuda economia, diz Philip Morris

      A Philip Morris, gigante americana da indústria do tabaco, divulgou em 16/07/2001, no jornal econômico The Wall Street Journal, um relatório no qual ressalta os benefícios econômicos do cigarro para as finanças públicas da República Tcheca. O relatório aponta o impacto positivo do tabagismo nas finanças do país, incluindo a economia de gastos na área da saúde em virtude da mortalidade precoce e os ganhos obtidos pela arrecadação de impostos. A morte precoce de fumantes na República Tcheca, segundo o relatório, ajudou o governo a economizar em gastos na área da saúde, em cuidados geriátricos, no sistema de pensão e previdenciário.

      Em uma carta-argumentativa direcionada à empresa, faça uma crítica aos argumentos usados pela Philip Morris no relatório.



TEMA IV
(VUNESP/98) Leia os textos abaixo e, a seguir, elabore uma CARTA-ARGUMENTATIVA para o Ministro da Educação em que você explicite sua opinião sobre a necessidade da realização do concurso vestibular para ter acesso à universidade, desenvolvendo argumentos adequados para defender seu ponto de vista. Dê-lhe um título. É necessário assinar a carta com as suas iniciais. Não ultrapasse 30 linhas.

Texto 1
      “A faculdade, hoje, é tábua de salvação das famílias de classe média, que não conseguem acumular bens e precisam recompor seu patrimônio a cada geração”, explica a socióloga Gisela Taschener, da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Atualmente, 8% dos brasileiros possuem diploma universitário”. “A universidade é valorizada porque, no mundo de hoje, o capital do cidadão médio é sua escolaridade”, completa Gisela. Para as famí-lias que se equilibram com dificuldade entre a prestação da casa e a possibilidade de trocar o carro no final do ano, a faculdade dos filhos é o único patrimônio que se pode deixar. Para os filhos das famílias humildes, o diploma é uma das poucas esperanças de ascensão social. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/1997)
    
Texto 2
      O vestibular, embora considerado injusto por muitos, especialmente aqueles indolentes e incapazes de superá-los, é um instrumento democrático, que proporciona aos concorrentes igualda-de de condições.
      (Vladimir Antonini, Curitiba, PR, Veja, Cartas, 19/11/97)
     
Texto 3
      Considero o vestibular a maior prova de ineficácia do sistema educacional brasileiro. Não se pode analisar um nível de conhecimento em apenas “uma tarde de domingo”. Principalmente porque estão presentes aspectos emocionais que podem ser decisivos. (Rodrigo Frank de Souza Gomes, Fortaleza, CE, Veja, Cartas, 19/11/97)
     
Texto 4
      Nos Estados Unidos e na Inglaterra, há um teste depois do 2º grau, mas a avaliação depende de várias outras coisas, entre elas o histórico escolar, cartas de recomendação e o resultado de entrevistas na universidade. (...) Na França, quem conclui o 2º grau tem direito à faculdade desde que seja capaz de agüentar o ritmo puxado dos estudos superiores, responsável pelo abandono do curso por mais da metade dos matriculados. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/97)


TEMA V
(VUNESP) Há alguns anos, quando os acidentes de trânsito começaram aumentar assustadoramente, começou-se a pensar seriamente na educação para o trânsito. A tentativa de conscientização da necessidade de obedecer à sinalização, ao limite de velocidade, enfim de usar o veículo como um meio de ida e não como uma possibilidade de morte ganhou dimensão nacional, incluindo a orientação nas escolas. No entanto, as estatísticas mostravam que a violência no trânsito crescia cada vez mais. Agora, com a implantação da nova lei, a imprensa noticia a diminuição do número de acidentes, de mortes e de multas, em até 40%. Mera coincidência?
      A partir das considerações dadas, faça uma carta-argumentativa para alguma publicação jornalística ou responsáveis pelo setor no país, emitindo a sua opinião sobre o fato e, principalmente, sobre a nova lei do trânsito recentemente implantada no Brasil. É necessário assinar a carta com o pseudônimo “Brasileiro Consciente”.


TEMAVI
 (UNICAMP) Durante o ano de 1995, intensificou-se no Rio de Janeiro a onda de violência e seqüestros. Uma das respostas a essa onda de violência foi a Manifestação Reage Rio, realizada no dia 28 de novembro como um grande ato público a favor da paz. Na semana seguinte, em artigo publicado na página 2 da Folha de S. Paulo, o jornalista Josias de Souza escreveu a esse propósito:

“O Rio que paga a carreirinha de coca é o mesmo Rio que foge do seqüestro, eis a verdade. Diz-se que a violência vem do morro. Bobagem, tolice. Como a passeata do Reage Rio, a violência também é obra do carioca bem-posto. (...) Dois dos objetivos palpáveis do Reage Rio são o reaparelhamento da polícia e a urbanização das favelas. Erraram de alvo. Estão mirando na direção errada. (...) Pouco adianta dar novos 38 à polícia se não for interrompido o fluxo de dinheiro que garante os AR-15 do tráfico.”
( “O Rio cheira e berra”, 5/12/95).

Essa análise é polêmica e você deverá levá-la em consideração ao optar por uma das duas tarefas abaixo:

·      concordando com a opinião do jornalista, escreva-lhe uma carta, apresentando argumentos que o apóiem;

·      ou se você acha que o ato público cumpriu seus objetivos, escreva uma carta aos organizadores, elogiando a iniciativa, defendendo sua validade e rebatendo os argumentos do jornalista.

Todos os textos transcritos a seguir foram publicados na imprensa, alguns dias depois da Manifestação Reage Rio, e são relevantes para que você possa formar uma opinião. Ao escrever sua carta, considere os argumentos expostos nessa coletânea e outros que você achar pertinentes.

1. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação Reage Rio, um apelo para que acabem a violência e os seqüestros no Rio de Janeiro. Os organizadores, entre eles o Movimento Viva Rio, esperavam 1 milhão de pessoas. Mas a chuva atrapalhou. A caminhada, na Avenida Rio Branco, reuniu representantes de toda a sociedade civil. “Foi um sucesso”, disse o sociólogo Herbert de Souza, o “Betinho”. O governador Marcello Alencar e o prefeito César Maia não participaram. Nos últimos nove meses, a polícia registrou 6.664 assassinatos no Rio. (Clipping do Estadão, Destaques de Novembro/95)

2. “Foi um extraordinário marco a marcha no Rio, onde, pela primeira vez, a politização da violência ganhou ares populares. Mesquinho e subdesenvolvido restringir o debate ao número de participantes. Mais importante, muito mais, foi o debate que suscitou e a sensação de que o combate ao crime não é apenas um problema oficial.” (Gilberto Dimenstein, “Chute no Saco”, Folha de S. Paulo, 10/12/95)

3. “Houve uma grande ausência na passeata de terça feira passada no Rio de Janeiro. Faltou uma palavra mágica, aquela que daria sentido a toda aquela movimentação. (...) A palavra que faltou é: DROGAS. A passeata era contra a violência. Ora, qual a causa magna da violência no Rio, a causa das causas? Resposta: drogas. (...) A originalidade do Rio está em ter realizado uma passeata contra a escalada do crime, a incrível escalada que, sob o impulso e o império da droga, ocorre em várias partes, sem dar nome ao problema. E não se deu o nome porque, se se desse, não haveria passeata.(...) O que aconteceria se se anunciasse uma passeata contra as drogas? Muitos não iriam. No mínimo para não parecer careta, ou seja, ridículo. Mas também porque muita gente não é contra - é a favor das drogas. (...) Sendo assim, como fazer uma passeata contra a droga? Melhor é fazê-la contra a ‘violência’ e pela ‘paz’. Quem pode ser contra a paz?” (Roberto Pompeu de Toledo, “Faltou dizer por que não se tem paz”, Veja, 6/12/95)

4. “O lado bom do Rio é a natureza fantástica, o povo que é alegre e descontraído, aceita e vive a vida como ela é. O lado ruim é a miséria que se alastra por toda a cidade, exigindo uma solução, com nossos irmãos trepados em barracos pobres, olhando a cidade dos ricos como uma miragem a seus pés. E a solução não está nas brigas políticas de superfície, mas na revolução; a revolução que não pode ser feita agora. (...)
Fui à passeata Reage Rio porque me convidaram. Queriam que fosse num carro, mas preferi andar no meio das pessoas. A caminhada não foi propriamente um protesto mas uma advertência sobre o que está acontecendo, sem solução. Enfim, o problema da miséria é grave e uma pessoa com um pouco de sensibilidade não pode se sentir feliz diante disto.” (Silvio Cioffi, “Só revolução resolve a miséria, diz Niemeyer”, Folha de S. Paulo, 21/12/1995)

5. “Quem não acredita na força do pensamento positivo ganhou na quinta-feira, 30, um bom motivo para mudar de idéia. Menos de 48 horas depois da Caminhada pela Paz, que parou a cidade e mobilizou milhares de pessoas contra a violência - 60 mil, segundo a polícia, e 150, segundo os organizadores -, foi resgatado o estudante Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho, seqüestrado trinta e seis dias antes. (...) A mãe de Eduardo Eugênio elogiou a atuação da polícia mas dedicou especial gratidão aos participantes da caminhada.” (Eliane Lobato, “Guerrinha pela paz”, Isto É, 6/12/95)

ATENÇÃO: AO ASSINAR A CARTA, USE APENAS AS INICIAIS DE SEU NOME.

5 comentários:

  1. Oi amiga, passei por aqui para lhe servir um cafezinho especial.
    Olha o cafezinho!!!
    Saindo fresquinho!!!
    Ele é feito com água da fonte da vida, fervido com fogo do Espírito Santo, misturado com pó da felicidade e adoçado com a doçura do amor, preparado pelos anjos do céu, servido especialmente pra vc.
    Bju
    http://cantinhodatoninha.blogspot.com.br/

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  2. Parabéns pelo conteúdo do seu blog, me ajudou muito. Com certeza, você faz diferença para o Brasil. Já sobre esses comentário a cima, me resta o despreso para pessoas que não tem respeito pelo trabalho e educação dos outros.

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  3. NEN UMA CARTA ARGUMENTATIVA SOBRE A AGUA

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  4. Ótimo conteúdo, realmente irá ajudar nos treinos e práticas que tenho pela frente. A única coisa que não gostei no blog inteiro foi a maldita Comic Sans, mas de resto está perfeito. Parabéns!

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  5. Matheus, todo o blog está editado com a fonte ARIAL, aqui não se lê nada fora dela.
    Valeu,

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